Agronegócio

Temperaturas altas afetam o consumo de ração em aves

A Biomin alerta para os sinais de estresse térmico em aves: as medidas devem ser implementadas o mais rápido possível

11/11/2020 04h00
Por: Redação

Em países tropicais como o Brasil, o desafio do conforto térmico em
aves pode representar um sério problema, isso porque altas temperaturas
resultam em baixo consumo de alimento, e consequentemente, em queda da
produtividade. Segundo a gerente técnica da Biomin, Letícia Braga, a
falta de controle da temperatura pode acarretar a redução da taxa de
crescimento somado a uma piora da conversão alimentar.

"Quando a temperatura do ar está próxima ou acima da temperatura
corporal do animal, as alterações funcionais realizadas pela ave para
alcançar o conforto térmico não são mais capazes de cumprir o efeito
esperado. Nesse caso, o produtor pode perceber mudanças comportamentais
como a ave se agachar e abrir as asas para aumentar a área de troca de
calor com o meio ambiente e o aumento da frequência respiratória
(ofego) também é uma estratégia usada para perder calor através da
evaporação durante a respiração forçada. O resultado é um gasto de
energia que poderia ser utilizada para produção de carne, ovos ou
mesmo para a reprodução ou resposta imune", alerta Letícia.

A temperatura ideal das aves não é a mesma em todas as fases, isso
porque no início da vida os pintinhos ainda não são capazes de
controlar sua temperatura interna e só desenvolvem autonomia para essa
função em torno de 10 a 12 dias de idade. Já quando adultas, as aves
passam a ser menos tolerantes ao calor devido à alta taxa metabólica e
ganho de peso. Temperaturas entre 16 a 23°C somada a uma umidade
relativa do ar de 50 a 70% são consideradas ideais para a criação de
frangos de corte adultos.

As alterações hormonais acarretadas pelo calor também podem
influenciar na redução da resposta do sistema imune ou
imunossupressão, que por sua vez resulta em uma má resposta vacinal e
uma menor eficiência frente aos desafios infecciosos.

"O estresse causado pelo calor inicia uma série de eventos no organismo
da ave caracterizada por aumento na formação de substâncias reativas
ao oxigênio. Elas causam alteração na morfologia intestinal e
enfraquecimento das uniões entre as células intestinais. Em conjunto,
esses efeitos aumentam a permeabilidade intestinal sendo responsáveis
pela facilitação da passagem de bactérias e toxinas ao sistema
circulatório da ave e dá início a um processo inflamatório que
prejudica o bem-estar do animal", ressalta a gerente técnica da Biomin.

A médio e longo prazo, outros sinais são comuns em caso de desconforto
térmico, como o aumento do consumo de água, leva a menor
digestibilidade do alimento pela alta concentração de água e rápida
passagem do bolo alimentar pelo trato gastrointestinal.

"Soluções naturais podem promover o desenvolvimento de uma microbioma
intestinal benéfica através da ação combinada de microorganismos
probióticos com um prébiotico. Poutrystar®, da Biomin, reduz a
inflamação intestinal, preserva a morfologia e a função intestinal e
mantém a união entre células intestinais fortalecidas".

A especialista ainda aponta que além de garantir um ambiente fresco e
ventilado com uso correto dos equipamentos de controle ambiental, o
produtor deve apostar em um microambiente favorável com plantio de
árvores ao redor da instalação. "Os galpões precisam ser
construídos a fim de diminuir a incidência solar direta e com o uso de
isolantes térmicos, permitindo que as trocas e renovação do ar sejam
facilmente realizadas. O fornecimento de água é outro ponto de
atenção: ele deve ser abundante e com qualidade microbiológica e
físico-químicas adequadas, assim como sua temperatura que deve estar
sempre fresca", conclui Letícia.

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