Banner prefeitura Covid
Agronegócio

Solução de controle biológico combate infestação de carrapatos em uma das principais cooperativas de laticínios do país

Estima-se que os carrapatos produzem enormes perdas para a pecuária nacional, da ordem de R$ 10 bilhões por ano

09/09/2020 04h00
Por: Redação

Estima-se que os carrapatos produzem enormes perdas para a pecuária
nacional, da ordem de R$ 10 bilhões por ano, segundo o Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Um prejuízo
considerável, que decorre de adversidades que os produtores conhecem
muito bem: estresse do animal, perda de peso, queda de produção,
gastos com carrapaticidas e medicamentos, descarte de leite e até a
morte dos gados.
O Estação Recriar, programa de cria e recria da Coopatos, uma das
principais cooperativas de laticínios do país, localizada em Patos de
Minas (MG), enfrentava alguns desses problemas todos os anos. Foi então
que a cooperativa conheceu a Decoy, primeira empresa a levar o conceito
de controle biológico para a área de saúde animal no mundo, e que
criou uma forma alternativa e sustentável de contenção da praga. A
tecnologia desenvolvida utiliza da própria força da natureza para
combater os carrapatos: são os fungos que fazem o trabalho de eliminar
o parasita, de forma natural e sem efeitos colaterais. A cooperativa,
então, testou duas soluções na Fazenda Modelo: uma nos animais, e
outra no pasto.

  Antônio Villaça, gerente do Departamento de Relacionamento com o
Cooperado da Coopatos, acompanhou todo o processo de aplicação e os
resultados alcançados em poucos meses: "Tem dado muito certo, não só
nos animais, mas especialmente no pasto. O resultado no pasto nos
impressionou bastante, porque a gente não tinha noção do tamanho da
infestação. Outro fator importante é que nossos trabalhadores, que
fazem a aplicação, não correm risco de intoxicação. O resultado
está sendo muito positivo", destaca.

  Com a comprovação da eficácia e segurança da tecnologia, a Coopatos
e a Decoy firmaram um convênio para disponibilizar as soluções aos
cooperados, com foco inicial nos fornecedores de leite. "Nossa
intenção é facilitar, para todos os cooperados, o acesso à
tecnologia de controle biológico de carrapatos. É um benefício que
queremos gerar ao cooperado, que já é consciente que o tratamento
convencional é uma guerra perdida, causa muitos gastos, e funciona por
poucos meses", afirma Villaça.

  O que acha? Consegue aproveitar o material?

  Aguardo seu retorno.

  Obrigada!

  Solução de controle biológico combate infestação de carrapatos na
principal cooperativa de laticínios de Minas Gerais
Em parceria com a Coopatos, Decoy testa soluções em fazenda modelo e
firma convênio para disponibilizar tecnologia aos fornecedores de leite
da cooperativa

  Estima-se que os carrapatos produzem enormes perdas para a pecuária
nacional, da ordem de R$ 10 bilhões por ano, segundo o Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Um prejuízo
considerável, que decorre de adversidades que os produtores conhecem
muito bem: estresse do animal, perda de peso, queda de produção,
gastos com carrapaticidas e medicamentos, descarte de leite e até a
morte dos gados.

  O Estação Recriar, programa de cria e recria da Coopatos, uma das
principais cooperativas de laticínios do país, localizada em Patos de
Minas (MG), enfrentava alguns desses problemas todos os anos. Foi então
que a cooperativa conheceu a Decoy, primeira empresa a levar o conceito
de controle biológico para a área de saúde animal no mundo, e que
criou uma forma alternativa e sustentável de contenção da praga.

  A tecnologia pioneira utiliza da própria força da natureza para
combater os carrapatos: são os fungos, mais precisamente um exército
de bilhões deles, que fazem o trabalho de eliminar o parasita, de forma
natural e sem o efeito colateral do desenvolvimento da resistência,
como acontece com os carrapaticidas químicos, que deixam resíduos nos
alimentos e são tóxicos para os animais, seres humanos e meio
ambiente.

  A solução é resultado de muito investimento em pesquisa e
desenvolvimento tecnológico. "Quando fomos buscar uma forma de fazer o
controle dos carrapatos utilizando uma armadilha, identificamos duas
espécies de fungos que são especialistas no seu controle. A natureza
dispõe dos microrganismos para manter o equilíbrio desse sistema
ecológico", explica o consultor comercial da Decoy, Vitor Granado. Uma
vez identificadas as cepas mais promissoras, a startup passou a
produzi-las em laboratório, o que envolveu uma inovação em relação
ao processo convencional de cultivo de fungos para controle biológico e
resultou em maior pureza e eficiência no produto final.

