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Artigo

NÚMEROS REDONDOS

Maurício Ferreira

Reflexões

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11/09/2020 04h00
Por: Redação

Nosso cérebro, complexo e misterioso, usa de estratégias chamadas inteligências múltiplas e, dentre as ferramentas utilizadas pelo órgão das racionalidades, temos a capacidade da síntese, qual seja, reduzir ao mínimo possível a informação, mas sem perder significados. Por isso usamos como forma de agilizar compreensões o arredondamento dos números. Números arredondados facilitam o raciocínio e a construção do pensamento. Um exemplo é o fato de desconsiderarmos centavos, mesmo que estejam descritos num documento. Ou seja, quanto mais dados mais difícil será a memorização e, pela exigência do meio, o cérebro do homo sapiens desenvolveu a habilidade da síntese para melhor e mais rápida compreensão dos fatos e fenômenos.  Pois bem, números redondos são propícios para grandes comemorações e grandes comoções.

A cidade e seus 200 anos é uma data festiva. Um número redondo que traz em si grande simbologia. Fazer aniversário aos 50 anos é um divisor de águas, bem diferente em intensidade do que fazer 49 ou 51. E assim a síntese dos números carrega consigo todo um contexto, muitas vezes desnecessário escrever, pois que a força sintetizada num número por si só simboliza a grandeza do evento. Chegamos agora a 100 mortes pela Covid 19 em nossa cidade. Um número que nos chama a uma grande reflexão. Não podemos ignorar a força desta tragédia representada em um número. Não há governo que consiga arrefecer os efeitos da pandemia diante de uma população incrédula e, muitas vezes, desobediente, para não dizer mal educada. Além da insensatez popular que transforma a sociedade em turba, temos as disputas políticas pelas ações mais exitosas no combate ao novo vírus. Políticos e autoridades engalfinhando-se pelos dividendos eleitorais em cima de mortes.

No país dos “kits” criou-se o de combate à Covid, porém combatido por muitos e defendido por outro tanto. E a turba no meio dessas disputas. Os Poderes da República em descompasso com a realidade. Reflitamos, pois: Num país que se cria “mitos” diariamente seremos sempre decepcionados pelo mito da vez!

 

Professor Maurício Ferreira - Pagador de impostos

                 

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