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Artigo

Desenvolvimento sustentável e responsabilidade socioambiental

Levy Seiya Maeda

Reflexões

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15/09/2020 04h00
Por: Redação

Há anos, sabemos que  processos industriais e a maioria das
atividades humanas interferem diretamente no equilíbrio da natureza e
causam diversos danos ambientais. Esse é um problema que envolve todos
os setores, em especial o mundo dos eventos e por esse motivo, empresas
comprometidas com o desenvolvimento sustentável e a responsabilidade
socioambiental têm investido em medidas que menos afetam o bem-estar do
planeta.

  Obviamente, em uma sociedade hipermoderna, em que o consumo e a
industrialização acompanham o crescimento populacional e a evolução
tecnológica e acabam se transformando em uma necessidade para a
maioria, pensar nas consequência desses hábitos é algo pouco
recorrente, porém, para garantir um futuro possível, é necessário
refletir sobre o que tem sido feito hoje e quais serão os reflexos
negativos, tanto no meio ambiente quanto no âmbito social e econômico.


  Os aspectos ambientais, sociais e econômicos constituem o tripé do
desenvolvimento sustentável e  ao observar os resultados das atividades
humanas sob essas perspectivas, é possível enxergar o que temos feito
de errado hoje, o que vai ser gerado nessas esferas e o mais importante,
como podemos evitar os maiores estragos, já que essa estrutura sustenta
o mundo. Quando falamos de sustentabilidade e responsabilidade
socioambiental, estamos ajustando o foco em quais são as ações que
podem proteger vidas, preservar recursos para os próximos anos e
gerações, além de compreender como rentabilizar a partir de técnicas
que atendam a lei e a ética.

  Do ponto de vista econômico, a preservação da natureza é essencial,
pois ela serve como fonte de matéria-prima para a cadeia produtiva.
Portanto, para garantir a origem dos recursos,  o maior desafio das
organizações hoje, é trazer a sustentabilidade para tomada de
decisões, processos e cultura organizacional, para que os instrumentos
naturais deixem de ser utilizados como se não houvesse amanhã.

  Potencias mundiais com pensamento exponencial, assim como a Alemanha,
por exemplo, já não investem  em empresas que não atuam com
desenvolvimento sustentável. Uma das principais exigências de
investidores dessas nações é haver um plano que envolva medidas
ecoeficientes, que tenham ligação com a população do local explorado
e que haja políticas competentes para colocar em prática essas
ações.

  Desde a metade dos anos 90, com a declaração de Sachs, o
desenvolvimento sustentável é apoiado não mais por três pilares, mas
sim por cinco, que são medidas ambientais, sociais, econômicas,
culturais e políticas. Dessa forma, instituições têm praticado a
teoria a partir de atividades importantíssimas, como o alinhamento das
exigências de seu consumidor, investimentos em interesses sociais,
extração de recursos com menor interferência na vida animal, ações
com menores prejuízos na natureza, construção e disseminação de
atitudes positivas e solidárias, entre outras maneiras de prosseguir
com esse desenvolvimento.

  Entre as instituições de mineração ou entidades governamentais,
além do setor B2C, com a presença forte de empresas do ramo de
cosméticos e moda, encontramos agora a iniciativa entre os
organizadores de eventos com o desenvolvimento sustentável, com ações
que vão desde a escolha confiável de fornecedores, material, local,
até a inspeção simultânea de como aquela festa ou cerimônia tem
afetado o meio ambiente e a população envolvida. Essas atitudes não
são apenas uma opção, elas são necessárias e urgentes, pois a área
de serviços é uma das mais importantes na economia nacional e para
não perder mercado e oportunidades, gestores exponenciais enxergaram na
responsabilidade socioambiental o caminho para o crescimento consciente
e responsável, com um futuro próspero.

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