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Polícia Artigo

Recordar é viver

Paulo César Oliveira

03/02/2021 04h00
Por: Redação

Os de boa memória e audição ainda se lembram, e até escutam o estrondo, das bombas do Riocentro, manipuladas por um capitão e um sargento, num atentado engendrado para impedir o processo de reabertura democrática do país. Objetivo era matar pessoas que assistiam a um show com vários artistas no ginásio do Riocentro, atentado que seria atribuído a grupos de esquerda.

Era 30 de abril de 1981, quarenta anos atrás. Não deu certo. As bombas explodiram antes da hora e mataram apenas sargento que manipulava uma delas, e não foram suficientes para impedir o prosseguimento da abertura lenta e gradual, idealizadas por generais que foram exemplos, sem seguidores infelizmente, de sensatez nas Forças Armadas.

Hoje, quatro décadas depois, assistimos a tentativas de desarticulação política no país, com a armação de bombas que, se não explodem em alto e bom som, provocam, e já provocaram milhares de mortes, mais de duzentas mil, vítimas do descaso e do negacionismo de um governo que, como lá atrás, e com personagens semelhantes, tenta imputar aos “comunistas” (eles ainda existem?) a disseminação de um vírus para arrasar a economia mundial.

Arrasar para dominar, assim como a velha prática de estabelecer a cizânia, destruir instituições, para acuar adversários tratados como inimigos. Esta é a estratégia que se vislumbra na política brasileira atual com a conivência de muitos e a utilização maciça e irresponsável das redes sociais, espalhando mentiras, destruindo reputações. Aonde vamos chegar? Somos um país sem lideranças, tanto de um lado quanto de outro. Não temos líderes na situação, não temos quem possa liderar uma reação da oposição. 

Nossos mitos, Bolsonaro e Lula como exemplos maiores, são de pés de barro e não se sustentam, mesmo diante de uma população politicamente omissa, que foge de suas responsabilidades na cobrança e se dispõe a acreditar em promessas que, no fundo, sabe serem mentirosas. Ou não são as promessas de combate à corrupção, de justiçam social que fazem os candidatos. Ou não são mentirosas as promessas de se implantar no país uma “nova política”, algo tão misterioso como o “Saci Pererê” de nossas infâncias. É isto que assistimos hoje. Promessas que se esvaem em acordos políticos espúrios para assegurar a permanência no Poder. Políticos sem qualquer compromisso que não seja com seus próprios interesses assumindo cargos proeminentes no comando de um país que vai perdendo credibilidade diante do mundo. Vamos nos tornando um país inviável economicamente, com todas as consequências sociais que isto traz.

 

Paulo César de Oliveira é jornalista e diretor-geral da revista Viver Brasil

 

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