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Agronegócio

Agronegócio mineiro mantém boa performance de exportação de alimentos para o mundo

Embarque de produtos gerou cerca de US$ 5,7 bilhões de janeiro a agosto; China é o principal importador

11/09/2020 04h00
Por: Redação
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

As exportações do agronegócio mineiro seguem aquecidas, com
acréscimo de 10% na receita no comparativo de janeiro a agosto de 2020
com o mesmo período do ano passado. As razões que levaram ao bom
desempenho estão relacionadas ao aumento da demanda internacional e à
alta do dólar. A receita das vendas atingiu US$ 5,7 bilhões, com o
embarque de 9 milhões de toneladas.

O agronegócio respondeu por 35% de toda a comercialização externa do
estado, e a China permanece como o principal parceiro comercial. As
vendas ao país asiático somaram US$ 1,7 bilhão e registraram
acréscimo de 30% em relação ao mesmo período de 2019. Os principais
produtos importados pelos chineses foram soja, carne bovina, celulose,
açúcar e carne de frango.

De acordo com a assessora técnica da Superintendência de Inovação e
Economia Agropecuária da Secretaria de Agricultura, Pecuária e
Abastecimento (Seapa) [1], Manoela Teixeira de Oliveira, esse cenário
reforça a importância da manutenção da parceria comercial entre
Minas Gerais e a China, já que as compras chinesas vêm sendo ampliadas
tanto em diversidade de produtos quanto em volume. “Essas compras
permitiram que a pauta mineira, que era centrada no café, trouxesse a
outros produtos um destaque significativo nas exportações do
agronegócio”, analisa.

Destaques

O café continua sendo o destaque da pauta exportadora do agronegócio
de Minas, com receita de US$ 2,24 bilhões e 12,5 milhões de sacas
embarcadas no acumulado deste ano. Essa receita corresponde a quase 40%
de todos os produtos do agronegócio enviados ao exterior.

Outro importante grupo de comercialização do estado, o complexo soja
– composto por grãos, farelo e óleo – registrou US$ 1,53 bilhão e
participação de 27% nas vendas. O principal item comercializado em
agosto neste setor foram os grãos de soja, com receita de US$ 117
milhões. Este resultado é o segundo melhor da série histórica do
agronegócio mineiro, iniciada em 1997, atrás somente de agosto de
2018, quando a cifra chegou a US$ 189 milhões.

“Minas Gerais é uma importante porta de saída da soja para o mundo.
Além disso, a atual demanda chinesa tem sido relevante para o alcance
desses números positivos e históricos. A justificativa está na
necessidade do país em ofertar alimentos para a sua grandiosa
população e também para a recuperação do seu rebanho suíno, que,
como sabemos, foi dizimado pela peste suína africana”, contextualiza
a assessora técnica Manoela Oliveira.

Também com excelente desempenho, o setor de carnes arrecadou US$ 672
milhões, com 216 mil toneladas exportadas. Entre as proteínas, os
bovinos lideraram as vendas, com US$ 514 milhões e 121 mil toneladas.
E, mais uma vez, a China foi a principal compradora, respondendo por 65%
dos pedidos.

Já o setor de frango totalizou US$ 120,34 milhões e 76 mil toneladas.
A China foi, também, o principal parceiro comercial, com 50% das
compras desta proteína.

Com o melhor resultado dos últimos 5 anos, no acumulado de janeiro a
agosto, as carnes suínas foram responsáveis pelas vendas de US$ 24,40
milhões e 15 mil toneladas. Na comparação com o mesmo período do ano
anterior, o incremento foi de 92% no valor e 70% no volume. Hong Kong
seguiu como o principal destino da proteína suína, com fatia de 46%
dos embarques.

Passando para o complexo sucroalcooleiro, que reúne açúcar, álcool e
demais açúcares, a receita foi de US$ 629,15 milhões, aumento de 56%
na comparação com o acumulado do ano anterior. O item mais
comercializado foi o açúcar, com receita de US$ 601,19 milhões,
acréscimo de 54%. O álcool alcançou US$ 25,20 milhões, aumento de
144% na comparação com 2019.

“A queda na oferta de açúcar no mercado internacional vem
contribuindo para a vendas de Minas Gerais. A Tailândia, que tem uma
participação importante no mercado e devido a problemas climáticos
teve sua produção afetada, impactou favoravelmente para que países
produtores, como é o caso do Brasil, pudessem suprir essa demanda
deixada pelos tailandeses”, explica Manoela.

Os principais destinos dos embarques foram China (US$ 1,70 bilhão),
Estados Unidos (US$ 538 milhões), Alemanha (US$ 516 milhões), Itália
(US$ 262 milhões) e Japão (US$ 213 milhões). Ao todo, 166 países
compraram produtos do agronegócio de Minas Gerais.

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