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Polícia Política

20 novos leitos não são ampliado por “escassez de mão de obra”

Com ocupação de leitos quase saturada em Uberaba, inclusive na rede pública, Saúde diz não coloca 20 leitos em funcionamento por falta de mão de obra

05/03/2021 04h00
Por: Redação
Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG
Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG

 

Com o agravamento da pandemia, pacientes que necessitam de internação vêm sendo transferidos para diferentes regiões do estado. A medida tem por objetivo restabelecer, com velocidade, a capacidade de assistência médica nas macrorregiões Triângulo do Norte e Noroeste, que, nesta quarta-feira (3/3), foram colocadas na onda roxa do plano Minas Consciente, faixa criada para contemplar as medidas mais severas de restrição. As informações são da Agência Minas. Desde o início de fevereiro deste ano, no Triângulo do Norte, 99 pessoas foram transferidas para outras regiões de Saúde. As regiões que receberam pacientes foram Oeste (35), Centro (28), Centro-Sul (14), Sul (10), Norte (5), Triângulo do Sul (5) e Vale do Aço (2).
Já na macrorregião Noroeste, 34 pessoas foram transferidas para outras regiões. As localidades que receberam os pacientes foram Oeste (18), Vale do Aço (7), Norte (6), Sul (1), Triângulo do Sul (1) e Triângulo do Norte (1).
“Temos o Triângulo do Norte e Noroeste inseridos na onda roxa porque vemos aumento da incidência de casos e na participação de pacientes Covid na ocupação de leitos de terapia intensiva, aumento na mortalidade na região e também já retardo na capacidade de regulação de leitos da região. Para nós, as medidas adotadas são extremamente importantes para que tenhamos então capacidade de reestabelecer a rede assistencial na região”, afirma o secretário de Estado de 
Saúde, o médico Carlos Eduardo Amaral.

Em relação a março do ano passado, quando começou a pandemia em Minas, o número de leitos de UTI no Triângulo do Norte passou de 136 para 301. Já na macrorregião Noroeste o número de leitos foi ampliado de 53 para 120. Desde março do ano passado, o Governo de Minas praticamente dobrou o número de leitos de UTI, passando de 2.072 para mais de 4 mil.

Entretanto, enquanto Uberaba recebeu pacientes de outras localidades, viu seus leitos em colapso na rede privada e alguns pacientes tiveram de ser transferidos para Ribeirão Preto e Franca.

Mas a situação preocupa em toda a rede hospitalar do município. “’É preocupante. A impressão que a gente tem é que vai saturar a qualquer momento, encher a qualquer momento’, disse o secretário de Saúde de Uberaba, o médico anestesiologista Sétimo Boscolo Neto, em entrevista ao Estado de Minas, sobre o que ele espera com relação à taxa de ocupação dos leitos/covid da rede pública de Uberaba nos próximos dias.”

Questionado se a Prefeitura de Uberaba já esperava que os leitos UTI/covid dos hospitais particulares chegariam aos 100% de ocupação, Boscolo afirmou que sim e que “estamos acompanhando estes números há mais de 30 dias e a ocupação do leito privado está andando sempre na frente do leito SUS. A gente estava esperando isso acontecer, como também vai acontecer com o leito SUS”.

A reportagem do JORNAL DE UBERABA questionou, através da Secretaria de Comunicação, se o município está acompanhando a ocupação de leitos da rede privada também. Também perguntou se os hospitais particulares estão com superlotação se não seria o caso de transferir os pacientes para a rede pública, ao invés de transferir para outras cidades. “Sim, a Secretaria [de Saúde] acompanha a movimentação de leitos na rede privada. No entanto, sendo privada, ela tem autonomia para buscar leitos dentro do seu próprio sistema. Somente se não encontrar, recorre à regulação da SMS, em busca de leitos no Sistema Único de Saúde.”

Com o colapso na ocupação dos leitos, a reportagem do JU questionou quando serão colocados em funcionamento os 20 leitos que a Prefeitura de Uberaba recebeu da Fiemg, a Comunicação afirmou ser “importante esclarecer que para ocorrer o funcionamento dos leitos é preciso também de mão de obra. Neste período de covid, conforme amplamente anunciado, há uma escassez de mão de obra. No caso de novos leitos, o Hospital Regional já está buscando no mercado mais profissionais da Saúde. Esta é uma situação que tem ocorrido no Brasil inteiro e Uberaba não é diferente”. Já o secretário afirmou ao Estado de Minas que dos 20 leitos, “10 devem começar a funcionar ainda esta semana e os outros 10 vão estar preparados para semana que vem. O maior problema que nós estamos encontrando no momento é o de recursos humanos”.

 

Exames – Quanto ao resultado dos exames dos servidores do HR que foram infectados com covid durante o tratamento dos pacientes de Manaus, a Comunicação disse que “não recebemos o resultado. O Hospital Regional também não”.

Sobre outros exames de outros paciente, a informação foi: “importante destacar que todos os exames coletados pela Funed ficam à disposição para sequenciamento genético. Mas é a fundação quem define quais, de onde e quando passarão pelo sequenciamento. Somente no caso específico de contato direto com os pacientes manauaras, que houve a solicitação direta do HR para que os exames dos funcionários do fossem sequenciados”.

Vale ressaltar que resultados dos exames dos servidores do HR já foram divulgados na imprensa mineira e nacional e no JU. Somente em um exame pode fazer o sequenciamento, já que os demais não houve material suficiente e neste exame foi encontrada a variante P.2, conforme o JU divulgou na edição de ontem.

Sobre a variante P.1, e ao fato de o Ministério da Saúde ter afirmado que a variante está circulando em Uberaba, a Comunicação da prefeitura afirmou que “conforme amplamente divulgado, a variante P.1 foi identificada – até o momento – nos pacientes de Manaus, que ficaram em isolamento dentro do Hospital Regional. A identificação do MS, é a mesma da Funed/Secretaria do Estado de Saúde divulgada anteriormente, ou seja, nos pacientes manauaras. Assim, até o dia de hoje, não há confirmação de transmissão autóctone da P.1 na cidade. Lembramos que indiferente da variante, as recomendações para enfrentamento da doença são as mesmas, conforme está ocorrendo em todo mundo, onde novas variantes estão sendo encontradas, ou seja: distanciamento social, uso de máscara e álcool em gel, e não aglomerar”, afirmou, concluindo que o governo municipal está analisando as questões jurídicas para adesão ao consórcio de vacinas de prefeitos.

 

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