Covid-19

5,9 milhões de pessoas não seguiam o distanciamento social na 1ª semana de setembro, diz IBGE

A maior parte da população (86,4 milhões) ficou em casa

27/09/2020 05h00
Por: Redação

 

  O número de pessoas que não tomaram nenhuma medida de restrição

para evitar o contágio pelo novo coronavírus subiu para 5,9 milhões

na primeira semana de setembro, chegando ao maior patamar desde que o

IBGE começou a coletar esse dado, no início de julho. Na semana

anterior, eram 5,0 milhões. A informação é da edição semanal da

PNAD COVID19, divulgada dia 25.

 

  Do mesmo modo, continuou diminuindo o grupo de pessoas que ficou

rigorosamente isolado (37,3 milhões), uma queda de 1,6 milhão, na

comparação com a última semana de agosto. Desde o início de julho,

esse grupo mostrou redução de 10,6 milhões de pessoas.

 

  A maior parte da população (86,4 milhões), contudo, ficou em casa e

só saiu por necessidade na primeira semana de setembro. Esse número,

porém, teve redução de 2,2 milhões na comparação com a semana

anterior. Por outro lado, aumentou em 3,6 milhões o número de pessoas

que reduziu o contato, mas continuou saindo de casa ou recebendo visitas

(80,7 milhões).

 

  “Esse comportamento da população reflete a flexibilização das

medidas de distanciamento social, com a retomada das atividades

econômicas. A maioria da população, contudo, ainda está tomando

alguma medida contra a Covid-19, mesmo que menos restritiva”, disse a

coordenadora da pesquisa, Maria Lucia Vieira.

 

  Sobe para 38 milhões número de estudantes que tiveram atividade

escolar

 

  Na primeira semana de setembro, dos 46,0 milhões de estudantes que

estavam matriculados em escolas e universidades, 38,0 milhões (82,7%)

tiveram alguma atividade, um aumento de 631 mil estudantes na

comparação com a semana anterior. “Apesar disso, ainda tivemos 7,3

milhões (15,8%) sem qualquer atividade para realizar”, destaca Maria

Lucia. O restante estava de férias (1,5%).

 

  A pesquisa detalha também que apenas 25 milhões (65,6%) tiveram

atividades escolares durante cinco dias da semana. Outros 835 mil

estudantes (2,2%) só tiveram atividades uma vez por semana.

 

  Menos de 10 milhões de pessoas tiveram sintomas de síndrome gripal

 

  Maria Lucia também destaca a redução de 1,4 milhão no número de

pessoas que tiveram algum sintoma relacionado à síndrome gripal na

primeira semana de setembro (9,9 milhões), na comparação com a semana

anterior (11,3 milhões). “Foi uma queda significativa nesse

indicador. Houve redução em todos 12 sintomas pesquisados”, afirmou

Maria Lucia. No início da pesquisa, em maio, 26,8 milhões relataram

algum sintoma.

 

  Já entre as pessoas que tiveram algum sintoma, 2,4 milhões buscaram

atendimento médico em estabelecimento de saúde público ou privado.

Desse total, 670 mil estiveram em hospitais públicos, privados ou

ligados às Forças Armadas, sendo que 127 mil (18,9%) pessoas ficaram

internadas.

 

  13,0 milhões de pessoas estavam desocupadas no início de setembro

 

  No mercado de trabalho, 13,0 milhões de pessoas estavam desocupadas na

primeira semana de setembro, uma estabilidade em relação à semana

anterior (13,7 milhões). A taxa de desocupação ficou em 13,7%.

 

  Já a população ocupada ficou em 82,3 milhões, o que representa

estabilidade com pequena tendência de aumento que vem ocorrendo desde

meados de julho. “Essa recuperação recente vem se dando

especialmente entre os trabalhadores informais (28,5 milhões), que

foram os mais atingidos no início da pandemia”, afirmou a

coordenadora da pesquisa. A taxa de informalidade foi de 34,6%.

 

  Maria Lucia também observa que o único indicador que mostrou uma

variação significativa foi o da população ocupada que estava

afastada, que reduziu para 5,5 milhões na comparação com a semana

anterior (6,1 milhões). Em maio, início da pesquisa, 20,0 milhões de

pessoas estavam afastadas do trabalho.

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