Saúde

Estudo inédito avalia os impactos da pandemia na saúde do homem

Realizada pelo Instituto Lado a Lado pela Vida

19/11/2020 04h00
Por: Redação

Estudo inédito avalia os impactos da pandemia na saúde do homem

Realizada pelo Instituto Lado a Lado pela Vida, pesquisa aponta que
saúde mental foi mais afetada que a física, na população masculina

Em 2020, o mundo foi surpreendido pela pandemia provocada pelo novo
coronavírus e a saúde passou a ser o centro de todas as discussões e
preocupações. Segundo o Ministério da Saúde, a Covid-19 é mais
letal entre os homens pardos, com mais de 60 anos e que apresentam
comorbidades (ocorrência de duas ou mais doenças relacionadas no mesmo
paciente e ao mesmo tempo).

Nesse cenário, o Instituto Lado a Lado pela Vida (LAL) resolveu
investigar como o vírus, a doença por ele causada (Covid-19) e seus
desdobramentos afetaram a saúde da população masculina brasileira. O
estudo "Você e a Covid-19 - A saúde do homem na pandemia" teve como
objetivo medir os sentimentos, mapear a saúde física e emocional do
homem brasileiro de todas as faixas etárias e perceber o quanto o
brasileiro mudou sua rotina em face ao maior desafio sanitário global
já enfrentado. A divulgação do resultado do estudo durante o Novembro
Azul não foi uma coincidência.

O Novembro Azul é o movimento criado pelo Instituto Lado a Lado pela
Vida em 2011 e que se tornou domínio público no Brasil. Sua principal
mensagem é alertar para a importância do diagnóstico precoce do
câncer de próstata. Ano a ano, as mensagens da campanha têm sido
ampliadas, para que o homem tenha consciência da importância de cuidar
de sua saúde de maneira integral.

No período de pandemia muito homens negligenciaram ainda mais o cuidado
com a sua saúde o que pode ter um impacto importante em sua saúde
futura. "A saúde da população masculina é uma das três causas
prioritárias do LAL, além das doenças cardiovasculares e do câncer,
e nesse momento tão delicado não poderíamos deixar de entender as
principais aflições dessa população. Além de ouvir como a mudança
de comportamentos impactou, por exemplo, a diminuição de exames e
consultas de rotina, procuramos entender também como a pandemia mexeu
com o emocional dos homens brasileiros. Um dos efeitos de adiar
consultas e exames é o de que vários diagnósticos precoces de algumas
doenças, como o câncer de próstata, deixaram de ser feitos" explica
Marlene Oliveira, fundadora e presidente do Instituto Lado a Lado pela
Vida.

Realizada entre 15 de julho e 21 de setembro, o estudo foi coordenado
por Roberta Pimenta, especialista em pesquisas e inteligência de
mercado, Mestre em Administração de Empresas pelo Instituto Coppead da
Universidade Federal do Rio de Janeiro, com Especialização em
Marketing Internacional pela EM Lyon Business School e Pós-graduada em
Finanças pela FIA/USP. Contou com a participação de 1080 homens, de
todas as regiões brasileiras e com idades entre 14 e mais de 66 anos.

Entre os fatores apontados pelo estudo está o impacto na saúde mental:
96% dos participantes declaram que vivem na quarentena ao menos um
sentimento negativo - de ansiedade, estresse, desanimo. Outro fator que
chamou a atenção é que enquanto 87% dos entrevistados acreditam que
sua saúde física vai bem esse índice cai para 78% quando questionado
sobre a saúde mental. O índice fica ainda mais marcante quando se
compara os 33% dos entrevistados que acreditam que sua saúde física
vai muito bem, contra os 19% que se auto avaliam muito bem em relação
a saúde mental.

"Conforme realizamos os cruzamentos de dados, percebemos que o
sentimento que predomina é a preocupação com assunto familiares ou
afetivos, o que sugere que a pandemia afetou mais os relacionamentos do
que a experiência individual. A ansiedade é compartilhada por homens
de todas as idades, mas é curioso que os sentimentos negativos são
mais presentes em homens mais jovens, decrescendo à medida que a idade
do homem aumenta", complementa Marlene.

Saúde física

60% dos homens declararam ter ao menos um fator de risco ao agravamento
da COVID-19 sendo que 15% apresentam a combinação de 3 ou mais fatores
de risco. Os hipertensos são os mais apresentam comorbidades: 81% tem
outra condição de risco em particular obesidade, diabetes e idade
acima dos 60 anos.

