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Cidade Bastidores

JUSTIFICANDO

Coluna

01/04/2021 03h00
Por: Euripedes Antonio Campos

JUSTIFICAndo

A prefeita Elisa Araújo (SD) determinou que fosse realizado vídeo pela Secretaria de Comunicação para tentar justificar a inviabilidade de utilização da estrutura do Hospital São José para aumentar o combate ao covid.

 

OUVINDO AS PESSOAS ENVOLVIDAS

A COLUNA BASTIDORES ouviu servidores municipais, engenheiros, inclusive pessoas que participaram da gravação do vídeo, e foram unânimes em afirmar que existem deficiências que podem ser superadas, mas o intrigante que foram selecionadas as imagens e passado o texto de que as pessoas deveriam gravar.

 

SEM AÇÃO

O mais intrigante foi a ausência de propostas e soluções para aumentar a disponibilidade de leitos e o combate ao covid, com a realização de gastos do dinheiro público para justificar a ausência de medidas concretas.

 

INFERNO ASTRAL

A prefeita Elisa Araújo (SD) vem passando um tormento para conseguir provar sua capacidade de lidar com as equipes nomeadas para cargos comissionados, que desconhecem as atividades do poder público, e, principalmente, a falta de entrosamento entre seus secretários para conseguir fazer a máquina pública andar.

 

MÉRITOS

A Fundação Cultural de Uberaba prepara pacote de ajuda os artistas da cidade. Com o cancelamento do carnaval e das festas típicas que eram subvencionadas pela fundação, a economia dos recursos será destinada para projetos culturais que irão contribuir com a classe artística que está passando por enorme dificuldade.

 

EXONERAÇÃO DE SECRETÁRIA

Em plena pandemia e com o maior pico da covid, a secretária adjunta de Saúde, Fabiana Prado, entregou o cargo nesta terça-feira e seu pedido foi aceito de pronto pela prefeita Elisa Araújo. Fabiana Prado alegou sobrecarga de trabalho, lembrando que é conselheira do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais e delegada Regional em Uberaba. Entretanto desde que assumiu ela já tinha estes cargos. Corre a boca pequena que o verdadeiro motivo foi a bagunça na vacinação para os idosos de 69 a 65 anos, quando uma subordinada atropelou o que Fabiana havia ordenado.

 

EXONERAÇÃO DE MINISTROS

A exoneração de seis ministros do governo Bolsonaro, todos “a pedido”, uma vez que existiam discordância com as atitudes do presidente, será uma forma de colocar ministros alinhados com as pretensões do presidente Bolsonaro. Numa canetada, o presidente Bolsonaro exonerou Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores; o segundo a deixar o cargo foi o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva; o terceiro nome a deixar o governo foi o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), José Levi, que pediu exoneração do cargo. O quarto nome a deixar a posição foi o ministro da Justiça, André Mendonça; o quinto a deixar seu posto foi o ministro Casa Civil da Presidência da República, Walter Braga Netto. Por sua vez, o sexto ministro a sair da vaga é o general Luiz Eduardo Ramos, ministro da Secretaria de Governo.

 

INÉDITO

Nunca na história da democracia brasileira um presidente exonerou conjuntamente o ministro da Defesa, o advogado Geral da União, Chefe da Casa Civil, da Secretaria de Governo e o ministro da Justiça, todos os ministros exonerados não compactuam com o presidente.

 

FORÇAS ARMADAS

Em decorrência da exoneração do ministro da Defesa, os comandantes das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica) irão ser substituídos. Colocando pessoas que possam seguir seus planos.

VERDADE

O presidente alega que a troca dos ministros foi realizada por pressão do Centrão na Câmara dos Deputados, contudo, o estopim foi a recusa dos ministros da Justiça, Defesa, Casa Civil, Governo e Advocacia da União em tomar as providências para implementar o artigo 136 e 137 da Constituição Federal, ou seja, o Estado de Defesa e o Estado de Sítio, e cercear os direitos civis.

 

PREPARAÇÃO DE GOLPE

A Constituição Federal regulamenta que no estado de sitio (art. 139) o presidente da República poderá estabelecer: I - obrigação de permanência em localidade determinada; II - detenção em edifício não destinado a acusados ou condenados por crimes comuns; III - restrições relativas à inviolabilidade da correspondência, ao sigilo das comunicações, à prestação de informações e à liberdade de imprensa, radiodifusão e televisão, na forma da lei; IV - suspensão da liberdade de reunião; V - busca e apreensão em domicílio; VI - intervenção nas empresas de serviços públicos; VII - requisição de bens. Induvidosamente, seria o início de uma nova ditadura.

 

CORRENDO POR FORA

Ao mesmo tempo em que o governo de Jair Bolsonaro anunciou a demissão da cúpula das Forças Armadas, na terça-feira (30), aliados do presidente tentaram avançar com um projeto para dar ao chefe do Executivo o poder de instaurar uma condução típica de situações de guerra, tendo a pandemia como justificativa. A medida, caso aprovada, abriria caminho para Bolsonaro intervir nos Estados e derrubar restrições impostas por governadores, como lockdowns. De acordo com lideranças políticas no Congresso Nacional em conversa com a COLUNA BASTIDORES, os correligionários do presidente estão tentando justificar a pandemia para iniciar uma nova ditadura no Brasil.

 

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