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Agronegócio

Safra de grãos de 2019/20 deve alcançar recorde histórico de 257,8 milhões de toneladas

O arroz apresenta alta momentânea de preços com tendência de queda e equilíbrio nas próximas semanas

11/09/2020 04h00
Por: Redação

A safra de grãos de 2019/20 deve alcançar recorde histórico de 257,8
milhões de toneladas, liderada pela soja, pelo milho e algodão. Esse
volume é 4,5% ou 11 milhões de toneladas superior ao da safra passada.
A informação faz parte do 12º Levantamento de Grãos, divulgado nesta
quinta-feira (10) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A evolução do recorde deve-se ao aumento de 4,2% na área plantada,
aliado ao ganho de 0,3% na produtividade. Ainda faltam os resultados das
culturas de inverno, principalmente o trigo, que passam por etapas que
vão da fase vegetativa à finalização de colheita. Também contam
para essa consolidação as culturas da região de Sealba (Sergipe,
Alagoas e nordeste da Bahia).

A soja, que situa o país no patamar de maior produtor mundial, garante
um novo recorde com a produção estimada em 124,8 milhões de toneladas
e ganho de 4,3% em relação à safra 2018/19. Também o milho total
caminha para situação semelhante, chegando a mais de 102 milhões de
toneladas, dependendo ainda das lavouras cultivadas na região de
Sealba, além de Pernambuco e Roraima. A participação desses estados
é de algo próximo a 1,7% no consolidado nacional. A primeira safra já
foi colhida e a segunda está em finalização.

Arroz

Para o arroz, a estimativa é de 11,2 milhões de toneladas e
crescimento de 6,7% em relação à última safra. Com a colheita
praticamente finalizada, 10,3 milhões de toneladas estão em áreas de
cultivo irrigado e cerca de 900 mil toneladas em plantio de sequeiro.

O diretor de Abastecimento e Comercialização do Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Sílvio Farnese, destacou
que não há risco de falta do produto no país e que a atual elevação
dos preços é momentânea. "Não estamos com falta de produto. Estamos
apenas com um momento de preços altos, motivados pelas exportações",
disse.

De acordo com o diretor, a importação de arroz com imposto zerado
servirá para complementar o abastecimento no país. A Camex decidiu
ontem (9) zerar o imposto de importação para cota de 400 mil toneladas
de arroz (em casca e beneficiado) até 31 de dezembro de 2020. A
proposta foi apresentada pelo Mapa.

Segundo o presidente da Conab, Guilherme Bastos, os preços estão
chegando ao pico e devem apresentar tendência de estabilidade no
próximo levantamento, além de continuarem remuneratórios para o
produtor. "A decisão de zerar a TEC [Tarifa Externa Comum] deve criar
um novo teto de preços abaixo do patamar atual. Acreditamos que a
isenção da TEC deve ser precificada pelo mercado no curto prazo e as
cotações sigam trajetória de estabilidade com tendência de queda nas
próximas semanas", afirmou.

Conforme a Conab, mesmo com a provável intensificação das
importações de arroz nos próximos meses, a balança comercial deve
ser superavitária, em torno de 400 mil toneladas. Para o consumo, a
Conab projeta crescimento de 5,1%, puxado pelas refeições mais
frequentes dentro de casa no período da pandemia. Ainda para a safra
2019/20, de março de 2020 até fevereiro de 2021, projeta-se
exportação de 1,5 milhão de toneladas e importação de 1,1 milhão
de toneladas, com a perspectiva forte de demanda internacional e preços
nacionais competitivos no mercado externo.

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