  A Coopatos, então, decidiu testar a solução. "O ciclo de vida do
carrapato é formado por duas fases: uma de vida livre e outra
parasitária. Quando olhamos para a população de carrapatos de uma
propriedade, vemos que 95% deles encontram-se no pasto, ou seja, na fase
de vida livre. A infestação nos animais é só um termômetro de como
está a propriedade", esclarece Granado. No Estação Recriar, foram
aplicados dois produtos: um no rebanho, que conta com cerca de 100
animais, e outro na pastagem.

  Ao combater os parasitas ainda em sua fase de vida livre, a solução
evita a reinfestação dos animais da fazenda, rompendo o ciclo de
contaminações. Isso acontece porque os fungos são eficazes no
controle do carrapato em qualquer fase do seu ciclo de vida. A solução
não deixa resíduos na pastagem e não causa nenhum dano ao meio
ambiente, sendo, portanto, uma tecnologia sustentável, que agrega
matéria orgânica ao solo.

  Antônio Villaça, gerente do Departamento de Relacionamento com o
Cooperado da Coopatos, acompanhou todo o processo de aplicação dos
dois produtos e os resultados alcançados em poucos meses: "Tem dado
muito certo, não só nos animais, mas especialmente no pasto. O
resultado no pasto nos impressionou bastante, porque a gente não tinha
noção do tamanho da infestação. Outro fator importante é que nossos
trabalhadores, que fazem a aplicação, não correm risco de
intoxicação. O resultado está sendo muito positivo", destaca.

  COMO FUNCIONA

  Os fungos no produto encontram-se em seu estado latente, os esporos,
que estão conservados em um óleo vegetal emulsionável. A forma de
aplicação do produto é por meio de pulverização, portanto, o
produtor precisa realizar o preparo de uma calda. Quando os esporos
entram em contato com a água, iniciam um processo de ativação
(germinação do fungo). E, ao ser colocado em contato com o carrapato,
por meio da pulverização - seja no pasto ou nos animais -, o fungo
completa seu processo de ativação, alojando-se no interior do parasita
e desenvolvendo-se ali, até levá-lo à morte.

  A solução não apresenta riscos para a saúde do animal e de quem
aplica o produto. E, por não ser tóxica, é segura para animais em
quaisquer condições, como vacas prenhes ou animais debilitados. "O
carrapato e o fungo interagem na natureza há milhões de anos, então o
parasita não cria resistência à solução porque o processo é
natural", explica o consultor comercial da Decoy. Por ser um produto
100% biológico, não deixa qualquer tipo de resíduo no leite ou na
carne que são produzidos, trazendo ainda mais segurança alimentar para
toda a cadeia produtiva, fator que vai ao encontro de uma tendência de
consumo que se consolida a cada dia: de consumidores que buscam conhecer
todos os processos do alimento, dando preferência para aqueles
produzidos com condições dignas de trabalho, respeito pelo meio
ambiente e bem-estar animal.

  Em se tratando da pecuária de leite, tem uma vantagem adicional: o
produtor não precisa aguardar o prazo de carência após aplicação do
carrapaticida para poder entregar o produto. "Com o uso de inseticidas,
o produtor pode descartar cerca de 60 L de leite. Já a solução de
controle biológico garante o bem-estar animal, não deixa resíduos,
atende a demanda do produtor e também do mercado consumidor, que pede
atenção à sustentabilidade e saúde animal", completa.

  Com a comprovação da eficácia e segurança da tecnologia, a Coopatos
e a Decoy firmaram um convênio para disponibilizar as soluções aos
cooperados, com foco inicial nos fornecedores de leite. "Nossa
intenção é facilitar, para todos os cooperados, o acesso à
tecnologia de controle biológico de carrapatos. É um benefício que
queremos gerar ao cooperado, que já é consciente que o tratamento
convencional é uma guerra perdida, causa muitos gastos, e funciona por
poucos meses", afirma Villaça. "Com uma ferramenta biológica, queremos
ser um ponto de apoio tecnológico e inovação na região. Nosso foco
é aderir à tecnologias e inovações sustentáveis para o negócio,
garantindo o bem-estar do animal e do produtor, a diminuição de
custos, e a sustentabilidade", finaliza.

Nenhumcomentário
500 caracteres restantes.
Seu nome
Cidade e estado
E-mail
Comentar
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas.
Mostrar mais comentários