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Saúde

Baixa umidade atinge índices perigosos no País

Ar rarefeito provoca a síndrome do olho seco que aumenta o risco de alergia e inflamações oculares. Saiba como proteger sua visão

16/09/2020 15h32
Por: Redação

O ar seco cobre boa parte do País. De acordo com a previsão do INMET
(Instituto Nacional de Meteorologia) esta semana deve variar entre 10 e
30 nas regiões sul, sudeste e centro oeste, bem abaixo dos índices de
40 a 70 preconizados pela OMS (Organização Mundial da Saúde) para a
nossa saúde.  Segundo o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do
Instituto Penido Burnier, o efeito mais visível da estiagem é o
ressecamento dos olhos, garganta e nariz, mas vai muito além disso.
Prejudica todo nosso organismo porque além de lubrificar nossas
mucosas, a água é essencial no metabolismo por transportar nutrientes
e eliminar toxinas, explica.

Nos olhos o especialista afirma que o período de estiagem dobra o
número de pessoas com vermelhidão, coceira, sensação de corpo
estranho, queimação, fotofobia e visão borrada. É a síndrome do
olho seco decorrente da maior evaporação da camada aquosa do filme
lacrimal que tem a função de proteger a superfície ocular das
agressões externas. “A diminuição da lágrima aumenta o risco de
alergia nos olhos, principalmente entre pessoas que já sofrem com
outras doenças alérgicas como asma e dermatit,. A falta de lágrima
também pode facilitara inflamação da córnea, ceratite, bem como
contrair conjuntivite,  inflamação da conjuntiva por vírus ou
bactéria”, pontua..

Grupos de risco

Mulheres na menopausa, idosos, quem trabalha muitas horas no computador,
portadores de doenças autoimunes, quem usa lente de contato ou
medicamentos  como antialérgico, antidepressivo e  diurético são mais
propensos à síndrome, salienta.

Tratamento

Queiroz Neto destaca que diz é muito comum pacientes que têm olho seco
chegarem ao consultório com um saco de colírios lubrificantes que não
resolvem o problema. Ele afirma que isso acontece porque existem vários
tipos de colírio lubrificante que agem nas diferentes camadas da
lágrima. Se o colírio não for adequado à deficiência do paciente é
claro que não funciona., pondera. Resultado: Quando buscam consulta
médica já estão com uma conjuntivite ou ceratite.

Outro erro comum cometido pela população é pingar soro fisiológico
nos olhos para diminuir o ressecamento, comenta.  “O sal do soro
aumenta a irritação. Além disso, a solução não contém conservante
e depois de aberta se transforma em campo fértil para o crescimento de
bactérias e fungos que contaminam a córnea e conjuntiva”, alerta.

O tratamento mais avançado para olho seco, observa, é a aplicação de
luz pulsada que estimula a produção da camada lipídica. É indicado
quando no exame do filme lacrimal é diagnosticada esta deficiência.
Com apenas quatro sessões o tratamento é finalizado, comenta.

Dicas de prevenção

As dicas do oftalmologista  para prevenir o ressecamento da lágrima  e
a desidratação do organismo são:

·         Beber água com frequência.

·         Incluir na alimentação de ômega 3 encontrado em nozes,
semente de linhaça, salmão e sardinha, mais as frutas verduras e
legumes ricos em vitamina A e E que protegem os olhos

·         Colocar vasilhas com água nos ambientes.

·         Evitar ambientes com ar condicionado.

·         Manter os ambientes livres de poeira.

·         Desviar os olhos da tela do monitor por 5 a 10 minutos a cada
hora.

·         Piscar voluntariamente quando usar o computador.

·         Proteger os olhos com óculos apropriados nas atividades
externas.

Riscos da automedicação
Queiroz Neto alerta que nenhum colírio deve ser usado sem
acompanhamento médico para evitar complicações. Os sintomas do olho
seco são muito parecidos com os da alergia ocular e conjuntivite,
comenta.  Já os tratamentos, são bastante diferentes e em alguns casos
as doenças ocorrem simultaneamente. “Usar colírio antibiótico
indicado para conjuntivite bacteriana em olhos com alergia piora o
processo alérgico que está relacionado à queda da imunidade”,
exemplifica.

A doença só não é grave em estágio inicial. Por isso, recomenda
consultar um oftalmologista nos primeiros sintomas de desconforto
principalmente neste período de pandemia, já que os olhos com baixa
lubrificação ficam mais suscetíveis a todo tipo de vírus. A falta de
tratamento adequado, conclui, também pode causar cicatrizes na córnea
e comprometer severamente a visão.

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