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A gravidade da pandemia

Paulo César de Oliveira

23/02/2021 04h00
Por: Redação

Vamos começar com o que é certamente incontroverso nesta questão: só temos uma campanha de vacinação – ou um arremedo de campanha- contra a covid-19 por ação do governador de São Paulo, João Doria. Não tivesse ele se lançado à luta, por razões política, por ato de campanha, como acusam alguns, ou não e, certamente, estaríamos até hoje no estado de letargia que é a principal marca do governo Bolsonaro, em relação a ações efetivas para conter o avanço da pandemia no país.

A ação de Doria teve o condão de obrigar o governo a levantar o traseiro da cadeira e sair em busca de uma ação- até aqui não uma solução- para a crise sanitária, com fortes reflexos na economia. É bem verdade que o governo saiu da inércia para uma movimentação que mais parece, usando novamente uma expressão popular, a de um macaco em casa de louças.

Impressiona a ineficácia do governo federal diante da pandemia. Não há um planejamento das ações, e olha que o titular do Ministério da Saúde, um general, tem como única credencial para ocupar o cargo, o fato de ser considerado- pelo visto por leigos- um especialista em logística. Há um distanciamento entre os diferentes níveis de Poder, que nos fará gastar muito para obter resultados pífios.

Para dissimular a própria incompetência e a de seus auxiliares, o presidente da República tem usado a estratégia de minimizar as consequências da pandemia, que insiste em tratar como “uma gripezinha”, e de transferir responsabilidades do desastre econômico que ela representa para o país e para os brasileiros.

Já nos aproximamos de 300 mil mortos e já superamos os dez milhões de infectados. E não há sinais de que a pandemia está entrando numa fase de arrefecimento. Claro que não se pode atribuir todos os problemas causados pela Covid-19 ao governo. Pouco, ou quase nada o mundo sabe sobre ela e nós também.

O que nos diferencia do resto do mundo, aí governo e povo, é a forma como estamos tratando o problema. Somos pouco responsáveis e, por isto, negacionistas. Agimos como se nada estivesse acontecendo. E o mundo está desabando. Falta-nos um líder, alguém que tenha capacidade de mostrar ao povo os riscos que corremos. Hoje, lamentavelmente, os que têm maior responsabilidade pelos cargos que ocupam, são exatamente os que levam o problema menos a sério. Talvez pela incapacidade de gerir dificuldades e escassez.

Para encobrirem suas limitações, minimizam a pandemia e buscam formas de criar crises para, com isto, tirarem o foco do que é realmente o drama do país. Não será assim que vamos superar todas as nossas dificuldades. Não será assim que vamos esquecer os mais de trezentos mil mortos que teremos até que consigamos melhorar o nosso desempenho no trato da tragédia. Não será com ineficiência, com comportamento chavistas, que vamos recuperar a economia, gerar 14 milhões de vagas de trabalho para os que estão hoje desempregados e nos prepararmos para o novo mundo que virá pós pandemia.

 

Paulo César de Oliveira é jornalista e diretor-geral da revista Viver Brasil

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