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Coluna

“A Amazônia, o pulmão do nosso planeta”

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

Cláudio HumbertoCláudio Humberto Rosa e Silva é um jornalista brasileiro, colunista e editor-chefe do Diário do Poder, responsável pela ascensão de Fernando Collor de Mello no cenário político nacional. Sua coluna é reproduzida em jornais de todo o Brasil.

24/08/2019 06h00Atualizado há 1 semana
Por: Redação

“A Amazônia, o pulmão do nosso planeta”

Emmanuel Macron, presidente da França, repetindo uma velha mentira desmentida pela ciência há anos.

 

Doria adota estratégia de virar o anti-Bolsonaro

Candidato a presidente em 2022, o tucano João Doria estabeleceu a estratégia de se distanciar de Jair Bolsonaro a cada dia. Criador do movimento “Bolsodoria” em 2018, ele voltou a repetir o mantra de que nunca teve “alinhamento político” ao governo Bolsonaro, e sempre que pode bate duro em temas pessoalmente caros ao presidente, como na polêmica em que preferiu se solidarizar ao presidente nacional da OAB.

 

Crítica a indicação

O governador também se juntou aos críticos da indicação de Eduardo Bolsonaro à embaixada em Washington. “Eu jamais faria isso”, disse.

 

Abaixo da cintura

Em público, Doria evita pegar pesado, mas, em particular, ele bate de maneira tão contundente quanto qualquer anti-bolsonarista ferrenho.

 

Mudança de tom

A estratégia de Doria, confirmada por aliados, é radicalizar após as eleições de 2020. Até lá, críticas serão “firmes, porém em tom elevado”.

 

Bandeira na mão

A ideia dos que ajudam na estratégia é que Doria chegue a 2022 com discurso anti-Bolsonaro mais radical que qualquer líder de esquerda.

 

Problema do cinema não é censura, é ruindade 

O cinema brasileiro não tem problemas de censura, como agora pretendem seus defensores, e sim de qualidade. E certamente por isso o ministro Osmar terra (Cidadania) recomendou que diretores e produtores façam coisa que preste. Não dá para continuar como está: somente em 2018, o Fundo do Audiovisual gastou R$680 milhões, retirados dos cofres públicos, para bancar integralmente 151 filmes brasileiros que foram vistos em média por menos de mil espectadores.

 

Salas vazias

O ministro da Cidadania lembrou que cada uma das 151 produções recebeu cerca de R$4,5 milhões “para filmes que ninguém vai ver”.

 

Sessões privadas

Foram R$680 milhões, que fazem falta em outros setores, apenas em exibições particulares “para amigos que gostam muito do cineasta”

 

Devolução

Uma mudança em pauta, segundo o ministro, é exigir a devolução de parte do dinheiro, tornando a busca por público uma parte importante.

 

Mentira revelada

A Nasa calou ONGs picaretas que fazem parecer que a Amazônia está em chamas. Mostrou fotos de satélite, explicou que queimadas são comuns nesta época e estão menores que a média dos últimos 15 anos

 

Mentir em francês é mentir

Bolsonaro é criticado na imprensa por “falar sem pensar” ou “falar sem provas”. Já o francês Emmanuel Macron, além de repetir a velha lorota de que a Amazônia “é o pulmão do mundo”, disse que a floresta “arde”, mentira desmentida pela Nasa. Mas no Brasil acharam o máximo.

 

PODER SEM PUDOR

Brasil não é Cuba

Os jornalistas Ivanildo Sampaio e Ernani Régis contam no livro “Quincas Borba no Folclore Político” a reunião de Leonel Brizola com amigos, em 1982, quando decidiu disputar o governo do Rio de Janeiro. Um jovem esquerdista insistia para que o manifesto de lançamento da candidatura propusesse reforma agrária e distribuição de renda radicais. Com a prudência curtida em anos de exílio e sofrimento, Brizola descartou: “Meu filho, o Brasil não é Cuba nem a burguesia brasileira cabe em Miami.”

 

Com André Brito e Tiago Vasconcelos

www.diariodopoder.com.br

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