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Fazenda em Minas Gerais conta com a tecnologia da ordenha robotizada para se adequar à produção de leite A2

Sistema de gestão dos equipamentos gera dados que colaboram para o gerenciamento do rebanho leiteiro

24/11/2020 04h00
Por: Redação

A Fazenda Capetinga, localizada em São João Batista do Glória (MG),
foi a primeira do estado de Minas Gerais a instalar robôs de ordenha
Lely Astronaut A5. As aquisições foram motivadas pela possibilidade de
melhorar o bem-estar dos animais e a qualidade de vida do produtor. No
entanto, já faziam parte de um projeto maior, o de transformar toda a
produção de leite "normal" para o A2.

O leite e seus derivados de vacas com gene A2A2 estão livres da
beta-caseína A1, responsável por causar desconfortos digestivos em
algumas pessoas. Comumente, esses sintomas podem ser confundidos com a
intolerância à lactose, pois são bastante similares, o que acaba
levando essas pessoas a evitarem o consumo ou serem até medicadas para
esse tipo de patologia, quando na verdade, o que gera o desconforto é a
proteína.

Segundo o médico-veterinário, Marcelo Maldonado Cassoli, gestor da
fazenda da família, a ideia é buscar agregação de valor ao produto e
acompanhar as tendências de consumo. "Há três anos passamos a
inseminar todo o rebanho apenas com touros A2A2 e selecionando para
venda eventual os animais que não são A2A2. Desta forma, sem qualquer
descarte intencional ou prejuízos para o rebanho, já temos mais de 60%
do rebanho com essa característica".

Ele acrescenta que o sistema de ordenha também é 100% individualizado
por robô, ou seja, permite tirar o leite A2 em um robô e leite
"normal" em outro que, segundo Marcelo, é uma das exigências para a
certificação da fazenda para produção do leite diferenciado.
"Fazemos a genotipagem sistemática dos animais jovens, mas  ainda não
buscamos a certificação da fazenda, que será um próximo passo".

Ordenha robotizada

  A família já produzia leite em São José dos Campos (SP) e em Minas
Gerais começou a produção em 2000, com gado Jersey a pasto e depois
migrou para o Holandês em confinamento.

Possui hoje 114 vacas em lactação hoje, mas tem capacidade para 140. O
rebanho está instalado em um barracão, parte tipo freestall com cama
de areia para as vacas em lactação, parte tipo compost barn para o
lote pré-parto, todo fechado e climatizado no sistema de túnel de
vento. Tanto as vacas em lactação, quanto as em pré-parto estão
separadas em lotes de primíparas e de multíparas.

"Todo o nosso rebanho é fruto da inseminação do rebanho original
Jersey com sêmen Holandês. Hoje temos animais puros Holandeses e
diversos graus de sangue do cruzamento Jersolando (maioria acima de 7/8
de grau de sangue holandês), que produzem entre 4.200 a 4.300
litros/dia. Houve aumento de produção de leite/vaca/dia e taxa de
serviço na reprodução, refletindo positivamente na taxa de prenhez
por consequência".

Cassoli ressalta que as informações geradas pelo T4C, o sistema que
opera o robô de ordenha Lely Astronaut A5, tem ajudado muito na gestão
da propriedade. "Tivemos que aprender a usar alguns indicadores novos,
ou que não tínhamos com frequência diária como é no robô. O nível
de informação sobre os animais que o robô fornece foi um dos motivos
de termos optado pela ordenha robótica".

Sobre o bem-estar dos animais e a comodidade no dia a dia do produtor,
Cassoli explica que houve impacto positivo em ambos, tanto nos animais
quanto nas pessoas envolvidas. "Conseguimos fazer um esquema gradual de
adaptação dos animais ao robô, que ajudou muito e deixou muito mais
tranquilo o início da ordenha robotizada, atingindo o equilíbrio em
termos de número de visitas por robô, entre outros, em menos de 30
dias. Devido a isso, tanto os animais quantos as pessoas envolvidas
sofreram muito menos estresse durante a fase de adaptação devido a
isso".

O processo de transição ocorreu duas semanas antes do início da
ordenha nos robôs, quando foi iniciada a passagem dos animais pelos
equipamentos quando voltavam para o barracão. Em seguida permitiram por
mais algum tempo os robôs apenas servindo ração na volta das ordenhas
do dia e ficavam também com livre acesso à noite. "Quando notamos que
já havia bastantes visitas voluntárias ao robô à noite para comer
ração, programamos o início da ordenha robotizada. Desta forma a
adaptação dos animais foi muito mais amigável para os animais e
acredito que seja hoje uns dos fatores responsáveis pelo bem-estar
observado e por termos chegado tão rápido a 3,5 ordenhas por
animal/dia", finaliza Cassoli.

Sobre a Lely

A Lely, fundada em 1948, direciona todos seus esforços para a criação
de um futuro sustentável, lucrativo e agradável na fazenda. Focada nas
vacas, a empresa desenvolveu robôs profissionais e sistemas de dados
que aumentam o bem-estar, flexibilidade e a produção diária dos
animais na fazenda.

Por mais de 25 anos, a Lely tem liderado as vendas e serviços no
segmento de automação na produção leiteira, ajudando no sucesso
diário dos produtores ao redor do mundo. Diariamente, a Lely inspira
seus funcionários a oferecerem aos seus clientes soluções inovadoras
e a construírem uma parceira de confiança de longo prazo, através de
orientações e suporte. Com sua sede na Holanda e uma rede mundial de
Lely Centers dedicadas localmente para serviços de vendas e suporte
personalizados, o grupo Lely está presente em mais de 45 países e
emprega mais de 1.600 pessoas.

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