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Em crescimento, mercado automobilístico projeta mudanças no perfil do consumidor após a pandemia

A partir de maio, a situação melhorou e estamos nos ajustando de acordo com a evolução da demanda, tanto em quantidade como o tipo de modelo (qual perfil, carro de preferência e etc.). A indústria está preparada para atender", afirmou ANFAVEA

11/09/2020 04h00
Por: Redação

O setor automotivo mostra que ganhou tração depois de meses de
paralisação na pandemia. Os financiamentos de veículos dão
indicativos de melhoria e a oferta de crédito tem contribuído para
esse cenário. Para expandir esse debate, a Associação Nacional das
Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi)
realizou um evento que debateu "Financiamento de Veículos: A hora e a
vez da retomada".

  Antonio Augusto de Almeida Leite (Pancho), Relações Institucionais da
ACREFI, agradeceu aos presentes em nome da entidade. "Essa é uma _live_
de grande importância. Em um momento de pandemia, com profundas
transformações, esse é um debate necessário para entendemos a
resiliência do setor", pontuou.

  Luana Bichuetti, Vice-Presidente de Auto da Creditas, entende que o
momento é peculiar. "Estamos falando de uma crise econômica, que é
derivada de uma questão de saúde pública. Ela traz uma necessidade
maior de financiamento para a compra de veículos, mas também existe o
medo que compõe esse cenário. A retomada é clara, mas precisa estar
alinhada com nossos parceiros - a transação terá valor maior com a
compreensão da necessidade dos clientes", ponderou Luana. "Sempre vai
existir aquele consumidor que quer ir na loja, mas agora temos também
aquele que se acostumou a comprar pela internet. Então é preciso
preparar os lojistas para este novo mercado digital. Ele [mercado] está
em expansão e é preciso entender a experiência digital, além da
necessidade individual. O momento de retomada é bom, há espaço - e o
foco deve ser nessa humanização e construção de relacionamento que
transcende uma venda", diz.

  Luana ainda mencionou que a riqueza de dados permitiu evoluir para
produtos, inclusive o refinanciamento. "Toda vez que ajudamos um
cliente, isso é uma oportunidade. Nem sempre é a venda, pois o
refinanciamento também é um produto financeiro. Boas soluções de
crédito, que ajudam clientes, colaboram com esse ciclo", alertou.

  Para Luiz Carlos Moraes, Presidente da Associação Nacional dos
Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA), o País passou por um
momento difícil. "A indústria estimava mais de 3 milhões de
veículos, próximo de 10% de crescimento, que estavam sendo trabalhados
para venda. Tivemos fechamento de concessionárias e DETRANS e isso
trouxe um impacto relevante. Retomamos a produção agora, com mudança
do modelo, adaptando as rotinas aos protocolos sanitários. Há
fábricas que empregam de 5 mil a 10 mil pessoas, ou seja, é uma
logística de cuidado que precisou ser repensada. A partir de maio, a
situação melhorou e estamos nos ajustando de acordo com a evolução
da demanda, tanto em quantidade como o tipo de modelo (qual perfil,
carro de preferência etc.). A indústria está preparada para atender",
afirmou.

  Luiz também argumentou que a locação é um mercado em destaque. "A
gente vê que esse é um mercado importante em termos de modelo de
negócio, até há um movimento diferente do tradicional por conta da
pandemia - mais de 500 mil veículos foram vendidos em 2019 neste
segmento e, embora esse número sofrerá impacto por conta da pandemia,
com certeza será um dado relevante. Temos uma incerteza em relação ao
mercado de trabalho - que faz com que o consumidor não contrate um
financiamento de longo prazo -, mas com certeza a indústria já passou
pelo pior. Estamos observando o mercado para entender como será a
retomada", avaliou o Presidente da ANFAVEA, relembrando que "a
indústria mundial vendeu 91 milhões de veículos - e agora com a
crise, existe projeção de que desaparecerão 20 milhões desse número
no mundo, estando o Brasil inserido neste contexto. - o que dará algo
em torno de 70 milhões".

