Artigo

Nem sempre sete mais sete é quatorze

Aluizio Cezar Valladares Ribeiro

Reflexões

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28/11/2020 04h00
Por: Redação

Mais uma vez o dedilhar do conceito dirigente que leva ao futuro está a nossa espera, pois este momento cívico retrata a esperança em dias melhores.

Uma análise mais acurada no comportamento dos candidatos é de fundamental importância, pois a senda imperiosa da impessoalidade no julgo da avaliação, tem como dever implícito não só a variável preparo e conhecimento, mas sim os valores que nossa ancestralidade familiar tão difundiu em palavras e exemplos – a conduta, postura e compostura que a ética e a moral jorram no verdadeiro preparo humano.

A verdadeira política não tem espaço para a mentira, pois a demagogia e o favorecimento de grupos ferem os princípios da impessoalidade e da moralidade, deixando ao avaliador somente a tristeza no depois.

O sofrimento se instala na insatisfação do engano, e a consciência daqueles que pensam nos interesses individuais comuns, mais uma vez se arrependem.

A importância da avaliação é intrínseca, e se deixarmos o pessoal passar à frente o interesse comum é abalado, mesmo que para tal estivermos de passar a lâmina no cordão umbilical.

Procuremos verificar o que realmente é bom para a cidade de Uberaba e não aos partidos, grupos, os pseudos sustentadores do pão de cada dia e até mesmo a família que nos impõe, mas sim em projetos, condutas, valores morais e o estrelato de quem não precisa ceder a interesses, pois só assim atingiremos a possibilidade da renovação.

Vejam que esta renovação que tanto ouvimos e vemos nas mídias passa pela reforma íntima, e se realmente quisermos quebrar paradigmas, devemos deixar ao solo o julgo particular, transformando-o em braço forte de apoio a mudança da mesmice que não revitaliza nas peças do tabuleiro.

O peão que já é cavalo, se transforma em torre, vai a bispo e continua a beijar mão do coronelato da rainha e do rei do tabuleiro.

Se no passar dos anos não surgiu no tabuleiro nenhum templário que demonstrasse autossuficiência de governo e dos interesses dos comuns, esta é a grande chance da iniciação aos preceitos da justiça e da salvaguarda desenvolvimentista que distribui ao todo, onde o único favorecimento que haverá será ao interesse público.

Mas para que esta iniciação ocorra, você eleitor, também tem que passar pela leveza do neófito, pois a identificação filosófica do pensamento e do verdadeiro conhecimento que procurará se instalar na retidão será de identificação muito fácil.

A facilidade é entender da necessidade do momento, pois um processo eleitoral não é mais um processo de seleção marcado na temporalidade devida, mas sim o divisor de águas que interferirá pelo menos quatro anos em toda atividade do município, e consequentemente, em nossas vidas.

Que neste domingo reflitamos com vistas aos outros e aos próximos, pois novamente o dedilhar da escolha numérica tem muita diferença não só de programa e promessas que enganam, pois nem sempre, sete mais sete é quatorze.

Vote com a consciência voltada ao todo, pois quem sabe a renovação tão esperada possa se estabelecer!

 

Aluizio Cezar Valladares Ribeiro – Servidor público / economista – [email protected]

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