Estado de Minas

Estado já repassou cerca de R$ 1 bi a municípios, hospitais e unidades de Saúde para enfrentamento ao coronavírus

Recursos ajudaram a potencializar a rede hospitalar e será legado para a rede pública depois da pandemia

16/07/2020 05h00
Por: Redação

Além de fundamental para este momento de enfrentamento do coronavírus

em Minas Gerais, os constantes investimentos em hospitais de estruturas

permanentes são um legado que a pandemia deixará para o Sistema Único

de Saúde (SUS) do estado. Em quatro meses de pandemia, o Governo de

Minas [1] já repassou pouco mais de R$ 1 bilhão para estruturar a

assistência de saúde nos municípios mineiros.

 

Estruturar a rede pública é a prioridade do governo, tanto como

estratégia para enfrentamento da doença no estado quanto como ação

de responsabilidade fiscal. "Seria um disparate do Governo de Minas se

não utilizasse esse momento com responsabilidade fiscal para estruturar

as unidades de Saúde mineiras. O que foi investido ficará para a

assistência dos mineiros quando essa pandemia acabar", ressalta o

secretário adjunto da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) [2],

Marcelo Cabral.

 

O montante investido pelo Estado é referente a compras de equipamentos,

insumos e aparelhos fundamentais para uma melhor condição de

atendimento.  Minas adquiriu 1.047 respiradores que estão sendo

repassados aos prestadores por meio de termo de cessão. Com o fim da

pandemia, é possível que esses aparelhos retornem para o Estado e

sejam repassados para unidades de saúde que atendam o SUS em Minas.

 

Além deles, foram comprados monitores e cardioversores com marcapasso.

Com esses equipamentos, foram gastos R$ 58.729.851,86. Para compras de

insumos - como kit de testagem, álcool em gel, luva, touca e máscara -

foram gastos pelo Estado R$ 51 milhões

 

Apoio federal

 

Além do montante de cerca de R$ 1 bilhão repassados para os munícios

nesses quatro meses de pandemia, há recurso federal na ordem de R$ 73

milhões, reforçando ainda mais o repasse estadual a municípios,

hospitais e unidades de Saúde como forma de potencializar a prestação

dos serviços.

 

Nos próximos dias, também como incremento para o enfrentamento do

coronavirus no estado, o Ministério da Saúde vai repassar R$ 371

milhões para as santas casas e hospitais filantrópicos de Minas.

 

Hospital de Campanha

 

Desde março, quando foi decretada a pandemia no Brasil, o Governo de

Minas adotou a estratégia de primeiro estruturar a sua rede de

assistência.  Assim, o Hospital de Campanha, no Expominas - já em

operação desde segunda-feira (13/7) -foi criado como reserva técnica

para evitar a saturação do sistema de Saúde no estado, a ser acionado

em momento adequado.

 

O complexo tem como finalidade criar condições aos hospitais

convencionais para atender sobretudo os casos graves e que precisam de

Centro de Terapia Intensiva (CTI). Em caso de lotação das enfermarias

das unidades convencionais da Região Metropolitana de Belo Horizonte

(RMBH) poderão ser solicitadas ao Hospital de Campanha vagas de

clínica médica para finalização dos tratamentos.

 

"Fizemos o que foi possível fazer para ampliar a nossa rede própria,

deixando os hospitais de campanha como último caso", observa a diretora

de Atenção Hospitalar e de Urgência e Emergência da SES-MG, Monique

Fernanda Felix Ferreira.

 

Investimento

 

A unidade não está incluída no investimento de cerca de R$ 1 bilhão

já repassados para hospitais, municípios e unidades de saúde. Para

ela foram investidos, neste primeiro momento, R$ 5,3 milhões, por meio

de recursos públicos e privados. Deste total, R$ 4,5 milhões foram

recebidos em doações financeiras por meio de parcerias.  A operação

do Hospital de Campanha será financiada com recursos do Governo de

Minas.

 

10 UTIs por dia

 

Em pouco mais de 100 dias, foram criadas em Minas Gerais mais de dez

UTIs por dia, resultando em uma ampliação de mais de 60% quantidade de

leitos de terapia intensiva disponível.  Em fevereiro, antes de ser

decretada a situação pandêmica no Brasil, havia no estado 2.072

leitos de UTI e, atualmente, já são 3.354 leitos funcionais. As

unidades representam um trabalho conjunto entre os governos federal,

estadual, municipal e dos prestadores de serviço.

 

Segundo explica Monique Ferreira, foram muitos os investimentos na

ampliação de leitos. Ela cita, por exemplo, o pagamento excepcional da

parcela do programa Pro-Hosp, no valor de R$ 71 milhões pelo Governo de

Minas.  Somado a isso, houve também o pagamento de R$ 1,6 mil por

diária dos leitos de UTI credenciados em Minas e habilitados pelo

Ministério da Saúde. "Esses leitos de UTI são, neste momento, para

covid, e depois serão reaproveitados pelo SUS mineiro", destaca a

diretora.

 

Nenhumcomentário
500 caracteres restantes.
Seu nome
Cidade e estado
E-mail
Comentar
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas.
Mostrar mais comentários