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Bichoterapia: Descubra o que é e como funciona

Em todas as situações, o animal deve estar em plenas condições de saúde e vitalidade

Marcos Moreno

Marcos MorenoSou Marcos Moreno, comunicador com vários anos dedicados ao trabalho de colunista e assessor de imprensa. Há alguns anos com trabalho na mídia impressa e eletrônica voltado para os animais, notadamente pets.

30/08/2019 06h00
Por: Redação

Não existe nada mais verdadeiro do que a troca afetiva entre humanos e animais. Quem tem pet em casa sabe muito bem do significado de uma relação de amor que se constrói sem necessitar de troca ou reconhecimento.

Não é a toa que já foi comprovado cientificamente que os animais são responsáveis por despertar nos humanos atitudes que contribuem para o bem-estar do corpo e da mente. 

Quem tem bicho por perto pode, inclusive, se curar de doenças mais rápido em relação às pessoas que não convivem com animais.

Profissionais de áreas multidisciplinares, como médicos, psicoterapeutas, veterinários e pedagogos têm aderido em seu protocolo de tratamento uma abordagem terapêutica denominada bichoterapia.

Saiba mais sobre ela e veja de que forma os pets podem salvar vidas ao mesmo tempo em que proporcionam momentos de alegria e descontração. 

 

O que é bichoterapia?

O termo diz respeito às ações que têm como objetivo integrar seres humanos e animais em situações terapêuticas. A prática envolve visitas e momentos de lazer e brincadeiras.

A bichoterapia também pode ser chamada de pet terapia ou zooterapia. Os nomes já dizem muita coisa sobre a importância de animais em determinados tratamentos. 

 

Como bichoterapia contribui para o bem-estar de adultos e crianças?

A relação entre humanos e animais para fins terapêuticos pode ocorrer em diversas situações. Durante a realização de exames, por exemplo, a presença de um cão pode deixar uma criança menos tensa e o procedimento deixa de ser traumático.

Um estudo realizado pelo Centro de Pesquisa de Conexão Pessoa-Animal da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos revelou que a visita de um animal durante 12 minutos pode promover melhorias no quadro clínico de pacientes com problemas no coração ou no pulmão. 

Exames comprovaram que houve uma redução significativa na pressão arterial de pessoas que sofrem de hipertensão. Além disso, foi possível notar que houve uma queda na circulação de hormônios que causam ansiedade ou estresse.

 

Por que a bichoterapia promove efeitos positivos?

De acordo com os especialistas, os animais contribuem para o reequilíbrio de pessoas que sofrem de várias doenças físicas ou psicológicas. A maneira pela qual eles proporcionam isso é simples: doando amor incondicional e de livre e espontânea vontade. 

O organismo humano decodifica todo esse carinho por meio da liberação de doses consideráveis de serotonina e dopamina. Essas substâncias são produzidas pelo nosso corpo e servem para transmitir sensações de prazer, tranquilidade e felicidade.

A reação química que teve início com poucos minutos em contato com os pets provocam o aprimoramento do sistema imunológico. Dessa forma, o organismo é capaz de reagir positivamente contra doenças, como depressão, estresse, gripe entre outras. 

 

Que animais podem ser terapeutas?

Desde que esteja em condições satisfatórias de saúde, todas as espécies de animais podem obter o título de bichoterapeuta.  Se o objetivo é fazer com que os pacientes melhorem, os pets são sempre bem-vindos.

É muito comum ouvirmos falar dos efeitos terapêuticos de cães e cavalos. Além deles, pássaros, peixes, gatos, coelhos, aranhas, cobras, botos e até ratos podem contribuir para a Terapia Assistida por Animais.  Veja quais são as abordagens mais comuns:

 

Terapia com cavalos- Também conhecida como equinoterapia, é uma grande aliada no tratamento de pessoas com autismo ou com síndrome de Down. 

Os cavalos também são grandes amigos de portadores de paralisia cerebral, déficit de atenção, derrame e hiperatividade.

Durante o convívio com o animal e sob as orientações de um especialista, o paciente realiza coreografias e manobras com cavalo, de forma desenvolver atenção e equilíbrio. 

Os benefícios dessa terapia podem ser percebidos nas primeiras sessões do tratamento. O cérebro recebe estímulos e faz com que todo o organismo aja com rapidez diante do desafio lançado. 

 

O poder dos golfinhos- A delfinoterapia permite que a delicadeza desses animais seja compartilhada com pessoas que sofrem de depressão, paralisia cerebral, autismo, síndrome de Down e déficit de atenção. 

A inteligência e espírito brincalhão dos golfinhos proporcionam segurança e motivação aos pacientes, que, sob a supervisão de um terapeuta, nadam junto aos pets, lhes alimentam e fazem carinho, além, claro, de participar de brincadeiras.

Os benefícios desse método terapêutico podem ser vistos na melhora da coordenação motora, alívio dos sintomas de depressão, ampliação da capacidade afetiva e melhora cognitiva. 

 

Cães: melhores amigos e terapeutas do homem: A cinoterapia tem ganhado cada vez mais lugar de destaque no Brasil. O motivo dessa afirmação é o grande apreço que temos pelos cães.

Nossos amigos de 4 patas são muito importantes no trabalho de recuperação de dependentes químicos. Além disso, eles são os responsáveis por ajudar a combater a depressão e por estimular a memória, a motricidade, a musculatura e a fala de idosos.

Pacientes com câncer também encontram grandes benefícios na cinoterapia. Ela auxilia na diminuição do estresse provocado pela quimioterapia e pelo tratamento como um todo. 

 

Um pet terapeuta deve estar apto para desempenhar essa função importante

Dados de uma pesquisa realizada pela Associação Americana de Cardiologia (AHA American Heart Association) revelaram que 94% dos pacientes cardíacos que possuíam bichos de estimação passaram pela UTI sobreviveram um ano após a alta.

Mas, para se beneficiar da bichoterapia, não é necessário ter um histórico com animais de estimação. Inclusive, alguns hospitais no Brasil incluem a visita desses amigos especiais em sua rotina.

No entanto, para garantir que a abordagem terapêutica seja eficaz, é importante que os animais sejam dóceis, adultos, castrados e muito sociáveis. Além disso, o calendário de vacinas e vermifugação devem estar em dia.

Higiene e condições favoráveis de saúde também são requisitos fundamentais para a inclusão de pets em processos terapêuticos. Por isso, o bicho deve ser minuciosamente acompanhado por um médico veterinário para que o profissional o libere para ajudar no tratamento de doenças. 

É possível ter a acesso a ONGs e outras instituições que direcionam seu trabalho para a habilitação de cães, de forma a capacitá-los para ser pet terapeutas. 

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