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Artigo

Saudade de um Amigo!

Aluizio Cezar Valladares Ribeiro

Reflexões

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12/09/2020 04h00
Por: Redação

A garantia de uma amizade reside na reciprocidade e em uma modelagem energética de interação, confiança e entrega total em lealdade.

Não sabemos o porquê da escolha ou até mesmo daquela sintonia fina que é a afinidade, mas surge de uma forma bem abstrata que desenrola novelos de história.

Vão-se os anos, crescemos com eles e nas junções dos melhores e piores momentos, lá está sempre o amigo que apoia e até mesmo conspira naquilo que é apropriado ao momento, cuja significância se levanta mais ainda quando ainda está propício a trocar a razão do momento para a tentativa de até mesmo salvá-lo.

Amigo é uma coisa preciosa, retratada por muitos como uma dádiva até mesmo divina e incomensurável de explicação, pois transcende escolhas.

A amizade sincera e conquistada como bem disse, depende da reciprocidade e da energia comum que se torna escolha, pois a acolhida é mais que adoção, pois reside ao peito em lugar santíssimo.

Há realmente sublimação na amizade, pois nesse lugar santíssimo, quem apomos e damos guarida somos nós, através da conquista meritória do intitulado.

O mais curioso que nessas escolhas, defeitos são admitidos e qualidades ressaltadas ao íntimo sem exposições, admiradas até, pois a aceitação é um dos frutos da amizade.

Outro fator precioso é o crescimento pessoal e o uso de uma verdade que chega bem próximo do absoluto, pois falar o que sente e a forma que realmente tem que ser é uma das questões aceitáveis, pois o respeito mútuo transforma-se em aceitação.

Mas também há absurdos inexplicáveis, e um deles é a percepção da perda. Naquele momento que o jogo da vida dá uma guinada abrupta em separação, a primeiro momento o vazio se instala na propriedade da dor, rasgando e abrindo os calabouços da convivência e confidências em segredo, jogando ao léu a grande indagação – e agora?

Mas o inexplicável é transcendente e acalanta, pois é acompanhado pelo tempo que cura, ou quem sabe, no tempo Daquele que a tudo fez, que de forma natural, aqueles mesmos calabouços nunca deixaram de guardar a preciosidade da amizade sincera, pois a perda física é superada naquela mesma energia que os uniu.

O gostar e o admirar continuam e até mesmo se completam com mais intensidade, pois a sintonia espiritual mais aguçada também traz lembranças àqueles mesmos defeitos e qualidades, porém com uma pitada de evolução no reconhecimento, pois conversas sem falas, são constantes na sintonia, e respostas, aliás, com a alcunha também do inexplicável, aparecem ao bel prazer em nossos sonhos e pensamentos.

Em minha caminhada evolutiva fui agraciado e pude entender o que é realmente uma amizade, ter um amigo a quem não escolhemos, mas apresentados ao coração na aceitação de como somos no partilhamento de nossas histórias, cujo tempo contribui e não apaga os bons e maus momentos vividos.

Na sua falta física, além da saudade, fica a Dádiva Maior da Bondade no amigo sincero que me abraçou, deixando claro a todos, que a sintonia ainda é forte, latente e continua ensinando.

Quanto ao seu nome, suas iniciais estão cravadas na Acácia da minha existência.

 

Aluizio Cezar Valladares Ribeiro – Servidor público / economista – [email protected]

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