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Juba Maria

Juba Maria

Juba MariaJornalista formada pela UFRJ, mãe e poeta, trabalha como Assessora de Comunicação da Infraero. É uma das coordenadoras do projeto AMAi e dá palestras sobre Comunicação Não-Violenta.

19/07/2020 05h00
Por: Redação

Alimentos mais caros

 

Uma das preocupações das mulheres durante a pandemia tem sido a alta do preço dos alimentos, puxada, principalmente, pelo aumento no preço dos cereais (3,5%), das carnes (1,2%) e de leites e derivados (1,7%), segundo dados do “Indicador de Inflação por Faixa de Renda”, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)

 

 

Indicador

 

A coluna Mulherio conversou com Maria Andreia Lameiras, especialista do Ipea e líder da pesquisa que analisa a inflação por faixa de renda. Ela explicou que o peso da inflação sob o bolso foi maior entre os mais pobres, que destinam a maior parte da sua renda para a compra de alimentos. Já para as famílias com maior poder aquisitivo, a redução dos preços dos combustíveis e transporte, por exemplo, fez com que a inflação pesasse menos.

 

 

Carne mais barata

 

Para os próximos meses, Maria Andreia está otimista em se tratando de preços ao consumidor. Segundo ela, provavelmente sofreremos o impacto da proibição da exportação de carne para alguns países em função da pandemia, o que fará com que esse alimento chegue mais barato na mesa dos brasileiros. A pesquisa liderada pela Técnica de Planejamento e Pesquisa da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea é divulgada mensalmente desde 2017.

 

 

Auxílio Emergencial

 

Mulherio ouviu o deputado federal Franco Cartafina (PP). Apesar da polêmica resultante do seu veto ao PL2801/20, que tratou sobre a proibição da penhora do auxílio emergencial, o deputado garantiu que se o presidente Jair Bolsonaro não prorrogar o auxílio emergencial, seu voto será a favor do PL 2357/20 em tramitação na Câmara dos Deputados “como foi nos projetos para o próprio auxílio emergencial para a população mais vulnerável, para os trabalhadores da cultura, para os micro e pequenos empresários, para atender a saúde entre outros já votados”. Ficaremos de olho.

 

 

Aliás

 

Conversamos também com Elisa Araújo (Solidariedade), que adiantou à coluna os preparativos para seu plano municipal de governo. Segundo a pré-candidata ao cargo de prefeita, o documento está sendo elaborado em grupo e será debatido com toda a comunidade. “Faremos um planejamento bastante colaborativo em todas as áreas e, claro, nesta vertente de direito das mulheres também”, contou.

 

 

Demanda de mulheres

 

Uma das reclamações mais recorrentes de mães à coluna tem sido a impossibilidade de realizar nebulização nas unidades básicas de saúde de Uberaba. Algumas mulheres informam que estão utilizando nebulizadores emprestados de amigas, o que apenas aumenta o risco de contaminações por COVID-19. Procurada, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) confirmou que não é recomendado a realização de nebulização em Unidades de Saúde, tendo em vista o risco de disseminação de aerossóis/partículas. No entanto, segundo a SMS, todas as Unidades receberam o medicamento Salbutamol spray 100mcg/dose para atender e acolher a queixa imediata que chegar no serviço. Esse medicamento, segundo a SMS,  está disponível, mediante receita, nas Farmácias Básicas do Município e nas Drogarias com o Programa " Aqui tem Farmácia Popular"

 

 

Voz da especialista

Consultamos ainda a enfermeira Maria Sandra Tapajós (PSOL), que alertou a coluna sobre a importância de se firmar protocolos para a realização dessas nebulizações. “Eu entendo a necessidade de cuidado durante a pandemia, especialmente porque a emissão de aerossóis durante a nebulização pode aumentar o contágio, mas o que fazer então? Como serão feitos os procedimentos no pós-pandemia? Por quê não oferecer equipamentos de proteção individual adequados para garantir que os profissionais das unidades básicas de saúde realizem tais nebulizações com segurança?, disse. Ainda segundo ela, a estrutura  física dos espaços em que são realizados esses procedimentos também precisará ser revista.

 

 

Boa notícia

 

Profissionais de saúde ficaram aliviadas com o avanço do diálogo entre a Secretaria Municipal de Saúde e a Secretaria Estadual de Saúde. Segundo apuramos, Uberaba já está enviando os dados de ocupação dos leitos para a Secretaria Estadual de Saúde com vistas a avançar no programa Minas Consciente, programa estadual para controle do avanço da COVID 19 em Minas Gerais. 

 

 

Avanço

A novidade é uma boa notícia, já que a não-adesão da Secretaria Municipal de Saúde ao SUS Fácil, um sistema estadual de regulação (controle) dos leitos, vinha atrapalhando essa integração de dados.

