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Não paramos nunca!

Aluizio Cezar Valladares Ribeiro

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22/11/2020 04h00
Por: Redação

O trabalho é algo extraordinário, pois além de promover o sustento, enraíza valores de grandeza nas ações que desenvolvemos, deixando a mercê do programável a velha máxima – “homem que não trabalha é a cabeça do encardido”.

A ocupação do tempo tem formas repetitivas nos afazeres operacionais e também no exercício do pensamento quando há o devido planejamento e desenvolvimento, isto em qualquer atividade profissional que desempenhamos, pois a luz do tempo, o sagrado exercício do trabalho fortalece o Homem.

O trabalho operativo e intelectual é motivo de dádiva, pois afugenta realmente as energias negativas e não dá tempo no pensar à forma desta energia, pois o tempo que acolhe também exige o cumprimento de tarefas.

Se trabalhamos no sentido de produzir nas diferenças ações que nos são exigidas, e se houver o cumprimento ao foco já estamos fazendo o bem, pois deixamos de pensar no torpe desvio moral de desejar e julgar na linha do “encardido”.

No trabalho não há tempo para pensar o mal e sim procurar ações justas que poderão gerar resultados, e entre eles, as pessoas que julgam ser de caráter mal. Contudo neste espaço umbilical, o que prevalecerá será o sentido moral, ético e justo, que leve a isonomia do trato e que não fere direitos e obrigações, aliás comum a todos.

O trabalho sem a prática da moral e da ética não encontra guarida na retidão das ações, e quiçá ainda, na evolução social e humana, ou seja, dos comuns que são todos e a nossa que é a individual.

Se o indivíduo acostumado com esta rotina que fortalece e produz maravilhas que é o trabalho, a grande dificuldade é saber parar.

Eita incógnita que dilacera e causa expectativas na data e hora marcada para o grande passo que é o da aposentação.

Deixar para traz 33 anos de esforços no trabalho não será o gárgula ou quimera de nosso crescimento, pois às formas grotescas e horrendas da nossa catedral tem apenas o aspecto de se afugentar o controverso e o imoral, lembrando ao que habita em nós, o estrito dever de se andar a retidão de nossas consciências, lembrando principalmente aos trabalhadores da área pública, que o dever moral sobrepuja o legal.

Mas o melhor de nosso tempo de trabalho é o sentido de argamassa que molda nosso ser, pois nas atribulações, diferenças, guerras internas, desilusões com dirigentes nos favorecimentos e desfaçatez na tentativa de enganar, fortalecem o senso moral e ético, louvando a luz da retidão a certeza de tentar estar a retidão.

Não há sentido de louvores no tempo de trabalho, mas no resultado diário e no cumprimento do dever que nunca acabará, pois o sentido de trabalho é na conduta, e não no esforço que leva ao suor e cansaço.

O engodo da parada na aposentação é um fato que leva até mesmo a depressão, justamente pela incerteza do que virá, mas quero alertar ao grupo que me espera, que o trabalho nos moldou de tal maneira que não nos deixará a mercê da dúvida, pois o esforço da conduta nos acompanhará enquanto estivermos presos em nossas carapaças.

O trabalho diuturno continuará nos nossos esforços de nos mantermos à retidão, pois nunca cansarei de dizer que lá está a moral e a ética que produz humanidade.

Quanto ao trabalho que provoca o cansaço físico, acreditemos em nós e vamos à luta por pão, porque o alimentar da alma é um trabalho íntimo.

 

Aluizio Cezar Valladares Ribeiro – Economista / servidor público – [email protected] 

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