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Polícia Política

Casos dobram e Minas vive pior momento da pandemia

Aumento dos infectados e óbitos gera colapso nos hospitais, que estão trabalhando com a ocupação máxima

28/03/2021 04h00
Por: Redação
Foto: André Santos/PMU
Foto: André Santos/PMU

Minas Gerais registrou 14.062 casos e 316 mortes por covid em 24 horas. Há uma semana, eram 7.334 casos confirmados e 172 mortes no mesmo período. Os números dobraram em sete dias. Pelo terceiro dia consecutivo, Minas Gerais bateu o recorde no registro de casos de coronavírus em 24h. De acordo com o boletim epidemiológico, divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES/MG) na sexta-feira (26), o estado totaliza 1.081.981 casos confirmados. São até o momento, 22.887 óbitos.

São 88.658 os internados e 993.323 em isolamento domiciliar. A média de idade de casos que evoluíram a óbitos é de 71 anos. Já entre os infectados, a média de idade é de 42.

A contaminação e os óbitos pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2) no Estado mais do que dobraram o ritmo em 2021, na comparação com o período entre o fim de 2020 e o pico da primeira onda, em junho de 2020, segundo dados das secretarias municipais de saúde. Uma média diária da desolação deixada pela covid-19, no comparativo dos dois intervalos, mostrou que neste ano as mortes no estado se elevaram 112,4%, de 54,5 para 115,8 por dia.

A história se repete por diversos municípios mineiros. Em Uberaba, na terça (23) e quarta (24) foram registrados recordes no número de casos ativos, conforme o Observatório Covid-19 Uberaba, iniciativa que apresenta dados e projeções da pandemia no Município, uma parceria de pesquisadores da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) com a Secretaria Municipal de Saúde. O Observatório apontou que no dia 24, havia 2.038 casos ativos da doença; na terça-feira (23), 1.942. Até então, o maior número de casos ativos, desde o início da pandemia, havia sido registrado em 24 de fevereiro (1.931), mostram os dados do Observatório.

A médica infectologista Danielle Borges Maciel alerta sobre o risco dessa taxa alta. “Quanto mais casos ativos, maior o número de casos graves, de internações e de óbitos, podendo culminar na falta de leitos na nossa região”, explicou, ressaltando que Uberaba - polo da macrorregião Triângulo Sul de Saúde - também atende pacientes de outros municípios.

Projeções de especialistas de sete universidades federais mostram que o estado terá novo ápice de contaminações. Se o nível de afastamento social e comprometimento com as ações de higiene e prevenção forem bons, Minas desacelera em cinco dias com 2.075 doentes ou poderá enfrentar uma escalada até o dia 22 deste mês e 26.169 casos ativos.

Levando-se em conta a média dos 10 municípios mais populosos de Minas Gerais (Belo Horizonte, Uberlândia, Contagem, Juiz de Fora, Betim, Montes Claros, Ribeirão das Neves, Uberaba, Governador Valadares e Ipatinga), que reúnem 6,5 milhões de habitantes, quase um terço do estado, o ritmo de mortes diário foi 74% mais acelerado em 2021 do que entre junho e dezembro últimos, de 2,38 mortes todos os dias para 4,14. Os casos confirmados saltaram 109%, de 92 para 192,1 na média a cada 24 horas.

 

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