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O VINHO E A SAÚDE

carlos

21/02/2021 04h00
Por: Redação
VINHO E SAÚDE
VINHO E SAÚDE

O VINHO E A SAÚDE

Que o vinho é uma bebida milenar e tem registro de sua existência há mais de 5 mil a.C., acho que todos sabemos, assim como, são diversos os benefícios atribuídos a ele à nossa saúde. Neste quesito, em particular, mais do que os supostos benefícios, há de se levar em conta a seriedade do tema. Daí buscar o entendimento desses  benefícios  segundo a medicina e a pesquisa científica que lhe dá suporte!

Há milênios, é quando se dá conta de que os primeiros a ver no vinho os seus benefícios à saúde , são os curandeiros e religiosos em seus rituais de cura. Papiros egípcios e Tábuas de antigos Sumérios (2.200 a.C) já traziam receitas baseadas em vinho. Hipócrates (450 a.C) considerado o pai da medicina, já recomendava o vinho como desinfetante e como veículo para outras drogas e até para uma dieta saudável. Galeano ( século II d.C), médico da Roma antiga usava o vinho na cura das feridas dos gladiadores , agindo como desinfetante. Os judeus, também utilizavam para mesmo fim. Até o século XVIII, era considerado mais seguro ingerir vinho do que a água, pois na maioria das vezes, esta era frequentemente contaminada.

Mas é na década de 90 com a divulgação do chamado “Paradoxo Francês”  é que o vinho ganha o seu maior status e volta a ser referência em saúde. O vinho tem, ao longo dos tempos, despertado o  interesse dos cientistas por apresentar, além do álcool, diversas substâncias antioxidantes em sua composição. Entre os mais de 1.000 compostos encontrados no vinho, os polifenóis (flavonóides, taninos, catecinas,resveratrol, etc) são os mais estudados.

Das diversas conclusões de sérias e importantes pesquisas científicas, vou enumerar aqui algumas delas:

Doenças coronárias.

O consumo moderado de vinho controla os níveis sanguíneos de algumas substâncias químicas inflamatórias chamadas citocinas. Estas, por sua vez, afetam o colesterol e as proteínas da coagulação. O vinho é capaz de reduzir os níveis de LDL e aumentar os de HDL (colesterol bom). Com relação à coagulação, o vinho torna as plaquetas presentes no sangue menos aderente e reduz os níveis de fibrina, evitando que o sangue coagule em locais errados. Estes efeitos poderiam prevenir o entupimento de uma coronária, evitando um infarto do miocárdio.

Doenças do cérebro

Os efeitos mais conhecidos do álcool sobre o sistema nervoso são a embriaguez e a dependência alcoólica. Entretanto, quando consumido com parcimônia, o vinho parece reduzir orisco de demência, incluindo o Mal de Alzheimer. Segundo alguns especialistas, os polifenóis presentes no vinho (principalmente nos tintos) seriam os responsáveis por evitar o envelhecimento das células cerebrais. É intrigante notar que , proporcionalmente falando, aação antioxidante dos polifenóis dos vinhos brancos é superior à dos tintos.

Entretanto, a quantidade de polifenóis dos tintos é muito superior à dos brancos, tornando estes vinhos mais interessantes para as células cerebrais.Além da ação antioxidante, os vinhos melhoram a circulação cerebral, como o fazem com acirculação coronária. Sabe-se, ainda, que as chances de apresentar depressão são menores em consumidores moderados de vinho.

Doenças respiratórias

Experimentos recentes têm demonstrado que o vinho é capaz de reduzir as chances de uma infeção pulmonar, sendo mais eficaz que alguns antibióticos modernos.

Doenças do aparelho digestivo

Há vários séculos, São Paulo já recomendava “um pouco de vinho para a saúde do estômago”. Hoje, sabe-se que o consumo moderado de vinho está associado a uma menor incidência de úlcera péptica por uma série de razões: alívio do estresse, inibição da histamina, ação antimicrobiana contra o Helicobacter pylori, bactéria implicada na gênese da úlcera duodenal. Por atuar sobre o colesterol, o vinho parece reduzir as chances de formação de cálculos no interior da vesícula biliar.

Doenças do aparelho urinário

Estudos mostram que o vinho é capaz de reduzir em até 60% o risco de formação de cálculos urinários, ao estimular a diurese. Diabetes. O vinho consumido de forma moderada melhora a sensibilidade das células periféricas à insulina, sendo interessante nos pacientes com diabetes tipo 2 (não insulino-dependente). Além disso, o vinho reduz as chances de morte por infarto do miocárdio em pacientes com diabetes tipo 2. Em mulheres, um estudo mostra que o vinho pode reduzir as chances de surgimento de diabetes e é capaz de melhorar a densidade óssea, reduzindo as chances de osteoporose.

Câncer

A possibilidade de que os antioxidantes presentes no vinho pudessem prevenir alguns tipos de câncer despertou o interesse de muitos pesquisadores em todo o mundo. Alguns estudos populacionais mostram uma redução da mortalidade por doença coronária e por câncer em bebedores comedidos de vinho. Por exemplo, homens que consomem vinho, sensata e regularmente, têm menor chance de desenvolver Linfoma não-Hodgkin.

Covid – 19

Os taninos do vinho são capazes de inibir a atividade de duas enzimas-chave do vírus, segundo estudos da  Universidade de Medicina da China. A pesquisa apresentou resultados animadores de um estudo sobre tratamentos anti-coronavírus. Os taninos têm antioxidantes e eliminadores de radicais livres, que atuam com efeitos antiinflamatórios.  Mien-Chie Hung, presidente da universidade chinesa, diz que  os taninos seriam capazes de prevenir a infecção e controlar o crescimento dos vírus.

Conclusão

Antes de qualquer coisa, é importante salientar que o médico é o mais confiável guardião de nossa saúde, é a ele que temos que nos dirigir ao menor sinal de comprometimento de nossas funções orgânicas, assim como, cumprir rigorosamente as suas orientações e terapias indicadas. Por outro lado, como foi dito, repetidas vezes, o consumo moderado parece ser o caminho para a felicidade e saúde!

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Carlos Alberto Pereira
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