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Minhas raízes

Minhas raízes musicais

Carlinhos Sete

Reflexões

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23/08/2019 06h00
Por: Redação

Levo tatuado no braço esquerdo uma pauta musical com um trecho da trilha principal do filme “O poderoso chefão” (The Godfather, Paramount Pictures,1972), assim homenageei de uma só vez duas coisas pelo qual sou aficionado: música e filmes. Mas hoje estou aqui para falar de minha relação com a música. Costumo brincar dizendo que sou músico frustrado. O lado musical vem da parte da família de minha mãe, meus tios tocavam acordeom, flautas e batuque que vinham desde uma folia de reis e catira até forró. Do lado de meu pai, mais batuque, especialmente quando os primos e amigos de meu pai se juntavam para ouvir samba. Meu nome não é Carlos á toa, vem de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, que cresci ouvindo, juntamente com Chitãozinho & Xororó, Trio Parada Dura, Luiz Gonzaga, Amelinha, Jessé, Beatles, Beth Carvalho, Bezerra da Silva e muitos outros. A música sempre fez parte da minha vida, mas como a maioria esmagadora das crianças de minha época, fui ouvinte passivo, ouvia o que os adultos ouviam, mas estava tudo certo, as músicas eram de muita qualidade. Até uma babá, que era fã incondicional de Michael Jackson me fez gostar do “rei do pop”.

Minha primeira experiência em ouvir algo que eu escolhi, lá pelos anos 80, foi com “Sonífera ilha”, dos Titãs. Senti algo diferente ao ver aquela apresentação no chuvisco da televisão e não sosseguei enquanto não ouvi a música novamente. Naquele tempo as coisas não eram fáceis, não havia internet pra procurar pela música e plataformas digitais eram algo inimaginável. Demorei dias até conseguir ouvi-la novamente, ainda assim pela metade numa rádio. Passado algum tempo, e minha memória não é capaz de precisar quanto, eis que minha experiência musical começou a realmente se enveredar para um rumo bem distante do sertanejo, forró, MPB, samba partido alto e música pop internacional, que estava acostumado, ao ouvir “Sweet Child O’ Mine”, da banda Guns N’ Roses, por acidente no rádio. Senti uma euforia diferente e, se minha memória é errante, nisso ela não falha e consigo me lembrar até de que estava na cozinha e era uma manhã ensolarada. A MTV veio pouco tempo depois trazendo Bon Jovi, Van Halen, Poison, Warrant e todos mais com cabelos compridos esvoaçantes, maquiagem e calças de lycra. Isso tudo até eu conhecer um cara chamado Fábio que me apresentou o Heavy Metal. Gravou uma fita cassete com Metallica, Megadeth, Slayer, Exodus, Suicidal Tendencies e outros. Por muito tempo “fechei” minha cabeça e achava que só Metallica era bom. Saí dessa fase e parti para... Música clássica! Mozart, Beethoven, Verdi... Hoje ouço de tudo, sou um amante de música, mas com rock’n’roll na veia. E quanto mais pesado, melhor.

 

Carlinhos Sete - Escritor e cronista. Também faz o quadro “Aí tem” na Rádio Sete Colinas. Seu novo romance, “Desamores”, já está disponível nas melhores livrarias da cidade.

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