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Cláudio Humberto

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Cláudio HumbertoCláudio Humberto Rosa e Silva é um jornalista brasileiro, colunista e editor-chefe do Diário do Poder, responsável pela ascensão de Fernando Collor de Mello no cenário político nacional. Sua coluna é reproduzida em jornais de todo o Brasil.

15/09/2020 04h00
Por: Redação
Foto: Divulgação
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Cláudio Humberto

 

 

 

“Não são submetidas ao regramento dos atos administrativos”

PGR Augusto Aras ao afirmar que Bolsonaro pode bloquear usuários em suas redes sociais

 

Greve exige regalias de R$600 milhões nos Correios

A greve anual dos Correios perde sentido a cada edição, e em 2020 chegou à perversidade de ser decretada em plena pandemia, quando o País mais precisava dos seus serviços. O ministro das Comunicações, Fábio Farias, avisou que não negocia com grevistas que prejudicam o País para preservar privilégios como o “vale-peru” anual de R$1 mil. Esta e outras regalias aos quase cem mil funcionários custam R$600 milhões por ano a uma estatal cambaleante, com folha salarial de R$12 bilhões.

 

Militância carcará

Os prejuízos somam quase R$2,5 bilhões só em 2020, mas os pelegos fingem não perceber que a cada greve os Correios se inviabilizam mais.

 

Pega, mata e come

Até em férias, funcionários dos Correios recebem “auxílio-alimentação” de R$1 mil. Se trabalhar em dia de repouso, ganha adicional de 200%.

 

Parece piada pronta

Pela lei, o trabalhador tem direito a abono de férias correspondente a um terço de seu salário. Mesmo quebrados, os Correios pagam dois terços.

 

Vender ou fechar

Outro pretexto para greve é a “ameaça de privatização”. Com os Correios nessa situação, difícil será achar quem queira. Fechar pode ser a opção.

 

Na reta final, Maia faz de tudo para ficar no controle

Se a expectativa de poder faz milagres, a certeza de perda de poder às vezes desnorteia. A quatro meses e meio do fim do mandato de presidente da Câmara e com limitadas chances de reeleição, Rodrigo Maia dá entrevistas sobre o trâmite de reformas, como a administrativa, mesmo sabendo que certamente serão consumadas somente pelo sucessor, até pela falta de acordo e o tempo exíguo. Prestes a sair de cena, ele encontra nos holofotes formas de manter a relevância.

 

Vale-tudo

Para atrair atenções, Rodrigo Maia arruma confusão com Bolsonaro, Paulo Guedes etc. É, como ele diz, um “ótimo produtor de notícias”.

 

Contagem regressiva

Com pandemia, recesso de mais de um mês, eleição e campanha no Congresso, na prática restam-lhe dois meses úteis no cargo.

 

Mosca azul

Diferente de Maia, presidente desde 2016, Alcolumbre está no cargo há um ano e meio e não desistiu da manobra de alterar a Constituição.

 

Que eleição?

Faltam dois meses para a eleição municipal deste ano, mas apenas o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, faz um comovente esforço de manter o assunto vivo no noticiário. Ninguém está nem aí.

 

Estilo incômodo

Todo os colegas, sem exceção, devotam enormes respeito e admiração pelo ministro Celso de Mello, no Supremo. Destacam sua inteligência e saber jurídico, mas os incomoda seu estilo radical dos últimos tempos.

 

Sem coincidência

Em Brasília, poucos acreditam em coincidência no fato de o ministro Celso de Mello negar prerrogativa do presidente Bolsonaro, obrigando-o a constrangedor interrogatório à PF, um dia depois de o ministro Luiz Fux defender respeito às prerrogativas constitucionais dos demais poderes.

 

Na Câmara não passa

Ainda que prospere no Senado, o que é muito difícil, a proposta de alterar a Constituição para abrir caminho à reeleição dos seus presidentes não passa na Câmara: é questão fechada no “centrão”.

 

Mudou a correnteza

Na última semana, os políticos ou autoridades que mais mencionaram o coronavírus nas redes sociais foram Benedita da Silva (PT) e Guilherme Boulos (Psol). A posição era tipicamente de Osmar Terra (MDB-RS).

 

Grande virada

O deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) comemorou que o Ministério da Saúde deve encaminhar medicamento baseado em maconha pelo SUS. Para ele, liberar o plantio no Brasil “não tem o menor propósito”.

 

Mundo pós-Covid

Pesquisa do Instituto Locomotiva sobre o pós-Covid, entrevistando 2,4 mil brasileiros, revela que 61% se dizem otimistas em relação ao futuro, 49% seguirão com máscaras e 53% adotarão álcool em gel para sempre.

 

Tudo pelo estado grande

Um projeto de deputados do PT quer transformar em crime o governo realizar qualquer privatização sem “autorização” do Congresso, incluindo de subsidiárias. Até o Supremo Tribunal Federal já decidiu contra isso.

 

Pensando bem...

...a Lava Jato no Rio será a desculpa favorita dos candidatos derrotados.

 

PODER SEM PUDOR

Lição de austeridade

Quando os políticos falam em “austeridade”, nem de longe pensam em seguir o exemplo do marechal Henrique Teixeira Lott, ministro da Guerra de JK. Em 1955, o deputado Armando Falcão era líder do governo na Câmara e quis subir a serra para visitar familiares em Araras, mas o seu carro quebrou. Ele soube que Lott também subiria a serra e telefonou: “Ministro, o senhor pode me dar uma carona?” O marechal foi logo avisando: “Posso, pois não. Mas só até Petrópolis. De lá o senhor aluga um táxi. A gasolina é do Exército e não posso gastá-la com ninguém de fora...

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Com André Brito e Tiago Vasconcelos

                        www.diariodopoder.com.br

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