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Saúde Saúde

Especialista alerta sobre uso de protetor solar mesmo com as máscaras faciais

Apesar da sensação de proteção da pele com o uso do equipamento, médico destaca necessidade de se manter a rotina de aplicação do protetor

28/03/2021 04h00
Por: Redação

A notícia dada nas redes sociais pela jornalista e apresentadora Marília Gabriela, da descoberta de um câncer de pele no nariz, acendeu um alerta diferente nesse período de pandemia. Afinal, mesmo utilizando máscaras que cobrem boa parte do rosto, ainda é necessário manter o uso de protetor solar em todas as regiões da face?

A dúvida, que pode até dividir opiniões entre o público geral, é facilmente respondida pelo cirurgião oncológico do Sistema Hapvida/RN Saúde, Fabrício Colacino, que destaca que mesmo o equipamento servindo como barreira para a entrada do vírus no organismo, a rotina diária com o protetor solar não pode ser esquecida. “O tecido, se não for específico, não protege dos raios ultravioletas. Então, mesmo que fique dentro de casa, é fundamental fazer o uso do protetor solar diariamente. No caso da ponta do nariz, que chamamos de dorso nasal, que é justamente a parte coberta pela máscara, a incidência solar acontece de forma mais intensa, e por isso, há maior chance de desenvolver um câncer de pele”, explica o especialista.

A doença, que é a mais comum entre os tipos de cânceres registrados no país, é responsável por 177 mil novos registros a cada ano, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). No caso da jornalista Marília Gabriela, o diagnóstico foi com o tipo carcinoma basocelular, que é o mais prevalecente e menos agressivo. E como relatado pela apresentadora, pode ser confundido inicialmente como uma espinha. “Nos primeiros dias, pode haver essa dúvida sim, por isso é importante ficar atento. Se após 30 dias do surgimento da lesão não houver uma melhora, é necessário buscar um atendimento médico, porque pode ser o início de um câncer de pele”, alerta Colacino.

Mas, apesar da grande incidência no Brasil, o cirurgião tranquiliza quanto ao tratamento e cura. “É uma doença com alto índice de cura. Para se ter ideia, a letalidade, ou seja, a chance de morte, é próxima de zero. Mas é preciso que haja o tratamento correto e detecção precoce. Com relação ao tratamento, o mais indicado é a retirada completa do câncer, com margens de segurança”, esclarece.

Para além do tratamento, o médico reforça a necessidade dos cuidados diários principalmente para pessoas de pele mais clara. “Elas estão mais suscetíveis porque a melanina, que é a célula que faz a proteção natural da pele, é mais escassa. Dessa forma, oferece uma proteção menor ao indivíduo, deixando-o mais vulnerável aos raios ultravioletas. O efeito cumulativo destes raios ao longo dos anos é o que desenvolve o carcinoma. A melhor forma de bloqueio é o uso do protetor solar. O fator mínimo recomendado é o 30, sendo que para a região do rosto, onde há maior exposição, o ideal é o fator 60”, complementa.

Como já alertado pelo especialista, o protetor deve ser aplicado mesmo com o uso de máscara, sendo necessário manter a rotina de reaplicação. “O ideal é que seja aplicado duas vezes ao dia, sendo a primeira pela manhã, antes de sair de casa e, depois, na hora do almoço. Isso vale também para os dias nublados e chuvosos. Importe lembrar-se de que além do nariz, outros pontos que merecem atenção são as pontas das orelhas, a região do colo, abaixo do pescoço, e os membros superiores, que ficam mais expostos ao sol do dia a dia, inclusive dentro do carro”, finaliza.

Com mais de 6,7 milhões de clientes, o Sistema Hapvida hoje se posiciona como um dos maiores sistemas de saúde suplementar do Brasil presente em todas as regiões do país, gerando emprego e renda para a sociedade. Fazem parte do Sistema as operadoras do Grupo São Francisco, RN Saúde, Medical, Grupo São José Saúde, além da operadora Hapvida e da healthtech Maida. Atua com mais de 36 mil colaboradores diretos envolvidos na operação, mais de 15 mil médicos e mais de 15 mil dentistas. Os números superlativos mostram o sucesso de uma estratégia baseada na gestão direta da operação e nos constantes investimentos: atualmente são 45 hospitais, 191 clínicas médicas, 46 prontos atendimentos, 175 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial.

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