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FecomercioSP: Após retomada parcial das atividades, comércio paulista tem alta de 2,8% em junho

No entanto, de acordo com a FecomercioSP, no fechamento do primeiro semestre houve recuo de 3,3%, proporção ainda atenuada pela injeção do auxílio emergencial na economia

11/09/2020 04h00
Por: Redação

Com o início da reabertura do comércio em diferentes níveis em junho,
seguindo os protocolos estabelecidos pelo Governo do Estado de São
Paulo – de acordo com a disseminação de covid-19 nas regiões –, a
Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV) no Estado registrou
alta de 2,8% em relação ao mesmo período do ano passado, após duas
baixas sequentes nos meses de abril e maio. O faturamento do mês
atingiu R$ 61,1 bilhões, R$ 1,677 milhão acima do valor apurado em
junho de 2019. Nos últimos 12 meses, houve elevação de 1,8%. Contudo,
no fechamento do primeiro semestre, o saldo ainda se mostrou negativo
(-3,3%), o que representou um faturamento R$ 11,7 bilhões inferior ao
obtido no mesmo período (de janeiro a junho) de 2019.

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Das noves atividades pesquisadas do varejo, seis apresentaram alta no
mês de junho, com destaque para: loja de eletrodomésticos e
eletrônicos (39,6%) e supermercados (16,3%). Juntas, contribuíram com
8,2 pontos porcentuais (p.p.).

Em contrapartida, os segmentos de lojas de vestuário, tecidos e
calçados (-33,6%), concessionárias de veículos (-20,4%) e outras
atividades (-12,1%) sofreram queda novamente. Em conjunto, o impacto
negativo gerado foi de 7,7 p.p.

De acordo com a FecomercioSP, o mês de junho refletiu o consumo de
necessidades que ficaram represadas nos meses anteriores, quando apenas
o comércio essencial, como supermercados e farmácias, estava com as
lojas físicas abertas.

A expectativa da Entidade é de uma retomada econômica lenta e gradual,
uma vez que as famílias tendem a continuar priorizando os gastos com
bens essenciais e alguns outros que tragam conforto no período de
pandemia, passando mais tempo dentro de casa. Isso porque muitas tiveram
a renda diminuída e ainda estão receosas com os impactos da crise no
orçamento. Além disso, a preocupação com a saúde, em razão da
disseminação do coronavírus, limita a circulação nos centros de
compras.

Outro ponto relevante é que a falta de previsão do retorno de festas e
eventos afeta diretamente o setor de vestuário no Estado de São Paulo,
que segue liderando saldos negativos – e não há previsão de melhora
para este ano. A estimativa é de que o segmento encerre o ano de 2020
com baixa de 19,5% e prejuízo de mais de R$ 11 bilhões.

Auxílio emergencial atenuou perdas nacionais
Para a FecomercioSP, a liberação do auxílio emergencial pelo governo
federal atenuou os prejuízos causados pela quarentena e impulsionou a
compra de itens essenciais no período.

Os recursos do benefício assistencial devem ultrapassar os R$ 190
bilhões, alcançando mais de 63 milhões de pessoas. Segundo
levantamento da Federação, R$ 151 bilhões já tiveram como destino o
consumo varejista. Assim, as estimativas de perdas para o fechamento de
2020, projetadas no início da quarentena para o País, foram reduzidas
de 14,6%, para 7,7%.

Impactos do auxílio no Estado de São Paulo e na capital paulista
No Estado de São Paulo, o recuo deve ser de 3,7% no ano. Caso não
houvesse o direcionamento para o consumo de R$ 18,54 bilhões do
auxílio emergencial, a estimativa era retroceder 6,1%, com perda de
receita de R$ 46,3 bilhões para o comércio em 2020.

Já na cidade de São Paulo, a baixa deve ser de 6,9% no ano. Caso não
houvesse o direcionamento para o consumo de R$ 6,8 bilhões do auxílio
emergencial, a estimativa era o recuo de 9,9%, com perda de receita de
R$ 22,8 bilhões para o comércio em 2020.

Sobre a FecomercioSP
Reúne líderes empresariais, especialistas e consultores para fomentar
o desenvolvimento do empreendedorismo. Em conjunto com o governo,
mobiliza-se pela desburocratização e pela modernização, desenvolve
soluções, elabora pesquisas e disponibiliza conteúdo prático sobre
as questões que impactam a vida do empreendedor. Representa 1,8 milhão
de empresários, que respondem por quase 10% do PIB brasileiro e geram
em torno de 10 milhões de empregos.

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