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Filiação de Bolsonaro a um partido trava por pedido de controle total

Filiação de Bolsonaro

04/05/2021 03h00
Por: Euripedes Antonio Campos
Partidos Políticos não aceitam entregar controle total dos estados a família Bolsonaro - Foto: Alan Santos/PR
Partidos Políticos não aceitam entregar controle total dos estados a família Bolsonaro - Foto: Alan Santos/PR

Embora na última semana aliados do presidente Jair Bolsonaro tenham cravado a filiação dele ao Patriota, integrantes da legenda rechaçaram a hipótese, e o presidente, inclusive, abriu o leque de opções. Entre uma e outra agenda, Bolsonaro recebeu representantes do PRTB após a morte de Levy Fidélix e do PMB, que agora quer se chamar Brasil 35.

Os encontros não foram divulgados na agenda oficial do presidente. Conforme apurou a coluna, Bolsonaro se encontrou com os filhos de Fidélix, que agora comandam o partido fundado pelo pai na última terça-feira e com Suêd Haidar, presidente do PMB, na segunda-feira da semana passada.

A tendência, inclusive, é que o presidente vá mesmo para uma dessas duas siglas e que o anúncio seja feito nos próximos dias. No PRTB, os três filhos de Levy Fidélix conversaram com o presidente, mas quem toma as rédeas da conversa é Karina Rodrigues Fidélix da Cruz, advogada que defende inclusive o vice-presidente Hamilton Mourão e tem cargo na executiva nacional do partido.

Segundo uma fonte da sigla ouvida, a filiação é algo distante neste momento. “Até pelo fato de que como eles querem o partido, vai ser difícil. Um Estado ou outro a executiva nacional gostaria de manter. Eles querem os 27 Estados, não acredito que a família Fidélix que tem um legado do nome dele, de 26 anos de construção do partido, vá entregar assim na mão da família do presidente”, disse a fonte.

A resistência no PRTB é a mesma encontrada no Patriota. A cúpula da legenda não aceita o fato de entregar o comando dos diretórios estaduais nas mãos de Bolsonaro e seus filhos. No Patriota pesa ainda o fato de a sigla ter filiados de diversos movimentos políticos contrários, como RenovaBR e MBL, entre outros. Há quem diga que a legenda que abrigou Cabo Daciolo na última eleição presidencial está perto de filiar outro candidato ao Planalto visando a 2022 e que o nome seria de fora do Congresso Nacional, o que impediria de vez a chegada de Bolsonaro.

Já no PMB a resistência é menor. Embora não admitam publicamente os encontros com o presidente, fontes da sigla afirmam, sob condição de anonimato, que as conversas estão avançadas para a filiação do presidente. Uma das ressalvas que teriam sido colocadas pelo Partido da Mulher Brasileira ao presidente é uma data-limite para o comando da sigla.

A coluna procurou a Secretaria de Comunicação da Presidência, que não confirmou nem negou a existência dos encontros por não constarem na agenda oficial. A assessoria de Suêd Haidar desconversou sobre a agenda com o presidente, enquanto Karina Fidélix não retornou os contatos feitos.

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