  Alexandre Gil, Head Comercial da Safra Financeira, mencionou que todos
precisaram se reinventar no campo dos relacionamentos. "Todo mundo parou
em um primeiro momento, mas depois todos reagiram muito rápido. A gente
encontrou caminhos, até por meio da tecnologia, para estar perto do
consumidor e ultrapassar essas dificuldades. Entendemos que a pandemia
jamais poderia nos tirar desse foco - que é o relacionamento com o
cliente - e que sempre nos colocou em ritmo de crescimento. O setor
reagiu e, em julho, tivemos indicadores parecidos com os do ano passado.
Estamos otimistas", ressaltou.

  De acordo com José Mauricio Andreta Junior, Vice-presidente da
Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores
(FENABRAVE), no início da pandemia tudo era uma incerteza. "Crescemos
em agosto 7,35% em relação a julho, mas a Fenabrave projeta uma queda
anual de 36% para o setor, comparado com o ano passado. Vamos ter uma
nova projeção em outubro, mas avaliamos uma questão positiva: temos
uma Selic baixa, uma maior propensão ao crédito e, também por isto, o
mercado está fluindo melhor. No começo da pandemia, 70% das vendas
estavam em plataformas digitais - hoje temos uma reversão desse quadro:
começa pela internet, mas o test-drive e a negociação estão
acontecendo nas concessionárias. O mercado está retomando e estamos
com viés otimista", projetou Andreta.

  Segundo ele, o novo normal será muito parecido com o antigo normal.
"Desde abril, o Decreto que mantém a alíquota zero do IOF sobre
operações de crédito contratadas é de extrema importância.
Precisamos lembrar que, nos últimos meses, isso colaborou muito para os
financiamentos. Acredito em crescimento melhor do que estava previsto",
acredita Andreta.

  Rodnei Bernardino de Souza, Diretor de Negócios Veículos do Itaú
Unibanco, diz que há espaço para crescer. "Ainda vamos sentir alguns
impactos econômicos a médio prazo, há risco de aumento de desemprego
e inadimplência, mas todos aprenderam a trabalhar no Brasil em cenário
de crise. Temos queda da taxa de juros e inflação baixa, o que vai nos
ajudar nesse processo. Os bancos estão preparados, até porque
evoluíram em análise de dados, como conceder crédito de forma
regionalizada, e conseguem colocar inteligência na concessão para
precificar prazo, taxa e entender o perfil de cada cliente. Estamos com
boas perspectivas, até por conta dessa curva de aprendizado",
enfatizou.

  Souza destacou que há uma migração do transporte público para
propriedade, mas isso é uma questão de cenário, de médio prazo.
"Ainda há espaço para aquisição no País, até porque a relação é
1 carro para 4 pessoas. O que vamos fazer é estar próximos do cliente,
das suas necessidades, do ecossistema de mobilidade e gerando
soluções", considerou.

  Tadeu Silva, Presidente do Omni Banco & Financeira, menciona que a
história da companhia foi marcada pela ousadia. "Somos conhecidos pelo
financiamento dos 'velhinhos', mas hoje temos uma solução mais ampla e
abrangente. "Omni" quer dizer "para todos" e, dessa forma, conseguimos
atender os mais diversos perfis. O momento mostrou que, diante da
pandemia, houve uma adaptação do perfil de compra de um veículo
diante da necessidade de cada cliente. Estamos em um momento de crise,
com condições de risco que demanda atenção no crédito, mas há
oportunidade nesse mercado para todos", destacou.

  Na visão de Silva, a troca com troco e o refinanciamento são produtos
importantes. "Sabemos operar bem nessas plataformas. Não é só a venda
que faz diferença, mas entendermos de forma humanizada a necessidade
individual de cada um - em razão do momento de vida do cliente".

  Os painéis do evento foram mediados por Cleber Martins, Consultor de
Operações/Comissões Técnicas da Acrefi

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