Política

Esposa de candidato a prefeito de Planura recebe auxílio, mesmo declarando patrimônio familiar superior a R$ 1 milhão

A população planurense continua indignada com a fraude denunciada pela imprensa, dentre elas o JORNAL DE UBERABA

31/10/2020 05h00
Por: Redação

A denúncia de que a esposa do candidato a prefeito de Planura (MG), Antônio Luiz Botelho – Tuniquim Botelho (PTB), da coligação “Planura no caminho certo”, recebeu o auxílio emergencial do Governo Federal, sem necessidade continua movimentando o município. A população planurense continua indignada com a fraude denunciada pela imprensa, dentre elas o JORNAL DE UBERABA.

A esposa de Tuniquim Botelho, Diva Paula Rodrigues, recebeu R$ 2.400 em auxílio emergencial, segundo o Portal da Transparência do Governo Federal. Ainda segundo o Portal, a quarta parcela, de R$ 600, foi disponibilizada em agosto.

Outros parentes do Tuniquim receberam o auxílio, como seu sobrinho, João Pedro Botelho, que retirou três parcelas. Além disso, outros parentes estão envolvidos em outras irregularidades, como desvio de diesel da Prefeitura de Planura, a exemplo de seu cunhado, Iderval Rodrigues, que responde processo por desvio de diesel.

Na cidade, a população está revoltada, já que muitas pessoas que necessitam não conseguiram, como em todo país e questionam como estas pessoas que não se enquadram às regras receberam.

Em suas redes sociais o candidato Tuniquim Botelho confirma que a esposa recebe o auxílio, apesar de demonstrar nervosismo, “porque é direito dela e ela é microempresária”. Entretanto o candidato não falou a verdade ou se mostra desinformado, já que, pela lei, não basta a pessoa possui MEI eu ter vontade de ser independente. 

Pela lei, para ter acesso ao auxílio emergencial, a pessoa precisa preencher alguns requisitos, dentre eles comprovar que possui renda por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total (tudo o que a família recebe) de até três salários mínimos (R$ 3.135,00). O cidadão que requerer o benefício ainda não pode ter recebido rendimentos tributáveis, no ano de 2018, acima de R$ 28.559,70. Isso da renda familiar.

A população questiona se a esposa do candidato tem mesmo direito só por ter um micro empresa. O outra regra derruba este direito, que é a renda familiar. O candidato Tuniquim Botelho declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 1.038,913,51 (um milhão, trinta e oito mil, novecentos e treze reais e cinquenta e um centavos), dividido entre terras, veículos, aplicações e dinheiro em espécie, no valor de R$ 69 mil. Ou seja, este critério derrubaria por terra o direito da candidata a primeira-dama e a desculpa que o candidato Tuniquim Botelho está dando. 

“É uma irregularidade alarmante que mostra que, no mínimo, ela não informou seus dados corretamente e omitiu dados. É claro que ela não tem direito ao auxílio”, afirma o morador do município Milton Costa, que está inconformado, já que está desempregado, sem renda e não conseguiu receber nenhuma parcela. E afirma: “é preciso esclarecer isso com urgência, porque estamos perplexos só de imaginar que uma pessoa que tenha patrimônio desse se disponha a solicitar o recebimento de auxílio emergencial. E o mais grave é o risco de o candidato ser eleito e gerir a coisa pública e a vida da comunidade”, avalia o morador. 

Vale lembrar que as pessoas que tentaram tirar vantagem desse momento e receberam o auxílio sem se enquadrar nas especificações do Governo Federal poderão responder criminalmente pelo recebimento indevido.

 

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