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Produção de grãos sinaliza recorde final de 253,7 milhões de toneladas

O número representa um crescimento de 4,8% sobre a produção da safra passada. O carro-chefe dos grãos é comandado pela soja e milho

14/08/2020 05h00
Por: Redação

A produção de grãos da safra 2019/20 do Brasil caminha para o

desfecho final de mais um recorde, com a marca de 253,7 milhões de

toneladas. Isto representa um crescimento de 4,8% ou o equivalente a

11,6 milhões de toneladas sobre a produção da safra passada. O

carro-chefe dos grãos é comandado pela soja e milho, que garantem

quase 90% da produção nacional.

 

Os dados podem ser conferidos no 11º Levantamento de Grãos realizado

pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgado nesta

terça-feira (11).

 

Com o final próximo da colheita da primeira e segunda safra das

commodities, o estudo passa a analisar as culturas de terceira e de

inverno, de olho no comportamento climático que vem favorecendo as

lavouras até agora. A soja já tem garantida a produção recorde

estimada em 120,9 milhões de toneladas, com ganho de 5,1%.

 

Também o milho total, recorde assegurado pelos seus 102,1 milhões de

toneladas, já encerrou a primeira safra e caminha para o fechamento da

segunda, dependendo de 1,5% da contribuição das lavouras cultivadas na

região do Sealba (Sergipe, Alagoas e nordeste da Bahia).

 

Enquanto isso, as culturas de inverno (aveia, canola, centeio, cevada

trigo e triticale) finalizam o plantio neste mês. A estimativa é de

crescimento de 12,1% na área plantada, com destaque para o trigo, que

sinaliza um crescimento de 14,1% e alcance de 2,33 milhões de hectares.

A depender da ajuda climática, a produção deve chegar a um recorde de

6,8 milhões de toneladas. O Brasil só ultrapassou a marca dos 6

milhões de toneladas de trigo em 4 ocasiões na série histórica,

sendo esta a maior, caso se confirmem as estimativas.

 

Os demais produtos que integram a cadeia de grãos, como algodão, arroz

e feijão, caminham também para a finalização da colheita, com um

desempenho de produção acima do produzido no último período. O arroz

deve crescer 6,6% e colher 11,2 milhões de toneladas. Dessas, 10,3

milhões em áreas de cultivo irrigado.

 

Por sua vez, o algodão aumenta 5,4%, prevendo uma produção de 2,93

milhões de toneladas de pluma. E o feijão total cresce 5,4%,

alcançando 3,18 milhões de toneladas, dependendo da terceira safra que

está em fase de colheita. Mais da metade dessa colheita (1,9 mi t) é

da espécie comum cores.

 

Exportações

 

A história de recordes da safra continua. No caso da soja, o mercado

indica uma estimativa de exportações sem igual este ano, com 82

milhões de toneladas, devido à expectativa de câmbio elevado e as

negociações antecipadas que estão ocorrendo.

 

Também o arroz tem boas perspectivas de mercado, com exportações

recordes e crescimento do consumo interno, o que leva à redução nas

estimativas de estoques de passagem do setor. Para a safra atual, com

uma balança comercial superavitária estimada em 400 mil toneladas e

crescimento do consumo, projeta-se preço elevado ao longo de todo o

período de comercialização da nova safra.

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