Agronegócio

IBGE-MG Informa: Primeira estimativa prevê safra recorde de grãos em 2021

A safra brasileira de grãos, cereais e leguminosas deve somar 253,2 milhões de toneladas em 2021

11/11/2020 04h00
Por: Redação

  A safra brasileira de grãos, cereais e leguminosas deve somar 253,2
milhões de toneladas em 2021, caso se confirme a projeção do primeiro
prognóstico do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola
(LSPA), divulgado hoje (10) pelo IBGE. Este número é um novo recorde
na série histórica iniciada em 1975 e representa um crescimento de
0,5% em relação às estimativas de 2020, de 252 milhões de toneladas.


  O aumento em 5,6 milhões de toneladas (4,6%) da produção da soja e
de 445,3 mil toneladas (1,7%) da 1ª safra do milho devem ser os
principais responsáveis pelo prognóstico de 2021. Outras produções
devem sofrer reduções, como a 2ª safra do milho (-5,4%), do arroz
(-2,4%), do algodão herbáceo (-11,9%), da 1ª safra do feijão
(-2,2%), do da 2ª safra do feijão (-4,5%) e da 3ª safra do feijão
(-6,5%).

  Para o analista de Agropecuária do IBGE Carlos Barradas, o preço em
alta das _commodities_ no mercado internacional motiva investimentos na
produção de grãos, principalmente, milho e soja. Além disso, “a
pandemia fez o consumo doméstico aumentar e os preços de alguns desses
grãos dispararam”, explica.

  O IBGE estima que, em 2021, a área a ser colhida aumente para a soja
em grão (1,2%), para a 1ª safra de milho em grão (1,7%) e para a 2ª
safra do milho em grão (1,0%). Cabe ressaltar que está é apenas a
primeira estimativa para 2021 e o resultado poderá sofrer
modificações nos dois próximos levantamentos (novembro e dezembro),
assim como durante o acompanhamento das safras que será feito durante
todo o ano de 2021.

  Estimativa de outubro para safra de 2020 é 4,4% maior que a de 2019

  A pesquisa também divulgou a estimativa de outubro para a safra de
2020: 252 milhões de toneladas, 4,4% superior à obtida em 2019 (241,5
milhões de toneladas). Em termos de área a ser colhida, a estimativa
é de 65,3 milhões de hectares, o que representa um aumento de 2,1
milhões de hectares (3,3%) frente à área colhida em 2019. O arroz, o
milho e a soja somados representam 92,6% da estimativa da produção e
respondem por 87,1% da área a ser colhida.

  No comparativo com a estimativa de setembro, a pesquisa mostra que
houve aumentos na produção da 1ª safra do milho (0,5%), na 2ª safra
do milho (0,4%), na 1ª safra do feijão (0,2%) e na soja (0,1% ou
114.003 toneladas).

  Já as produções que apresentaram queda foram: a do algodão
herbáceo (-0,2%), a da 3ª safra do feijão (-0,6%), a da 2ª safra do
feijão (-1,6%), a da uva (-3,2%), a da cevada (-5,8%), a do trigo
(-6,3%) e a da aveia (-9,5%). Mais informações estão disponíveis
aqui [1].

  Seis estados somam 80% da produção nacional

  De acordo com as estimativas para 2020, o Mato Grosso lidera como maior
produtor nacional de grãos, com uma participação de 28,9%, seguido
pelo Paraná (16%), Rio Grande do Sul (10,5%), Goiás (10,3%), Mato
Grosso do Sul (8%) e Minas Gerais (6,3%). Desta maneira, os seis estados
somados representaram 80% do total nacional.

  Entre as regiões, o Centro-Oeste lidera com 47,5% do total, seguido
por Sul (29,1%), Sudeste (10,1%), Nordeste (8,9%) e Norte (4,4%). A
produção total de grãos apresentou variação anual positiva para
quatro regiões, sendo negativa apenas para a Sul (-4,7%).

  Capacidade dos estoques recua 0,7% no primeiro semestre

  A Pesquisa de Estoques, também divulgada hoje pelo IBGE, mostrou que o
total de capacidade útil disponível para armazenamento reduziu 0,7% no
primeiro semestre de 2020, frente ao segundo semestre de 2019,
totalizando 176,5 milhões de toneladas. Em termos de capacidade útil
armazenável, os silos predominam no país, com 86,8 milhões de
toneladas, o que representa 49,1% da capacidade de armazenagem nacional.


  Armazéns graneleiros e granelizados respondem por 37,7% da capacidade
nacional com 6,5 milhões de toneladas de capacidade útil armazenável,
0,3% inferior à capacidade verificada no período anterior. Já
armazéns convencionais, estruturais e infláveis, somaram 23,3 milhões
de toneladas, queda de 4,8% em relação ao segundo semestre de 2019.
Esses armazéns contribuem com 13,2% da capacidade total de armazenagem.
Mais informações podem ser encontradas aqui [2].

  Para mais informações sobre esse assunto acesse a página do IBGE na
Internet - www.ibge.gov.br [3] ou diretamente na Agência de Notícias
IBGE - http://agenciadenoticias.ibge.gov.br/

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