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Aluizio Cezar Valladares Ribeiro

Servidor público / economista

Reflexões

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11/07/2020 05h00
Por: Redação

Quem é o silvícola? Quem é o selvagem?

 

Os elefantes têm um comportamento selvagem típico, que aos olhos da natureza, conjecturam com a simbiose do equilíbrio comportamental dos seres “irracionais”.

Mas este mesmo comportamento “animalesco”, traz ao tom profundo do exemplo, um senso retilíneo de invejar os “racionais”, pois tratam com a sabedoria matriarcal a valorização dos mais velhos e dos mais novos.

A proteção nata daqueles que os valoriza, é semeada em suas juventudes, pois passaram de seres protegidos para valorosos protetores de uma família única.

A selvageria de se manter vivos na natureza é de difícil trabalho diuturno, pois os mais “sensíveis” são submetidos a enormes ataques de predadores, que de alguma forma, sacolejam as aparentes deficiências.

O tentar da fome acometida pelo instinto de sobrevivência, ataca na tentativa nata ao dito selvagem, mas a força de quem é atacado, reside no sentido de unidade.

Mas por falar no “selvagem”, como deixar de lado a forma de apresentação do “povo selvagem”, daqueles mesmos nascidos a terra e pertencentes as várias tribos do mundo?

São diferentes dos elefantes ao trato com os mais velhos e mais novos? Valorizam o sentido do grupo e se colocam à disposição da defesa a custo da vida? Respeitam suas ancestralidades e cultivam o respeito e a sabedoria do “mais velho”? E o solo quando “abatidos” é sacrossanto?

Vejam a magnânima ação “instintiva” que vem de há muito na sobrevivência da “manada”!

Mas a “evolução” bateu a porta do homem, e se estruturando ao longo do tempo, fez como os irracionais e os silvícolas a transformação fragmentada em governos.

Veio o poder e aqueles mesmos sentidos de outrora se perderam. 

Povos considerados mais evoluídos moralmente, até se adequaram tecnologicamente, mas nunca se atreveram a se afastar do respeito mútuo, pois é condição sine qua non para se governar de forma justa, dando ao povo as condições mínimas exigidas em cada carta magna.

Mas aos brasileiros o tempo muda a galope, pois o sentido pátrio e da valorização dos bons costumes e a crença em uma justiça se aflora, causando com isso a insatisfação das sanguessugas e o brilho do olhar na esperança de um povo.

Dirigentes governamentais, de cada esfera que for, procurem agir na “selvageria da fera” e da “ação descomunal do silvícola” no exemplo de respeito aos mais velhos e mais novos, e da mesma forma, no senso de santificação do solo aonde os restos se acomodarão, pois esse mesmo solo fornecerá todas as condições de sobrevivência e descanso a toda manada ou tribo.

Reparem que o senso moral é nato, e o valor a vida é ao grupo, e não nessa ação corrupta de engorda a grupos que vemos hoje, pois aquela mesma pangeia de outrora, única em expansão, terá como olhar de futuro, um pensamento único de valorização a vida em que espaço e raça for.

Eis o sentido do Grande Geômetra! A harmonia e o equilíbrio de seu projeto.

Enquanto o futuro não chega, vislumbrarei como sempre fiz, as ações dos selvagens, pois ao comparar com as dos racionais, são infinitamente maiores a alma.

 

Aluizio Cezar Valladares Ribeiro – Servidor público / economista – [email protected] 

 

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