Prevenção da COVID-19

Os métodos de prevenção do contágio pelo novo coronavírus tiveram
grande adesão. Dos homens ouvidos, 96% declaram usar máscara ao sair
de casa; 89% evitam aglomerações; 88% lavam as mãos frequentemente e
70% usam álcool para higienizá-las.

"Pudemos perceber que as medidas de prevenção do contágio pelo novo
coronavírus são pouco ou nada influenciadas pelas condições de
saúde do homem e acreditamos que isso se deve ao fato de eles
entenderem que a proteção contra a doença não é apenas para si, mas
para o bem coletivo", comenta Roberta Pimenta, curadora da Pesquisa.

Quanto mais jovem, mais frequente é a quebra do isolamento social. 25%
dos jovens declararam não evitar aglomerações e um terço saem de
casa mesmo que não seja estritamente necessário. A partir dos 46 anos
de idade, é quase unanime a medida de evitar aglomerações, apesar de
que, nesta faixa etária, os homens ainda saem de casa sem necessidade.

Telemedicina ou adiamento de consultas?

17% dos homens participantes do estudo foram atendidos à distância por
médicos, psicólogo ou outro profissional de saúde. Porém, 44%
declarou ter diminuído a frequência de visitas ao médico, 13%
interrompeu um tratamento médico que fazia antes da pandemia e outros
10% adiou uma cirurgia ou procedimento médico. Além disso, os
atendimentos remotos tendem a ser prestados por profissionais
credenciados por plano de saúde. A telemedicina foi reportada por
apenas 11% dos homens atendidos exclusivamente pelo SUS.

"A pandemia foi um grande acelerador das interações sociais e pode ter
dado o impulso definitivo para que a telemedicina se estabeleça como
alternativa no relacionamento médico-paciente. Entretanto, os índices
de diminuição de frequência a consultórios médicos e/ou tratamentos
é preocupante por elevar, no futuro, a gravidade de diagnósticos e
tratamentos", finaliza Marlene.

Sobre o estudo

A pesquisa foi realizada pelo LAL entre 15 de julho e 21 de setembro, de
forma online. Contou com a curadoria de Roberta Pimenta, especialista em
pesquisas e inteligência de mercado, Mestre em Administração de
Empresas pelo Instituto Coppead da Universidade Federal do Rio de
Janeiro, com Especialização em Marketing Internacional pela EM Lyon
Business School e Pós-graduada em Finanças pela FIA/USP. O
questionário foi respondido por 1080 homens, sendo que 62% dos
respondentes tinham entre 26 e 55 anos. 73% dos respondentes desempenha
alguma atividade profissional remunerada - sendo empregados,
estagiários, profissionais liberais ou empreendedores - e apenas 7%
está desempregada. 67% tem acesso a plano de saúde enquanto que o uso
exclusivo do SUS corresponder a 18% dos participantes. Apesar de apenas
6% dos entrevistados declararem terem pego COVID-19, 86% conhece alguém
que contraiu a doença.

Sobre Instituto Lado a Lado Pela Vida (LAL)

O LAL é uma organização brasileira da sociedade civil, sem fins
lucrativos, criada em 2008, em São Paulo, para disseminar informação
de qualidade para a população sobre saúde do homem, com ênfase à
importância do diagnóstico precoce do câncer de próstata. Em 2014,
sua agenda de causas foi ampliada, com a incorporação de ações para
alertar sobre os cuidados necessários com a saúde do coração e
também para a atenção a outros tipos de câncer, como pulmão,
pele/melanoma e os tumores ginecológicos femininos, além do câncer de
mama. O Instituto atua de norte a sul do Brasil, tanto nas cidades como
nas áreas rurais com campanhas de prevenção primária e secundária
que promovem o diálogo, o acolhimento e a promoção do bem-estar
físico e emocional. Propaga a mensagem do autocuidado e da autoestima,
plantando a semente de que a saúde é o nosso bem mais valioso e merece
atenção especial.

Além do Novembro Azul, o Instituto é o idealizador das campanhas
RespireAgosto; Siga seu Coração; Mulher Por Inteiro e #LivreSuaPele.

Informações para a Imprensa
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Telefone: (11) 3083-1242
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