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Nacional

Correios aguarda decisão da justiça para retomar sua qualidade operacional

Desde o mês de julho, os Correios vêm tentando negociar os termos do Acordo Coletivo de Trabalho 2020/2021, em um esforço para fortalecer as finanças da empresa e preservar sua sustentabilidade.

17/09/2020 04h00
Por: Redação

Enquanto os sindicatos insistem em manter uma proposta imprudente, tendo
em vista a crise atual, a empresa entende que não há margem para
medidas incompatíveis com a situação econômica atual e vislumbra uma
economia da ordem de R$ 800 milhões ao ano, apenas com o racionamento
dos gastos com pessoal: o suficiente para recuperar, em três anos, o
prejuízo de R$ 2,4 bilhões acumulados em gestões passadas.

É imprescindível que acordos dessa natureza reflitam o contexto em que
são produzidos e, de forma alguma, contribuam para o acúmulo de
prejuízos ou falência. As paralisações regulares e inconsequentes,
além de afetarem a imagem da instituição e de seus empregados perante
a sociedade, trazem prejuízos financeiros não só à própria estatal:
grandes e pequenos empreendedores brasileiros contam com o bom
funcionamento da empresa para manterem seus negócios vivos, sobretudo
no contexto atual.

Em um cenário no qual o desemprego cresce aceleradamente e as
incertezas impostas pela crise não apontam qualquer perspectiva, é um
feito hercúleo manter uma empresa de porte nacional funcionando sem
sacrificar, sobretudo, os empregos de seus trabalhadores. Os Correios
têm promovido o saneamento de suas finanças com a transparência de
sempre, com foco nas melhores práticas de administração e governança
do Brasil e do mundo, consonante com determinações do Ministério da
Economia.

Ao mesmo tempo, a empresa luta para atravessar uma crise mundial sem
precedentes e busca oportunidades de alavancar seu negócio em um dos
poucos segmentos com capacidade de crescimento: o e-commerce. Para isso,
os Correios seguem trabalhando a despeito de paralisações: durante
fins de semana e feriados, os empregados têm unido forças para
garantir a entrega de milhões de objetos.

A transformação da cultura de consumo global aponta para uma urgente
necessidade de adaptação e inovação, o que requer dinheiro em caixa.
Para que a empresa permaneça firme no caminho da recuperação
econômica, os erros das gestões passadas exigem, hoje, medidas
racionais: apenas investimentos inteligentes viabilizarão o
posicionamento dos Correios como a melhor opção do mercado, prontos
para competir em pé de igualdade com outros gigantes logísticos e,
assim, garantir sua sustentabilidade.

A empresa aguarda o julgamento do dissídio marcado para o próximo dia
21/9 e, com ele, o retorno dos trabalhadores, cientes da sua
responsabilidade para com a sociedade e da sua importância para a
prestação de serviços essenciais à população, em um momento tão
delicado para o país e o mundo.

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