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Estado de Minas

Após apagão na educação, MG alcança o maior Ideb da história retomando posições

Dados divulgados nesta terça-feira (15/9) pelo Ministério da Educação mostram que estado saltou de 3,6 para 4,0 no IDEB no ensino médio

16/09/2020 15h44
Por: Redação
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Após três edições seguidas de queda no Índice de Desenvolvimento da
Educação Básica (Ideb), Minas Gerais inverte a tendência e, além de
recuperar a trajetória de boa qualidade nos ensinos fundamental e
médio, também apresentou os melhores indicadores já alcançados em
fluxo e proficiência. Trata-se do maior salto na história do Ideb no
estado.

Os dados do ano-base 2019 foram divulgados. nesta terça-feira (15/9),
pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio
Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC).

Números

O Ideb saltou de 3,6 para 4,0 no ensino médio, sendo três décimos
superior ao maior Ideb já alcançado nesta etapa de ensino, em 2011. De
acordo com os resultados, a nota média padronizada, calculada a partir
das proficiências de Língua Portuguesa e Matemática na avaliação
nacional (Saeb) chegou a 4,76, um décimo acima da maior nota
anteriormente obtida pelo estado, em 2007. Já no indicador de
rendimento, Minas alcançou 0,84, alta de três décimos em relação ao
maior valor alcançado, em 2013.

Um dos pontos mais expressivos que ajudaram Minas Gerais a conquistar
esses resultados no Ideb foi a queda no abandono escolar. Ou seja, a
partir de ações efetivas, o estado conseguiu diminuir o número de
alunos que deixaram de frequentar a escola.

Em 2017, a taxa de abandono era de 8,1% no ensino médio, 3,1% nos anos
finais do ensino fundamental e 0,3% nos anos iniciais. Já em 2019, a
taxa registrada no ensino médio foi de 5,3%, nos anos finais do ensino
fundamental foi de 1,6% e, nos anos iniciais, de 0,2%.

Como parte dos números históricos dessa edição do IDEB, a Secretaria
de Estado de Educação (SEE) [1] destaca também o expressivo aumento
da participação dos alunos do ensino médio na realização da prova,
fruto de uma mobilização realizada entre Superintendências Regionais
de Ensino e diretores das escolas da rede. O índice de escolas que
passaram a ter Ideb- por terem garantido a participação de no mínimo
80% dos alunos na avaliação nacional - saltou de 56% para 77% das
unidades escolares.

Ensino fundamental

Os resultados também mostram crescimento histórico na nota média
padronizada dos anos finais do ensino fundamental. Em 2019, Minas Gerais
alcançou 5,29, retomando a maior nota já alcançada no estado, em
2011. Já no indicador de rendimento foi alcançado 0,88, que
representou uma evolução de quatro pontos percentuais em relação a
2017. Em consequência disso, o Ideb apresentou crescimento de 4,4, em
2017, para 4,6 em 2019. Com relação aos anos iniciais do ensino
fundamental, em que o estado é historicamente reconhecido, o resultado
foi o mesmo de 2017, se mantendo em 6,5, com a posição nacional 4º
lugar entre os estados.

A participação dos estudantes do ensino fundamental no Saeb também
registrou crescimento. O levantamento mostrou ainda que, nos anos
iniciais, 96,08% das unidades de ensino atingiram pelo menos 80% de
participação nas provas. Já nos anos finais, foi registrado 88% de
participação. Em 2017, a participação nos anos iniciais havia sido
de 94,35% e, nos anos finais, de 84,02%.

Ações coordenadas, bons resultados

Os resultados obtidos foram fruto de um trabalho de melhoria da gestão
com foco em aprendizagem e no apoio às boas iniciativas das comunidades
escolares. Desde o início de 2019, as escolas estaduais vêm realizando
ação minuciosa de gestão de informações sobre alunos, professores e
turmas.

Com as superintendências fortalecidas pelas lideranças nomeadas a
partir do processo seletivo Transforma Minas [2], as escolas tiveram
ainda mais apoio para o aprofundamento da qualidade das ações da
gestão de notas e frequência e melhoria do cadastro dos alunos,
garantia da vinculação de professores às turmas. A partir dessas
ações, foi possível viabilizar solução histórica do problema de
superlotação em salas de aula, com a realização do desmembramento de
mais de 600 turmas em todo o estado.

A melhoria na gestão dos dados pelos diretores viabilizou campanha de
busca ativa de alunos em vias de evasão, garantindo retorno de mais de
15 mil estudantes à rede estadual. Para auxílio a esses alunos e
àqueles que, apesar de frequência constante, apresentavam déficits de
aprendizagem, a SEE lançou programa de reforço escolar com a oferta de
mais de 114 mil vagas, distribuídas em 6 mil turmas em mais de 1.600
escolas.

A seis meses do início da gestão, a Secretaria de Educação reformou
o programa de Tempo Integral, adequando a modalidade aos conceitos
nacionalmente reconhecidos. As oficinas de contraturno foram
substituídas por matriz curricular única em turmas seriadas,
fortalecendo a proficiência com a garantia da progressão dos estudos
neste formato.

Em 2019, além do investimento robusto na contratação de professores -
para o programa de reforço escolar em escala, para solucionar questões
de superlotação de turmas e para viabilizar nova metodologia de tempo
integral -, por meio do programa Mãos à Obra na Escola, cerca de R$
120 milhões foram aplicados em reformas e revitalizações de mais de
770 escolas, em mais de 350 municípios mineiros.

Tão logo iniciada a nova administração, foram imediatamente
restabelecidos repasses às escolas, de alimentação escolar e custeio,
e aos municípios, de transporte escolar, com investimento do total de
R$ 425 milhões anualmente. Esses recursos haviam sido suspensos pela
gestão anterior, fragilizando bruscamente o processo educacional em
todo o estado.

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