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Cidade Reflexão

Amor com amor se paga?

Amor com amor se paga?

20/06/2021 04h00
Por: Euripedes Antonio Campos

Arahilda Gomes Alves

 

Dizem que a Arte imita a vida. Outras vezes, a Vida imita a Arte. Vejamos alguns exemplos para ficarmos nos grandes casais que a História marcou sendo o mais célebre, o amor de Romeu e Julieta. Outros como Otelo e Desdêmona, que a mata por ciúmes. 

Em ambas, a morte espreita, por paixões incontidas. Na convivência teatral da ópera verista Il Pagliacci, de Leoncavallo, outra vez o ciúme se interpõe entre casais e em representação, o personagem mata a própria esposa. Já na Buterflay, de Puccini, outra ópera verista, à base de fatos verdadeiros, a heroína se mata por saber que seu amado americano traz sua noiva para que ela a conheça. Do mesmo autor, em La bohème, Mimi, também cortezã, ao travar conhecimento com Rodolfo se apresentam em doce conluio. Ela, se dizendo florista e ele vivendo da arte. Mas a heroína morre de tuberculose. Amores passionais que acontecem em cenas dramáticas e que a vida repete. Nas histórias musicadas de Verdi, há três maneiras em que se mostram o amor. No Il Rigoletto, o amor de pai é tão funesto, que trama a morte do Conde supondo resolver o caso de amor entre ele, um incorrigível conquistador, com sua única filha. Já no Trovador, dois irmãos disputam o amor da heroína em que cada um fora criado em situações diferentes. O irmão bem-criado, por vingança, coloca na fogueira o próprio irmão, que desconhecia. Já na Traviata, os intensos afetos são derrubados pela morte da heroína dado ao pedido do pai dele para que se afaste do filho, ela uma cortezã e ele, um nobre. Mas o amor atravessa o tempo com retorno do nobre chegado de Paris para ver sua amada morrer em seus braços de doença, no tempo, incurável.

Histórias mais leves trazem à baila no Barbeiro de Sevilha de Rossini, um Fígaro que se presta a arranjar namoradas ao amigo Conde e que com a realização consuma-se o matrimônio nas Bodas de Fígaro de Mozart, que trata a história mais como uma comédia resolvendo-se em situações cômicas, em que criada e condessa trocam suas vestes para enciumar o dom Juan terminando em festa e risos. Levamos essa ópera, anos atrás, com cantores da terrinha, contada em português e cantada no original. Fora aprovada pela Lei Rouanet. Sucesso de três récitas!

 No Dom Giovanni, de Mozart, citado como conquistador de centenas de mulheres, a morte do pai da amada aparece em visão fantasmagórica em luta com sua própria consciência.  

E na vida real, como aceitamos o sentimento amoroso? Ora se transformam em amizade, nobre sentimento, ora em indiferença, ora em saudades, que o tempo não destrói. 

Ás vezes os ressentimentos marcam trajetória de rancores, desprezo, máguas.0s diálogos tomam proporções maravilhosas, quando os pares se conhecem. Nas palavras de Mimi: “quando chega o inverno, ao primeiro beijo do sol, repasso sonhos primaveris, alimento da alma. ”  Mãos entrelaçadas diz ele: Como vivo? Vivo!

Pois é, amor alimento da alma reacendendo-se em manifestações díspares, nem sempre identificando formas de amar indissolúvel, que termina no altar e se firma em festas de constantes bodas, até que a morte os separe! 

E viva Santo Antonio,o santo casamenteiro! 

 

Arahilda Gomes Alves - Cadeira 33 ALTM; vice-presidente -2ª-gestão; membro Academia Poetas Portugueses e Academia Letras e Artes Portugal; cônsul Poetas Del Mundo; Academia Internacional do Brasil; diretora cofundadora Fórum Articulistas de Uberaba e Região. Partícipe Rede Sem Fronteiras; sócia Poemas à Flor da Pele.  Dois primeiros lugares em Contos (R.S) e Feira do Livro (México). Crônica (2018). Escreve crônicas no JU desde 1993.

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