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Aluizio Cezar Valladares Ribeiro

Servidor público / economista

Reflexões

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17/10/2020 05h00
Por: Redação

Vão-se os coronéis e entram os capitães e tenentes!

A etimologia da palavra Política tem sua origem destacada em vários periódicos no grego – Politikos – que significa “algo relacionado com grupos sociais que integram a Polis ou algo que tem a ver com a organização, direção e administração de nações ou estados”.

O termo política se expandiu na época do filósofo Aristóteles, que discutiu a divisão do Estado e as várias formas de governo, deixando a mercê da história a máxima (...) o homem é, naturalmente, um animal político(...)

Para muitos o que está intrínseco é aquilo que está caracterizado na etimologia e terminologia da palavra, pois como parte de um todo, tem como norteamento além das regras, obrigações e direitos a respeitar, como a fonte habitual de viver em sociedade, cuja diferença básica na representatividade do mesmo todo, reside em ser escolhido ou não por ela mesma.

Infelizmente a sociedade não escolhe de forma natural, ou seja pelos exemplos e vivência produtiva e de conduta seus representantes, mas sim admite a forma do macaco que tampa ora vez os olhos, boca e ouvidos, os apresentadores com inúmeros projetos, base de “governo” e representantes de segmentos.

Se a escolha viesse de forma natural seria o suprassumo da representatividade, pois a conduta natural estaria no esforço e no trabalho em sua maioria hercúleo já promovido em doação ou sapiência em diversas áreas, pois a espada a mão, estaria extirpando a sede do poder de muitos apresentadores de plantão.

Este mesmo poder político é fruto de estudos nos meios acadêmicos através de definições e aperfeiçoamentos filosóficos e sociológicos, mas certamente esta mesma cápsula que envolve, poderá abrigar os interessados ou não da essência Politika.

Como o fator humano é deturpado pela sede de poder de muitos, a sobras ficam para os loucos que admitem os desiguais perante si, esquecendo amiúdo o lema partidário, cores, correligionários, exigências de grupos, e na forma voluptuosa e corajosa, passar a olhar o todo e os benefícios que serão empregados a Polis.

Mas os que se apresentam seguem a velha máxima politiqueira, apresentando projetos e ações mirabolantes que são do executivo e estão concorrendo ao legislativo, esquecendo de mencionar em sua maioria as funções inerentes ao Edil, que são a legislativa, fiscalizadora e assessoramento ao executivo e apenas administrativa e julgadora na Casa de Leis. 

Se não sabem para o que se apresentaram, este mesmo povo que os abraça não sabem a importância da representatividade, pois sem olhar ao horizonte, enxergam apenas o umbigo.

A utopia em ter uma Politika exercida com propriedade, nunca acontecerá se não passar pela consciência do povo em enxergar além, pois lá estará o todo, mas enquanto no abaixar dos olhos e somente ver os seus, estaremos todos fadados ao velho modelo de politicagem.

Por fim não esqueçam daquilo que se apresentou como “Novo” e não vingou, pois enquanto muitos esbravejam dos coronéis donos do poder econômico, mudanças aparentes entrarão somente nas patentes, estando ao belo poder os capitães e tenentes.

O verdadeiro novo está no pinçar de um povo, e principalmente, numa sã consciência que tudo que se fará na representação é para o todo.

Até que isso aconteça, agarremos na única ação que nos resta, a conduta social e humana, pois a verdadeira mudança passará pela coragem das escolhas e não pelo postulado que aí está.

Vão-se os coronéis e entram os capitães e tenentes, mas a única mudança são as patentes.

 

Aluizio Cezar Valladares Ribeiro – Servidor público / economista - [email protected] 

 

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