Economia

INFLAÇÃO NA INDÚSTRIA DESACELERA PARA 0,61% EM JUNHO, MESMO COM ALTA NOS PREÇOS DO PETRÓLEO E ÁLCOOL

esmo assim, é o décimo primeiro aumento consecutivo do indicador, que mede a variação dos preços de produtos na "porta da fábrica"

02/08/2020 05h00
Por: Redação

Os preços da indústria subiram 0,61% em junho frente ao mês anterior,

sendo que o principal impacto veio da atividade relacionada aos

derivados de petróleo e biocombustíveis (17,07%). Apesar da alta,

houve uma desaceleração em relação ao resultado de maio (1,16%), que

havia sido o mais alto desde maio de 2019 (1,39%). Mesmo assim, é o

décimo primeiro aumento consecutivo do indicador, que mede a variação

dos preços de produtos na "porta da fábrica", sem impostos e frete, de

24 atividades das indústrias extrativas e da transformação.

 

Os dados são do Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgado hoje

(31) pelo IBGE. No ano, o indicador acumula elevação de 3,94% até

junho. Já nos últimos 12 meses a inflação da indústria foi de

6,38%.

 

Diferentemente dos últimos meses, a atividade de alimentos, que tem o

principal peso no índice geral (cerca de um quarto do indicador) e

acumula alta de 17,38% no ano, registrou uma variação negativa de

-0,79%. Além disso, menos da metade (11) das 24 atividades pesquisadas

apresentou variação positiva. O que puxou o IPP para o campo positivo

foi o refino de petróleo e produtos do álcool.

 

"O preço nessa atividade é muito ligado ao praticado no mercado

internacional de óleo bruto de petróleo. Com a pandemia de Covid-19, o

mundo inteiro reduziu o consumo de combustíveis, mas a produção

continuou, o que acabou gerando um excesso e provocando queda nos

preços. Mesmo com a alta de 17,07% em junho, os preços no setor ainda

acumulam queda de 25,37% no ano", ressalta o gerente do IPP, Manuel

Campos Souza Neto.

 

Outras variações que merecem destaque na passagem de maio para junho

foram a do fumo (-6,08%), a dos calçados e artigos de couro (-5,82%) e

a de outros equipamentos de transporte (-4,25%). Sendo que, em termos de

influência, sobressaíram, além do refino de petróleo e produtos de

álcool (1,12 p.p.) e dos alimentos (-0,20 p.p.), a metalurgia (-0,21

p.p.), com queda de 3,21%, e as indústrias extrativas (0,17 p.p.), com

alta de 3,75%.

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