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Agronegócio

IBGE-MG Informa: Com alta na exportação, abate de suínos é o maior desde 1997

COM ALTA NA EXPORTAÇÃO, ABATE DE SUÍNOS É O MAIOR DESDE 1997

11/09/2020 04h00
Por: Redação

O 2º trimestre de 2020 registrou o abate de 12,10 milhões de cabeças
de suínos no Brasil, número que estabelece um novo recorde para o
setor desde 1997. O resultado significa um aumento de 6,2% em relação
ao mesmo período de 2019 e de 1,8% na comparação com o 1º trimestre
de 2020. O mês de junho foi o que teve melhor desempenho.

Este é um dos destaques da pesquisa Estatística da Produção
Pecuária do 2º trimestre de 2020, divulgada hoje (10) pelo IBGE. A
explicação para o número recorde desde o início da série histórica
está ligada às exportações da carne de porco, como explica Bernardo
Viscardi, supervisor das pesquisas da produção Pecuária: "A China
aumentou a demanda de carne suína por conta da redução do seu rebanho
de porcos, causada pela Peste Suína Africana e, com isso, aumentou
consideravelmente a importação deste tipo de alimento do Brasil",
afirma o especialista.

Já o abate bovino no período caiu, apesar de a carne bovina também
apresentar alta na exportação. A pesquisa mostra que foram abatidas
7,30 milhões de cabeças de bovinos, quantidade 8% inferior à obtida
no mesmo trimestre de 2019, mas acima 0,3% da registrada no 1º
trimestre de 2020. O resultado é o mais baixo para um 2º trimestre
desde 2011. De acordo com Viscardi, reflexo da reestruturação do setor
para se adaptar ao cenário adverso enfrentado desde o fim de março,
por conta pandemia do COVID-19. A valorização do preço da cabeça do
boi também é outro fator. "O bezerro está valendo mais, por isso há
uma menor disponibilidade de animais para o abate, com mais retenção
de fêmeas para criação de bezerros", explica.

As paralisações por conta da pandemia também impactaram na queda de
abate de frangos. A pesquisa aponta que foram abatidas 1,41 bilhão de
cabeças de frangos, queda de 1,0% em relação ao 2º tri de 2019 e
recuo de 6,8% na comparação com o 1º trimestre de 2020. É o pior
resultado para um trimestre desde o 2° trimestre de 2018. "As
paralisações temporárias devido à pandemia impactaram a produção
dos frigoríficos. Este fator ajuda a explicar as quedas registradas",
salienta Viscardi.

Consumo de ovos aumenta em razão do menor custo do produto

A pesquisa também mostra a produção de ovos de galinha e registra
que, ao todo, 974,15 milhões de dúzias foram produzidas no 2º
trimestre de 2020. Este número é 2,8% maior que o registrado no 2º
trimestre de 2019 e 0,3% acima do trimestre anterior. "Em períodos de
recessão econômica, como o do isolamento social por conta da pandemia,
tende a aumentar o consumo de ovos de galinha, por se tratar de uma
fonte de proteína mais acessível do que as carnes", explica o
especialista. O pico da produção ocorreu em maio, quando foram
contabilizadas 326,73 milhões de dúzias, 2% acima da produção do
mês equivalente de 2019.

Já a aquisição de leite cru feita pelos estabelecimentos que atuam
sob algum tipo de inspeção sanitária federal, estadual ou municipal
foi de 5,76 bilhões de litros. Este resultado significa redução de
1,7% em relação ao 2° trimestre de 2019, e retração de 9,3% em
comparação com o 1º tri de 2019. Viscardi ressalta que, regularmente,
os 2° trimestres são períodos de menor captação, devido à etapa de
entressafra nas principais bacias leiteiras do país.

Já quanto à aquisição de couro, os curtumes declararam ter recebido
7,32 milhões de peças, uma redução de 12,8% em relação ao
adquirido no 2º trimestre de 2019 e queda de 3,3% frente ao 1º
trimestre de 2020. Esta redução tem relação direta com as quedas do
abate de bovinos em abril e maio. A Pesquisa Trimestral do Couro
investiga apenas os curtumes que efetuam curtimento de pelo menos 5 mil
unidades inteiras de couro cru bovino por ano. Mais informações podem
ser encontradas aqui [1].

Para mais informações sobre esse assunto acesse a página do IBGE na
Internet - www.ibge.gov.br [2] ou diretamente na Agência de Notícias
IBGE - http://agenciadenoticias.ibge.gov.br/

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