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Fabiana Silbor

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Fabiana SilborFabiana Silbor é Professora Universitária, radialista, apresentadora de televisão, jornalista, palestrante, gestora empresarial, articulista e pesquisadora nas áreas de ciências sociais e empresariais. Referência midiática, ela está no Jornal de Uberaba há nove anos, com uma página que promove conteúdo exclusivo, reflexões modernas, complexas e com doses cítricas. Fabiana Silbor foi repórter e apresentadora das Redes Integração, afiliada Globo, e Bandeirantes de Televisão.

16/08/2020 05h00
Por: Redação

Bem vindo!

Bem vinda.

 

O fim de uma temporada é um tempo bom para entender novos caminhos.

Nessa edição as fotos trazem um pouco das tendências que a moda incentiva.

As cores que foram hits no inverno e seguem confiantes no verão.

Cumprimentos, estilos, tendências.

As cores de cabelos e maquiagens.

Simbologias de um jeito de ser sempre em transformação.

Os textos, também, constroem reflexões para brotar.

Ter flores em si é tarefa árdua do plantio de novos jardins.

Seguindo orientações ou ditando a própria moda a vida segue...

Muito rosa, muito branco e até o verde estão na onda.

Viva o recortar, remontar, vitrais de segredos doces.

Adeus botas, viva as sandálias.

Anabela! Sim. Suba nesse salto.

E no mais aproveite o domingo.

E leia o texto abaixo.

Pode ser que você encontre razões.

Gostar de si mesmo é tarefa difícil. Já foi idealizada em letras de músicas, já foi pensada em rimas poéticas, já foi estruturada em processos, mas ainda assim, estão, milhares de indivíduos, em busca da fórmula mágica. Categóricos dizem não existir. Especialistas dão trilhas, mas reforçam que a viagem é individual. Pensadores argumentam teorias e práticos exercitam o experimentar. Doses nem sempre homeopáticas e que, às vezes, como avalanches, passam por cima dos alicerces, construídos com extremo esforço.

Somos, verdadeiramente, mais desinteressados por nossas ofertas pessoais e mais dedicados às vontades alheias. Reconhecemos, por pressão cultural, e menos por olhar prudente, o que temos de interessante e nos matamos de rejeição com tudo que consideramos inferior. O olhar do outro sempre imprime nessa decisão de reconhecimento.

Penso que adultos que criam e educam crianças deveriam usar mais espelhos em casa na altura dos pequenos. Esses formadores incentivariam os menores a se verem, a desenvolverem opinião própria sobre as posturas individuais. Acredito que se o bebê for estimulado a reconhecer sua própria imagem, se meninos e meninas em idade de cristalização de valores tiverem oportunidade amparada de tecerem percep ções particulares e se os jovens forem colocados em ambientes amorosos onde possam conviver com as próprias inquietações, teremos uma população mais saudável no quesito auto-estima.

Enquanto isso, ainda, estamos sob o reconhecimento alheio. Você já observou quando uma mãe e uma criança encontram um conhecido, como, por exemplo, um colega de trabalho? Para a mãe a pessoa já é alguém de convívio, para a criança, ainda não. A mãe, com boas intenções, insiste que a criança cumprimente e, às vezes, até abrace, aquela pessoa, que para ela, é um estranho. A criança nem sempre quer e quando isso acontece o primeiro a julgar a atitude é a própria mãe que condena o filho por não se enquadrar numa regra social, típica, dos crescidos.

E assim, de detalhe em detalhe, nasce um padrão que nos impregna. Temos que ser vistos, aceitos, valorizados pelo outro para que tenhamos certeza de nossa condição verdadeira. Sim, é mesmo importante essa medida, mas desde de que ela complemente a outra, que já foi definida pelas análises pessoais. Que força tem a opinião alheia, isoladamente, se o todo jamais será parte do conhecimento desse considerar?

De belezas estéticas a resultados emocionais, tudo vem, bem ou mau, carregado de influências desse convívio. Se comprarmos uma roupa nova e formos elogiados, ficaremos felizes com a escolha. Se formos ignorados ficamos à procura de motivos para o erro na decisão, mesmo que ela tenha sido acertada e, que o problema, esteja na falta de atenção, interesse, conhecimento da outra pessoa.

Você pode fazer tudo ou ser o mais perfeito para alguém. Mas isso só tem importância para você mesmo. As decisões das pessoas em relação a manter ou encerrar encontros são norteadas por um querer, que está agregado de identidades particulares, inalcançáveis, que mesmo traduzidas em respostas pensadas, jamais trarão as essências verdadeiras em suas justificativas.

Vejo constantemente gente sofrendo procurando um motivo que acalente o coração diante da tristeza dos traumas como abandono, término, traição. Nós só podemos encontrar essas respostas em nós mesmos. E elas são carentes de um profundo amor próprio. O que o outro faz de errado é uma decisão dele. Temos é que refletir profundamente sobre o que adotamos que pode ter criado espaço para a aproximação de alguém assim.

Ao descobrir, o melhor que podemos fazer é melhorarmos e nos acolhermos com um profundo carinho até a dor passar. Deixar entrar toda a violência física, emocional, intelectual, de um ato que não lhe pertence, é colocar-se sob ameaça e em risco propositadamente. Um dos mandamentos cristãos mais populares é: “Ame ao próximo como a si mesmo”. Nesse escrito de milhares de anos está um segredo tão revelado que surpreende. Se estamos vivendo relacionamentos infelizes é porque nos amamos erradamente e portanto, estaríamos amando o outro, também, de forma inadequada.

É preciso muita coragem para aprender a se amar. É preciso muito desprendimento para investir em si mesmo, é preciso muito envolvimento para se olhar no espelho e reconhecer, por si mesmo, quem é a pessoa que se vê!

 

Fabiana Silbor è Professora Universitária. 

Especialista em Marketing e Comunicação

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