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Aluizio Cezar Valladares Ribeiro

Servidor público / economista

Reflexões

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12/08/2020 05h00
Por: Redação

Não tenho uma, mas sim três!

 

Quando deparamos com coincidências no dia a dia, não é sempre que paramos para pensar nos resultados, porém quando isso acontece, em sua maioria e de forma intrínseca a surpresa nos provoca, estimulando de pronto o nosso pensar, pois como de fato em realidade individual, carregada a mão amiga, revela a história de nossas vidas. Tanto é verdade, que surgem personagens que conflitam diretamente nossa evolução, ou melhor, sobrepõem e muito o “ator principal”, pois sem a titularidade coadjuvante, este mesmo “ator principal” não existiria.

Em um grupo de família, ao observar as postagens, quis o destino que no relance das manifestações viesse na ordem de apresentação um montão de HEloisas, que certamente devesse eu escrever ao pé das letras, HEloiSZas.

Pude através desta coincidência deparar ao abrir o livro da minha história e poder refletir a importância destas mulheres na minha formação como ser humano.

O carinho na retratação sempre é acompanhado com os diversos sons que ouvi desde a minha infância e no despertar para a vida, pois sinceramente meu “livro” está repleto de sons e chamados que ouço até hoje nas seguintes expressões – Tiloisa, Helô, Loló e Eló.

A primeira delas é a minha Tia Heloisa Helena, admirável Mulher, Mãe e educadora, que na infância adorava seus causos e histórias das mais engraçadas. De humor insuperável, acrescentava o adorável a qualquer texto que lia, cuja interpretação era por mim o mais apreciável. A minha devoção sempre foi alicerçada no carinho que nos tratava, aliás até hoje, pois o gostar supera a distância que aparentemente nos separa.

A segunda, aliás também Heloisa Helena, escolhi quando criança este nome pelo referencial da primeira, cuja bondade supera suas amarguras mais íntimas. Esta que vos falo é minha irmã, que na página de meu livro dedicado a ela, o quadro que retrata nosso encontro ao banco de uma Simca tufão, pude àquele tempo, pegar aquela criaturinha minúscula de olhos ainda fechados e escolher seu nome. Vivemos juntos e crescemos no calor de uma energia mesclada no parentesco do amor, cujo privilégio maior coube a mim ao recebê-la. 

Agora são duas Heloisas Helenas em minha vida, mas quis o destino, no calçadão da Rua Artur Machado, com um pastel e Coca-Cola a mão, observo descendo a rua uma amiga com uma pessoal que já admirava há muito. Naquele tempo já a namorava, mas ela não sabia, que tão logo observada, me aprecei a interrompê-las e fui direto a apresentação. Pra variar se apresentou: prazer Eloiza! Estonteado pelo cheiro, já pensei...... mais uma Heloisa?

Com esta meu livro coloriu e passou a ter um enredo diferente em capítulos específicos, pois as joias que são os filhos, ela os me deu.

Mas a coincidência de postagem foi extremamente bom para mim, pois a condição de parar e pensar na importância das pessoas em nossas vidas é algo de normal para quem ama, pois não são as diferenças de escritas ou as letras que compõem seus nomes que supostamente tratam a bem querência ou o nível do gostar, mas sim as paixões que são diferentes a cada época do “livro”, pois escrevê-lo sem elas, acredito eu, não teriam o sabor do afeto.

A significação de seus sobrenomes também influenciam nas caracterizações, pois Helena retrata a resplandecência, enquanto Maria, a Senhora Soberana. Eis aí a melhor retratação de minha paixão por elas.

Por fim, de “livro” ao peito, a página que escrevo retratará a tatuagem que carrego n’álma, pois lá tingido a sete cores está a expressão – Não tenho uma, mas sim três!

 

Aluizio Cezar Valladares Ribeiro – Servidor público / economista – [email protected] 

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