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Marcos Moreno

Marcos Moreno

Marcos MorenoSou Marcos Moreno, comunicador com vários anos dedicados ao trabalho de colunista e assessor de imprensa. Há alguns anos com trabalho na mídia impressa e eletrônica voltado para os animais, notadamente pets.

02/08/2020 05h00
Por: Redação

Cadela com problema cardíaco recebe marcapasso em procedimento inédito em Uberlândia, MG

Um procedimento cirúrgico inédito no Triângulo Mineiro trouxe mais qualidade de vida para uma cadelinha de Uberlândia. Meli, de 15 anos, tinha problemas cardíacos e recebeu um marcapasso em cirurgia realizada no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU), no dia 17 de julho.

O diagnóstico ocorreu após uma das tutoras do animal, Dilziana Manfrin, acreditar que havia atropelado o animal. Foram necessários três meses de preparação para que a cirurgia, que também contou com médicos do Hospital de Clínicas da UFU (HC-UFU).

 

Diagnóstico

 De acordo com a tutora do animal, Dilziana Manfrin, a cachorra, que foi adotada há 14 anos, estava desanimada e passou a dormir muitas horas durante o dia.

Ao dar entrada no hospital, a cadela foi atendida pelo médico veterinário Gustavo Henrique de Oliveira. Ao examiná-la, o profissional desconfiou que o problema pudesse ser no coração, pois o ritmo cardíaco dela variava entre 45 e 48 batimentos por minuto; sendo que o normal para um animal agitado é de 90 a 120 batimentos.

Exames de ecocardiograma e eletrocardiograma apontaram o bloqueio do átrio ventricular, o que causava arritmia em Meli. O problema não pôde ser resolvido com medicação, o que obrigou instalação do marcapasso.

 

Cirurgia

Marcapasso foi utilizado por um humano, passou por reprocessamento e foi implantado no animal. — Foto: HV-UFU/Divulgação

Apesar da necessidade do procedimento cirúrgico, Meli precisou esperar cerca de três meses, pois o HV-UFU não tinha o equipamento necessário. A cirurgia ocorreu no dia 17 de julho e durou cerca de 40 minutos. 

Segundo a equipe do HV-UFU, a intenção é aprimorar a experiência adquirida e oferecer o procedimento para outros pacientes.

 

*** 

Ainda estamos na era do Império romano

Um touro foi cruelmente torturado até à morte na primeira tourada depois do lockdaw na Espanha. É o que acontece nas touradas ainda hoje. Não só nas touradas. Animais também são usados no Brasil, como as vaquejadas, por exemplo, para servirem de espetáculo para os humanos. Quanto mais sofrem e se estressa e morrem, mais os espectadores e “desportista” gostam. 

 

Espetáculo dantesco

O espetáculo terrível e cruel foi filmado em Ávila, a 80 quilômetros de Madri, e foi duramente criticado por organizações em defesa dos direitos animais, que lutaram arduamente para que a prática fosse banida durante a pandemia.

Ativistas espanhóis afirmam que é inconcebível que animais sejam mortos para entretenimento do público em meio a uma onda de casos de Covid-19 na Espanha. Carmen Ibarlucea, do grupo La Tortura No Es Cultura, questiona quantas mortes serão necessárias para a vida, de qualquer espécie seja reconhecida, respeitada e valorizada: “Já tivemos uma overdose de morte e dor nos últimos meses?”.

 

La tortura não és cultura

As imagens da tourada foram feitas pelas organizações La Tortura No Es Cultura e Animal Guardians. Elas mostram o animal vertendo muito sangue pela boca enquanto é atraído pelo toureiro, que empala o touro com uma lança. O animal agoniza e morre lentamente sob o olhar satisfeito de seu algoz. Quando o touro tomba, a plateia aplaude. O toureiro ainda crava uma pequena faca na cabeça do animal, que se contorce.

O vídeo também mostra que os lugares da plateia estavam apenas com menos da metade dos assentos ocupados. Alguns locais pareciam completamente abandonados. Após torturar o touro até a morte, o toureiro cortou um dos cascos do animal como lembrança. Não é incomum que toureiros mutilem os animais após torturá-los, caudas e orelhas costumam ser cortadas e levadas como “souvenir”.

 

Sem fim

Momentos depois do espetáculo bárbaro e sangrento, outro touro é solto na arena para que a tortura recomece. Para a ativista Marta Esteban Miñano, do grupo Animal Guardians, a baixa presença de público é um sintoma de que não há mais espaço para touradas na Espanha. “O lobby das touradas está clamando há meses, pedindo dinheiro público e exigindo poder realizar uma tourada”, aponta.

A indústria das touradas foi fortemente atingida pela pandemia de Covid-19 e ativistas tiveram a esperança que ela finalmente chegasse ao fim, mas, infelizmente, o governo espanhol injetou recursos públicos para que espetáculos onde animais são cruelmente torturados prosperem e sigam sendo realizados. Além do financiamento para as touradas, fazendas que criam animais para a praça de touros recebem dinheiro da UE.

 

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