Artigo

Aluizio Cezar Valladares Ribeiro

Servidor público / economista

Reflexões

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26/09/2020 05h00
Por: Redação

O Brasil arde em febre

Os noticiários estampam as enormes queimadas em nosso país, retratando na devida forma um aspecto nojento culpando um governo pelas causas, e enojando mais ainda as tentativas de denegrir a imagem do Brasil lá fora em relação ao meio ambiente.

Esquecem muitos que somos realmente campeões porque temos florestas em nosso território, e que este mesmo é de grande extensão continental.

Falam muito, mas não há ajuda para a fiscalização dessa extensão de terras em seus limítrofes e tão pouco gratuidades tecnológicas ou de mão de obra especializada para o controle e combate não só as queimadas, mas aos desmatamentos, mas em contrapartida, promovem doações as grandes ong’s impolutas, àquelas mesmas que só pensam no meio ambiente e esquecem as riquezas minerais em nosso solo e nas variedades ricas de nossa flora, deixando a mercê da ética patriótica a barganha dos nobres países colonizadores.

Mas o pior disso tudo é a fragilidade pátria na união do que é necessário, pois grupos divergentes passam por cima de qualquer coisa para atingir o que é a forma cotidiana, cultural e até mesmo esdrúxula de exploração e depredação, pois a causa humana é esquecida e a causa partidária e de interesses econômicos é prevalecida.

Recebi de um amigo uma pesquisa feita pelo INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, que em forma de gráficos demostra muito bem o que penso e apresento.

   

 A área queimada do ano de 2020 computa dados até de agosto/2020, destacando a forma sazonal um acréscimo que até os meados de outubro, quando projetados, não atingirão a magnitude de anos passados, indo de encontro aos dados dos focos de queimadas em número, deixando muito bem claro, infelizmente, um comportamento cultural ainda na prática do ateamento de fogo para “os plantios”.

Com isso não há nenhuma ajuda de fora em treinamento e disponibilização de técnicas apropriadas ou educação de um povo que ainda está habitual e culturalmente nas práticas consideradas de modo globalizado, erradas ao extremo e dignas de cobrança, mas sem esforço algum daqueles que criticam.

Mas acredito que o Brasil realmente sofre e arde em queimadas, mas mais que o pior disso tudo, sofre ardendo em febre pela insensatez de seus filhos, que após intitulados de doutores do absoluto, também estão encapsulados e travestidos em partidos, passando a mão do carrasco em não poupar o golpe trágico do cutelo em qualquer parte do corpo da mãe brasilis, passando por cima dos preceitos humanos inclusive.

Sofre um povo que não é partido, mas hoje muitos doutrinados em escolas que não apresentam termos de cooperação, mas simplesmente o atributo da mentira e a exploração venenosa de dados para atingirem seus ideais rotulados em nomes próprios, mas nunca com o pensamento pátrio e da garantia democrática e constitucional.

 

Aluizio Cezar Valladares Ribeiro – Servidor público / economista – [email protected] 

 

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