 

 

Estimativa

 

Segundo fontes consultadas pela coluna, Uberaba possuía, até o fechamento desta coluna, pacientes internados com COVID 19 de pelo menos três cidades: Campo Florido, São Francisco de Sales e Santa Juliana. Ouvidos por Mulherio sobre esse assunto, profissionais médicos e enfermeiros que estão na linha de frente demonstraram preocupação com o elevado número de habitantes de outras cidades que chegam para atendimento em Uberaba. “Temos a impressão que a situação nas cidades em volta está descontrolada”, contou um médico.

 

 

Betim na onda verde

 

Betim é uma das cidades que aderiram ao Minas Consciente, programa que é baseado no SUS Fácil.  A cidade foi incluída na “onda verde”, a mais restritiva, embora um decreto municipal tivesse liberado o comércio. Com isso, apenas serviços essenciais estão liberados para funcionar na cidade.

 

 

Uberaba

A decisão acende um alerta para os comerciantes de Uberaba, que podem se ver obrigados a fechar as portas novamente. Isso porque o Comitê Extraordinário Covid-19 recomenda o avanço das macrorregiões Norte e Sul para a onda amarela, considerada de médio risco. Ou seja, Água Comprida, Campo Florido, Conceição das Alagoas, Conquista, Delta ,Sacramento, Uberaba e Veríssimo podem, a qualquer momento, aderir a chamada “onda amarela”. A  região do Triângulo Sul compreende uma população de 697.812 habitantes.

 

 

Na prática

 

O que isso muda em se tratando de empresas conduzidas por mulheres? Segundo especialistas, muita coisa, já que fazem parte dos negócios proibidos de funcionar durante a chamada “onda amarela” os segmentos de vestuário, salões de beleza e estética, lojas de departamentos e variedades, e o segmento de livros, papelaria, discos e revistas.

 

 

Mais afetadas

 

Para a empresária e fundadora do Moeda de Troca, Luciene de Souza, a situação é especialmente preocupante para as microempreendedoras. Luciane tem feito recomendações para pequenas empresárias e alerta para a necessidade de as mulheres tomarem decisões rápidas e mudarem rapidamente o foco do negócio, fugindo do endividamento. É o caso das costureiras que migraram para a confecção de máscaras e porta-álcool gel, por exemplo.

 

 

Moeda de Troca

Em Uberaba, o Moeda de Troca reúne mais de 160 empreendedoras de Uberaba.  “Negócios conduzidos por mulheres tendem a ser os mais afetados pela pandemia, em especial por serem a maior parte dos segmentos de vestuário e salão”, disse. 

 

 

Parceria

O Centro Integrado da Mulher e a DHO Consultoria e Assessoria firmaram parceria para permitir o encaminhamento de mulheres em situação de violência doméstica para vagas de trabalho. 

 

 

Responsabilidade Social

 

Consultado pela coluna, Guilherme Ezequiel, diretor da DHO,  contou que a parceria mostra a responsabilidade social da empresa perante os problemas sociais que afetam a cidade. “Atendemos muitas empresárias que, com frequência, costumam cobrar uma responsabilidade maior para com os temas relativos aos direitos da mulher e queremos estar preparados para atender às demandas de nossos clientes”, diz.

 

 

Agosto Lilás

 

Na última sessão plenária de julho da Câmara Municipal de Uberaba, foi aprovado o projeto de Lei do vereador Ronaldo Amâncio (MDB) que instituiu o Agosto Lilás no calendário da cidade. Na ocasião, a atriz, educadora e militante Pretta Moreno representou a sociedade civil na plenária e, tendo a palavra, destacou a importância de que ações práticas sejam implementadas em favor das mulheres vítimas de violência doméstica. A campanha será realizada durante todo o mês de agosto, anualmente, com vistas a reduzir os índices de violência contra a mulher no âmbito do relacionamento afetivo e familiar.

 

 

Reforma da previdência

 

Na mesma sessão, causou muita polêmica a aprovação da chamada reforma da previdência dos servidores municipais. Consultamos algumas servidoras públicas, para quem faltou o “justo debate aberto e transparente com toda a população” sobre aqueles que seriam “os verdadeiros culpados” da redução dos direitos e do aumento da alíquota de contribuição de 11% para 14% dos servidores municipais: os governos Temer e Bolsonaro. “Além disso, não nos parece adequado punir servidores que estão atuando no enfrentamento da pandemia”, disse.

 

 

Ipserv

 

Já segundo o Diretor Executivo do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos Municipais (Ipserv), João Paranhos Júnior, a reforma era inevitável e necessária, considerando o atual déficit do Ipserv e a portaria 1348 de 3/12/2019 do Ministério da Economia do governo Bolsonaro. Segundo a portaria, estados e municípios têm até 31 de julho para adotar as medidas impostas pela Emenda Constitucional 103, de 2019. “Considerando a noventena, as medidas passam a valer a partir de novembro”, explicou.

 

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