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Saúde reforça cuidados contra a Dengue, Zika e Chikungunya

O combate às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes deve continuar durante a pandemia de covid-19

14/02/2021 04h00
Por: Redação
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Mesmo diante do cenário de pandemia de covid-19, as outras doenças, como a dengue, zika e chikungunya não deixam de acontecer. Por isso, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), já no ano de 2020, deu início a um conjunto de ações para enfrentar a sazonalidade das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

Entre as ações está a reativação do Comitê Estadual e Regional de Enfrentamento das Arboviroses para planejamento, organização e apoio no desenvolvimento de ações e serviços em saúde. A SES vem realizando também oficinas e treinamentos, de profissionais de saúde dos municípios e regionais, em monitoramento e controle do Aedes e em manejo clínico correto de pacientes.

Além disso, conforme já alertado pelo do Ministério da Saúde, o país pode vivenciar epidemias de arboviroses associadas à pandemia de Covid-19. Então, a secretaria estruturou o Plano Estadual de contingenciamento das Arboviroses, O PEC Arboviroses agrega inúmeras ações a serem desenvolvidas pelas áreas de vigilância, gestão, assistência e comunicação e mobilização social que, de forma integrada, permitem maior efetividade no enfrentamento do período sazonal das arboviroses urbanas.

“As ações de enfrentamento às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti devem coexistir com o enfrentamento ao covid-19. Devemos manter constante o trabalho de controle vetorial junto aos municípios, com o intuito de reduzir impactos na saúde da população”, alerta o secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Carlos Eduardo Amaral.

A SES-MG também buscou conhecer novas ferramentas para o controle das doenças. Para isso, criou o Núcleo de Pesquisas e Inovações em Doenças Infecciosas Emergentes e Re-emergentes (Nupide) com o objetivo de desenvolver projetos de pesquisa e projetos pilotos para enfrentamento de arboviroses urbanas e outras zoonoses no estado de Minas Gerais.

“O controle vetorial é um desafio muito grande e, ao longo dos anos, percebemos a necessidade de incorporação de novas ferramentas de controle, como as que estão em implementação no estado”, pontua o secretário.

Saiba mais sobre os projetos pilotos e as ações desenvolvidas pela SES-MG no site saude.mg.gov.br/aedes

 

Cenários em Minas Gerais – De acordo com a Coordenadora Estadual de Vigilância das Arboviroses), Rejane Balmant Letro, as doenças transmitidas pelo Aedes são cíclicas, o que significa que há períodos de grandes transmissão e períodos de menor incidência da doença.

A análise dos dados epidemiológicos do estado de Minas Gerais demonstram que ocorrem epidemias de dengue a cada três anos e de zika e chikungunya em anos não epidêmicos para dengue. Nos anos 2010, 2013, 2016 e 2019 ocorreram grandes epidemias de dengue no estado.

Em 2020, observou-se uma queda na notificação dos casos prováveis em relação ao período sazonal anterior: foram notificados 84.636 casos prováveis e 13 óbitos por dengue. Já neste ano, até a última segunda-feira (8), Minas Gerais registrou 5.281 casos prováveis e ocorreu 1 um óbito por dengue.

Em relação ao ano de 2021, a coordenadora ressalta o trabalho constante que tem sido realizado, de monitoramento e avaliação dos dados epidemiológicos do estado, para acompanhar a evolução da doença. A SES-MG tem buscado reforçar junto aos municípios as ações de controle, orientando sobre as medidas, os fluxos e os protocolos de respostas às doenças.

“O estado de Minas Gerais tem investido muito nas análises e monitoramento dos casos, da circulação viral, bem como em novas tecnologias de combate e monitoramento do vetor. Em 2022, com certeza, caso a epidemia ocorra, esses investimentos nos trarão retornos positivos”, avalia a coordenador.

 

Pandemia – Rejane Letro lembra que no ano passado a pandemia de covid-19 trouxe um cenário complexo e desafiador para a saúde do estado e dos municípios, com a necessidade de trabalhar em duas frentes simultâneas, buscando deter a proliferação de arboviroses e, ao mesmo tempo, o coronavírus.

“Durante o ano de 2020, as ações desenvolvidas pelos municípios tiveram que ser adaptadas ao cenário pandêmico. As equipes de vigilância epidemiológica dos municípios estiveram mobilizadas no enfrentamento ao coronavírus (covid-19), a população ficou receosa de procurar atendimento nas unidades de saúde municipais. Como consequência os serviços de atendimento nas unidades assistenciais para demandas de arboviroses tiveram uma diminuição”, explica.

Embora as análises das últimas quatro semanas aponte uma situação bastante tranquila para dengue em 2021 quando comparada com os anos epidêmicos, ela reforça a necessidade dos cuidados e da vigilância epidemiológica.

“Estamos observando uma alteração no comportamento das arboviroses, em 2019/2020 o maior percentual de casos registrados era de dengue, perfazendo 97,2% do total. Já nessa sazonalidade observamos redução no percentual de casos prováveis de dengue e aumento de Zika vírus e, mais marcadamente, de chikungunya”, alerta.

Para o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, somente um esforço conjunto entre estados, municípios e a sociedade pode interromper o ciclo evolutivo do Aedes e diminuir a incidência destas doenças.

 

Melhor solução é combater o mosquito

 

Em relação às arboviroses toda a sociedade deve estar envolvida, porque é necessário manter um cuidado constate tanto por parte da população quanto do poder público. Ações simples podem impedir o aumento das notificações da doença e, consequentemente, uma sobrecarga dos serviços de saúde e dos profissionais que atuam no combate da endemia e na assistência.

A coordenadora Estadual de Vigilância das Arboviroses, Rejane Balmant Letro, elenca um conjunto de atitudes para incluir no dia a dia e que ajuda a evitar a proliferação do mosquito transmissor:

Lixeiras sempre tampadas;

Quintal sem lixo e entulhos, garrafas e baldes de cabeça para baixo;

Reservatórios de água do ar-condicionado, geladeira e umidificador secos e vazios;

Deixe ralos limpos e com aplicação de tela;

Não usar pratinhos que acumulam água para vasos de planta;

Pote para água de animais devem ser limpos com bucha ou escova;

Mantenha limpos os ralos, canaletas e calhas;

Realize manutenção periódica de piscinas e caixas d’água;

Coloque babosa e outras plantas que acumulam água em local coberto.

Deixe lonas bem esticadas, evitando formação de poças d’água;

Não utilize garrafas pet com gotejador em plantas que tenham aberturas que o mosquito possa entrar para colocar ovos.

 

 

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