Economia

Seis em cada 10 brasileiros tiveram aumento no custo de vida durante pandemia de Covid-19, mostra pesquisa Ipsos

Compras de mercado e despesas domésticas fixas, como água, luz e gás, são maiores responsáveis por encarecimento

22/07/2020 05h00
Por: Redação

Para 60% dos brasileiros, os gastos com alimentos, produtos e serviços

para si e suas famílias aumentaram desde o início da pandemia do novo

coronavírus. Este é o resultado da pesquisa _Ipsos Essentials: Cost of

Living Amid Covid-19_, realizada pela Ipsos com 18 mil entrevistados -

sendo 1.000 do Brasil - de 26 países. Enquanto seis em cada 10 notaram

uma alta no custo de vida, 15% disseram que os gastos diminuíram e 25%

não sentiram diferença alguma nas contas no fim do mês.

 

O impacto da Covid-19 para a população brasileira é muito similar à

média global. Considerando o total de participantes do estudo, 60%

relataram aumento nos gastos, 12% perceberam uma diminuição e 29%

disseram que os custos são os mesmos de antes da pandemia.

 

O que pesa no bolso do consumidor?

 

Na percepção dos entrevistados brasileiros ouvidos pelo levantamento,

as compras de mercado - alimentação e produtos de limpeza - são as

que mais alavancaram a alta nos custos durante a pandemia: 65% disseram

ter tido gastos maiores nesses itens. Para 29%, permaneceram iguais e,

para apenas 6%, os gastos diminuíram.

 

Os custos fixos, como serviços de água, energia e gás, também estão

entre os que mais cresceram, na opinião dos participantes do Brasil.

Para 46%, houve aumento nessas contas, 45% disseram estar iguais e 9%

tiveram diminuição nos gastos. Já o valor dispendido em impostos

ficou maior para 33%, enquanto 7% relataram queda nos custos e 60% não

notaram diferença.

 

Em contrapartida, outras despesas ficaram menos custosas. É o caso dos

gastos com transporte que, para 35% dos brasileiros, estão menores. Se

mantêm os mesmos para 42% e aumentaram para 23%. Diminuíram também,

para 34% dos entrevistados, os custos com roupas, sapatos e acessórios.

Já 20% disseram que estão gastando mais e 46% não perceberam nenhuma

mudança no bolso.

 

O estudo on-line foi realizado com 18.000 entrevistados com idades de 16

a 74 anos em 26 países, entre os dias 22 de maio de 05 de junho de

2020. A margem de erro para o Brasil é de 3,1 p.p..

 

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