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Cem anos de solidão

Cem anos de solidão

Arahilda Gomes Alves

Reflexões

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25/08/2019 06h00
Por: Redação

Título sugestivo de romance de um dos mais lidos escritores do século XX com mais de 40 milhões de livros vendidos em mais de trinta idiomas. Gabriel Garcia Marques viera da linda Cartagena, na Colômbia, onde estivemos entre março/abril do ano em curso. Cartagena das Índias evoca o também jornalista e ativista político, até em famoso restaurante, em que a entrada traz cópias nas imensas paredes até o teto, de suas produções literárias, numa interação alimentar como se conosco estivesse à mesa, o grande escritor que viveu até 87 anos falecendo de câncer nos pulmões e no fígado, em 2014.

Despertou-me trabalho por ele deixado, enviado por colega literata da Rede Sem Fronteiras e que merece reflexão. Pinço alguns trechos: 

...“Se, por um instante, Deus... me presenteasse um pedação de vida, aproveitaria esse tempo o máximo que pudesse. ”

Só nos agarramos a Deus, quando pressentimos que a morte nos ronda. E continua: “...possivelmente, não diria tudo o que penso, mas pensaria tudo o que digo”.   

Realmente, achamos importante ser os últimos a externar nosso pensamento considerando-nos os mais sábios, ou impondo nossa vontade levados pela posição que ocupamos, orgulhosos, desfazendo do outro interlocutor. 

...“Daria valor às coisas, não por aquilo que valem, senão pelo pouco que significam... Eu aprendi que todo mundo quer viver em cima da montanha, sem saber, que a verdadeira felicidade está na forma de subir a montanha. Eu aprendi que um homem só tem direito de olhar a um outro de cima para baixo, quando vai ajudá-lo a levantar-se. “

Sabemos existir pessoas, que torcem pelo nosso “afogamento” para aplainarem acima das ondas.

...“Sempre diz o que sentes e faz o que pensas. O amanhã não está assegurado a ninguém, jovem ou velho. Hoje pode ser a última vez, que vejas a quem amas...Por isso, não esperes mais, faça hoje, já se o amanhã nunca chegar, seguramente, lamentarás o dia em que não tomastes tempo para um sorriso, e que estivestes muito ocupado para um abraço, um beijo para conceder-lhes um último desejo, ...queira-os e trate-os bem, tome tempo de dizer-lhes ‘sinto muito’, ‘perdoa-me’, ‘por favor’ ‘, obrigado’ e todas as palavras de amor que conheces. Demonstre aos teus amigos e entes queridos, o quanto te importam”. O orgulho costuma trazer “fontes de renda”, pelas joias que ostenta, pelo nome de família que carrega, (mesmo não tendo “ o vil l’argent”, nos Bancos ou debaixo dos colchões), pelo palacete em que reside deixado pelos parentes distantes, pelas muitas vezes em que “ paga” para aparecer nos acontecimentos sociais.

 Disfarçados em burgueses de alta linhagem, num mundinho em que a ponta do pé, no gramado, não traz o conforto da sombra amiga!

 

Arahilda Gomes Alves - Cadeira 33 ALTM; membro Academia Poetas Portugueses e Academia Letras e Artes Portugal; cônsul Poetas Del Mundo; Academia Internacional do Brasil; diretora cofundadora Fórum Articulistas de Uberaba e Região. Partícipe Rede Sem Fronteiras; sócia Poemas à Flor da Pele. Escreve crônicas no JU desde 1993.

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