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Aplicativo do Procon de Uberaba recebe denúncias de violência contra a mulher

Ventura esclareceu que o Procon pode auxiliar nesses casos, devido a facilidade de acesso que as pessoas têm de ir até o órgão ou usar o aplicativo

12/07/2020 05h00
Por: Redação
Gerente do Centro Integrado da Mulher, Juciara Moura Limírio - Foto: Marise Romano
Gerente do Centro Integrado da Mulher, Juciara Moura Limírio - Foto: Marise Romano

Uma nova ferramenta foi disponibilizada em Uberaba para denúncias de violência contra a mulher. Agora, além dos telefones 180 e 190, registros podem ser feitos por meio do aplicativo da Fundação Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon).

O presidente do órgão, Marcelo Venturoso, explicou que, na plataforma, foi disponibilizado um ícone para o registro da denúncia. “O Procon é porta de entrada para vários cidadãos e normalmente quando a gente atende relações de consumo, infelizmente se depara com algumas situações que ficam caracterizadas como violência contra a mulher. Não só a violência física, mas também outros tipos como moral e a violência financeira", relatou.

Ventura esclareceu que o Procon pode auxiliar nesses casos, devido a facilidade de acesso que as pessoas têm de ir até o órgão ou usar o aplicativo. E reforçou que os dados enviados pelos usuários do aplicativo são anônimos e encaminhados para autoridades competentes, como Polícia Militar ou Ministério Público, e para o Centro Integrado da Mulher (CIM).

A coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres do CIM, Anna Maia Jampaulo, explicou que a plataforma dá voz a uma demanda que deve ter cada vez mais espaço, para que casos de violência possam ser controlados.

“Mesmo que a violência doméstica não seja o foco do Procon, com as denúncias feitas para eles, nós temos mais chances de dar ajuda e o suporte que essa mulher precisa no momento, de uma forma mais rápida”.

O aplicativo está disponível para as plataformas Android e IOS.

 

Apoio às mulheres - O CIM foi inaugurado em Uberaba em 2014 e oferece apoio psicossocial às mulheres vítimas de violência. A gerente do Centro Integrado da Mulher, Juciara Moura Limírio, explica sobre a importância do projeto. “A mulher chega muitas vezes por demanda espontânea ou vem encaminhada de um outro órgão. Ela passa pelo atendimento inicial com a psicóloga e assistente. Ela vai ser ouvida, orientada e encaminhada".

 

Números no Estado - Segundo os dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), em 2019, em Minas Gerais, considerando o período de janeiro a maio, foram 63.987 mulheres vítimas de violência doméstica. Já em 2020, no mesmo período, foram 60.806.

Em relação ao feminicídio, no ano passado foram 236 e 88 neste até junho deste ano. Mas, mesmo com essa queda nos números, o CIM acredita que os casos possam ser maiores por conta do isolamento social e a falta de denúncias. "E agora, durante a pandemia, mesmo fechada em casa e com os agressores, ela tem que procurar uma ajuda. Por isso nós estamos ampliando os canais de comunicação", finalizou Juciara Moura.

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