Saúde

Estresse em excesso pode causar sérios danos e pode levar à morte

O dia 23 de setembro foi escolhido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o Dia Mundial do Combate ao Estresse

24/09/2020 05h00
Por: Redação

O dia 23 de setembro foi escolhido pela Organização Mundial da Saúde

(OMS) como o Dia Mundial do Combate ao Estresse. A data é uma

oportunidade para conscientizar as populações sobre os perigos do

estresse prolongado na saúde. O neurocientista, neuropsicólogo,

psicanalista e nutricionista clínico Fabiano de Abreu mostra como este

é um dos piores males para a saúde mental.

 

  "Insônia, prisão de ventre, transtornos alimentares, problemas

cardíacos, doenças de pele, envelhecimento precoce. Todas estas

doenças causam uma série de transtornos para o corpo, e a semelhança

entre elas é que tudo pode ter uma origem comum: o estresse. Hoje, dia

23 de setembro, é dia de conscientizar sobre os riscos que este mal da

saúde mental pode causar na pessoa.", esclarece.

 

  Além de tudo isso, o neurocientista, neuropsicólogo, psicanalista e

nutricionista clínico, Fabiano de Abreu [1], explica que “o estresse

leva a disfunções cerebrais que podem levar à morte por doenças

comuns como uma simples gripe já que resulta da baixa imunidade”. A

origem do estresse não é algo atual, recente, ou exclusivo da nossa

forma de vida moderna, mas sim, algo bem mais antigo. Fabiano conta que

este mal “é um instinto natural humano que está sendo motivado de

maneira errada, já que estamos vivendo numa era em que utilizamos

nossos instintos para questões banais em relação à

sobrevivência”. O estresse, ele completa, “não é um sentimento

nem uma emoção, e sim uma reação rápida para fugirmos do perigo ou

pelo acúmulo de pendências que decidimos que devem ser resolvidas,

quando no passado ele era apenas um mecanismo de fuga rápido para o

perigo”.

 

Já nos dias atuais, a questão está envolvida diretamente com os

neurotransmissores, conforme detalha o neurocientista: “Estamos

confundindo nossos neurotransmissores, nossos mensageiros químicos que

estão programados para um estilo de vida mais primitivo quando vivemos

um momento que nos tornamos viciados em liberar dopamina, hormônio da

recompensa, criando diversas metas e pendências para serem resolvidas a

todo o tempo”. O resultado disso, Fabiano detalha que “as glândulas

suprarrenais produzem a adrenalina, noradrenalina e o cortisol, este

último o hormônio responsável por auxiliar o organismo a reduzir as

inflamações e contribuir para o bom funcionamento do sistema

imunológico. Quando o estresse ataca, o cérebro manda liberar a

produção de cortisol o tempo todo, como sob estresse crônico por

exemplo, a imunidade está constantemente suprimida.”.

 

  E os efeitos ainda podem ser mais devastadores. O neurocientista

explica ainda que “os níveis elevados de cortisol na corrente

sanguínea geram um aumento na frequência cardíaca e no nível de

açúcar no sangue, já que precisa de mais energia para o seu trabalho,

o que explica tantos casos de diabetes, obesidade, hipertensão,

infarto, alteração do sono, queda de cabelo e dores musculares, entre

outros, nas pessoas estressadas”. E com isso, “este esforço leva à

fadiga, já que os recursos de energia tornam-se mais difíceis do que o

normal”. Fabiano de Abreu ainda alarma: “o estresse frequente pode

deixar o corpo desprovido de energia levando a uma fadiga crônica.”

 

Mas o que fazer?

 

  De acordo com o neurocientista Fabiano de Abreu, é preciso mudar

completamente os hábitos se a pessoa deseja ficar livre do estresse. De

imediato, ele ressalta, “é necessário relaxar, fazer atividades

físicas para liberar endorfina, serotonina e dopamina, que são os

neurotransmissores do prazer, humor e recompensa. Além disso, ingerir

alimentos que controlem o açúcar e também ajudam na memória, na

pressão arterial e possuem gorduras essenciais para moderar os

hormônios do estresse como ovo, abacate, brócolis, espinafre, peixe,

aveia, frutos sexos, chocolate amargo, leite e derivados. Iogurte com

lactobacilos ajuda na harmonia da microbiota intestinal que tem

interferência no estresse”. Também é indicado, recomenda o

especialista, a meditação, o convívio com pessoas, a leitura, o

aprendizado de técnicas de respiração e terapias.

 

A resposta ao estresse, lembra Fabiano de Abreu, faz com que “o

organismo passe a desencadear mudanças fisiológicas, psicológicas e

emocionais que aumentam sua capacidade para lidar com o perigo. O corpo

funciona devido a mensageiros químicos que controlam o humor e quando

forçamos uma disfunção, desencadeamos diversos problemas para a

saúde mental”. De uma forma franca, o neurocientista salienta que

“a maioria das doenças relacionadas à mente estão relacionados ao

nosso comportamento, portanto, são os hábitos que farão a diferença

para uma melhor saúde mental”.

 

Quando a pessoa tem um ataque de fúria durante o estresse, Fabiano

sinaliza que isso acontece quando “há falha no transporte de mensagem

para a região racional do cérebro devido às disfunções neuronais

que ocorrem no indivíduo, que já apresenta essas disfunções nos

neurotransmissores”, daí a pessoa acaba explodindo e descarregando

nos outros, finaliza.

 

Referências profissionais

 

Fabiano de Abreu é um escritor luso-brasileiro com graduação em

neurociência na Emil Brunner World University na Califórnia e em

Harvard ambas nos Estados Unidos. Também formado em neuropsicologia na

Cognos de Portugal, em psicanálise, neuropsicanálise, psicopedagogia e

neurociência cognitiva pelo Instituto Gaio, membro da Unesco no Brasil

e também com formação na Sociedade Brasileira de Psicanálise

Clínica no Brasil, em nutrição clínica e riscos psicossociais na

TrainningHouse em Portugal, em Filosofia na Universidade Autónoma de

Madrid e na Carlos III na Espanha e muitas outras formações além de

jornalista internacional. É membro da Mensa, associação de pessoas

mais inteligentes do mundo com sede na Inglaterra e possui um QI de 200

desvio padrão 24, 148 desvio padrão 15 ou percentil 99 sendo

considerado um dos maiores registros do mundo. Autor de 8 livros,

pretende ainda este ano chegar a 10 livros lançados.

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