Nacional

Tereza Cristina: Cbio precisa ser mais barato e deve ser mais atraente em breve

A ministra disse ter conversado sobre o assunto com o ministro da Economia, Paulo Guedes

21/07/2020 05h00
Por: Redação

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou à CNN que os

créditos de descarbonização (Cbios), do programa RenovaBio, devem se

tornar atraentes para investidores em breve. No momento, há controvérsia

a respeito da tributação dos créditos após o presidente Jair Bolsonaro

vetar trecho da MP do Agro que propunha tributação de 15%.

 

A ministra disse ter conversado sobre o assunto com o ministro da

Economia, Paulo Guedes, e com o ministro de Minas e Energia, Bento

Albuquerque. "O Cbio está acontecendo, mas precisa ser mais barato",

afirmou a ministra. "Tenho convicção de que esse título em breve será

muito atraente para investidores que querem comprar títulos verdes",

disse.

 

Quanto ao desmatamento da Amazônia, que preocupa especialistas e

investidores dentro e fora do Brasil, Tereza Cristina admitiu que há

pontos que podem ser corrigidos, mas também disse que a atenção dada ao

Brasil é maior do que a países que vivem situações parecidas em outras

partes do mundo. "Tem coisas que a gente pode corrigir? Tem, e vamos

corrigir e estamos trabalhando. A regularização fundiária é uma forma",

afirmou. Ela disse que boa parte da cobrança do exterior vem da

propaganda negativa feita sobre o Brasil, "vinda até de brasileiros".

 

Em relação a planos futuros, Tereza Cristina disse querer retomar as

viagens programadas para tentar abrir mercados para os produtos

brasileiros. "Fiz compromisso de ir à Tailândia, preciso voltar ao

Vietnã - ficamos de abrir mercado para carnes brasileiras, já temos a

abertura para frango mas também queremos para bovinos", afirmou. A maior

esperança para este ano, disse ela, era a Índia, onde a oportunidade de

fazer um trabalho mais efetivo teria sido atrapalhada pela pandemia. "Já

gostaria de ter voltado para lá, vejo grandes oportunidades aos produtos

brasileiros", afirmou, citando gergelim, grão-de-bico e castanhas.

 

A ministra foi perguntada também sobre a situação de frigoríficos que

exportam para a China, e lembrou que, embora não haja comprovação de

transmissão da covid-19 através de alimentos, o gigante asiático tem

pedido informações após notícias de casos da doença em plantas

brasileiras.

 

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Consumo de combustíveis leves cai 12,7% no primeiro semestre de 2020

Dados preliminares publicados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás

Natural e Biocombustíveis (ANP) e compilados pela União da Indústria de

Cana-de-Açúcar (UNICA) apontam que o consumo de combustíveis no mercado

nacional atingiu 22,72 bilhões de litros, em gasolina equivalente, no

acumulado de 2020, o que representa queda de 12,7% na comparação com o

mesmo período de 2019.

 

O etanol hidratado, por sua vez, indica uma retração de 16,7% em relação

ao primeiro semestre de 2019, com um total consumido de 8,96 bilhões de

litros, o segundo maior consumo de hidratado nos primeiros seis meses de

cada ano.

 

“Esse resultado enfatiza a competitividade do etanol nos principais

centros consumidores frente a gasolina que possibilitou a manutenção da

participação na matriz de combustíveis do ciclo Otto. Ao abastecer com

etanol, o consumidor está usando um combustível não só mais em conta

como melhor para o meio ambiente”, analisa Antonio de Padua Rodrigues,

diretor técnico da UNICA. No acumulado do ano, o índice, que mensura o

volume de hidratado e anidro consumidos pela frota de veículos de

passeio e carga leve indica 47,2%.

 

Dados de junho

 

Em junho de 2020 foram consumidos 3,64 bilhões de litros de combustíveis

pela frota de veículos leves. Este resultado indica uma queda de 12,6%

quando comparado ao mesmo período do ano anterior – menor retração

mensal na comparação com 2019 desde o início da pandemia.

 

O consumo de etanol hidratado no sexto mês de 2020 totalizou 1,33 bilhão

de litros no País, queda de 22,9% em relação a junho de 2019. Este

volume também representa um crescimento de 5,0% no volume demandado de

biocombustível em relação a maio de 2020.

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