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Nº de mortes ultrapassa pela primeira vez na história o de nascimentos na região sudeste

Nº de mortes ultrapassa

09/04/2021 03h00
Por: Euripedes Antonio Campos

O número de mortes ultrapassou pela primeira vez na história o de nascimentos na primeira semana de abril na região sudeste do Brasil, segundo dados da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais disponibilizados no Portal da Transparência. Foram 13.998 registros de nascimentos de 1º a 8 de abril na região sudeste, contra 15.967 registros de óbitos no mesmo período. Os dados são preliminares, uma vez que os cartórios de todo o país têm o prazo de 10 dias para registrar nascimentos e óbitos, mas a tendência é de alta de mortes em relação aos nascimentos desde o ano passado. Pesquisadores apontam que o fato inédito deve atingir o país como um todo, não apenas regionalmente no mês de abril. Em 120 anos, a população do Brasil só cresceu. Na virada para o século XX, o país contabilizava 17,4 milhões de brasileiros. Atualmente, são 212.9 milhões de pessoas, de acordo com uma projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mesmo nas últimas décadas, com famílias menos numerosas, o país continuou crescendo, mas com uma diferença: o número de nascimentos começou a cair de forma gradual. Ou seja, a diferença entre nascimentos e óbitos passou a ficar cada vez menor. A previsão do IBGE era a de que essas duas linhas iriam se cruzar em 2047. Mas a pandemia de Covid-19 pode adiantar em décadas esse fenômeno. Em 2019 a relação nascimentos por óbitos no Brasil era de 2.2 nascimentos para cada óbito. Em 2020 essa razão foi 1.8, de acordo com a professora de demografia e membro do Centro de Estudos para População e Desenvolvimento de Harvard, Márcia Castro. Março registrou a menor diferença entre nascimentos e mortes dos últimos anos. Isso se deu principalmente pela explosão de óbitos neste que foi o mês mais mortal da pandemia. Só em comparação ao ano passado, o crescimento foi de 63%. Para o médico e neurocientista Miguel Nicolelis, esse é mais um sinal do descontrole da pandemia no país.

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